sábado, 30 de abril de 2022

Transmitindo a Notícia...

 Leia em sua Bíblia Lucas 24.36-49

“Os que ainda não nasceram ouvirão falar do que ele fez: ‘Deus salvou o seu povo!’” (Sl 22.31)

Quando Jesus ressuscitou dos mortos, ele apareceu aos Doze e a muitos outros discípulos. Lucas nos conta, que “depois da sua morte, Jesus apareceu a eles de muitas maneiras, durante quarenta dias, provando, sem deixar dúvida nenhuma, que estava vivo. Os apóstolos viram Jesus, e ele conversava com eles a respeito do Reino de Deus” (At 1.3). Estes apóstolos compartilharam audaciosamente as coisas que tinham ouvido e visto, e a igreja cresceu enormemente sob o poder e bênção do Espírito Santo.

Os apóstolos, sob a inspiração e orientação do Espírito, registraram as palavras e ações de Jesus em quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) e em várias cartas e escritos do Novo Testamento. Através dessas palavras eles continuaram falando de tudo o que Jesus Cristo realizou por nós. Eles queriam ter certeza de que as futuras gerações conhecessem a verdade sobre a grande missão de salvação de Jesus.

Você e eu estamos entre as pessoas que ainda não haviam nascido quando estes grandes eventos aconteceram por nós. Mas, mesmo assim, a Palavra de Deus veio até nós, proclamando a justiça de Deus, e assegurando-nos que o nosso Senhor Jesus Cristo fez tudo o que era necessário para a nossa salvação. Consolados, fortalecidos e em paz com Deus através desta boa notícia, não podemos deixar de ir e proclamar o plano de Deus a toda a terra.

A menos que Jesus volte antes, você e eu, um dia, também deitaremos no pó da morte, esperando a ressurreição dos mortos conquistada por Jesus Cristo, nosso Senhor. Que Deus aja em nós para irmos pelo mundo e, com fidelidade, compartilharmos o Evangelho. Façamos isso para que as futuras gerações, ainda não nascidas, possam colocar sua confiança em Jesus Cristo e passem adiante a salvação em Jesus, até o dia em que o nosso Senhor, o Cristo, retornar com todos os seus anjos.


sexta-feira, 29 de abril de 2022

Tempo de Espalhar Boas Notícias...

 Leia em sua Bíblia Mateus 28.1-20

“As pessoas dos tempos futuros o servirão e falarão às gerações seguintes a respeito de Deus, o Senhor.” (Sl 22.30)

Hoje comemoramos a incontestável, segura e certa prova da vitória de Jesus sobre todos os nossos inimigos: sua gloriosa ressurreição dos mortos. Se havia alguma dúvida de que Deus aceitara seu sangrento sacrifício na cruz, o túmulo vazio a silenciou completamente. Todos aqueles que o desprezaram, zombaram dele, e o desanimaram devem agora calar suas bocas e reconhecer que Jesus era e é o poderoso Filho de Deus.

Dois mil anos se passaram e as gerações ainda o servem. Todos os crentes que receberam a maravilhosa mensagem da salvação, creem nele por meio do Espírito Santo. Eles o glorificam e passam adiante a mensagem da sua grande vitória para seus próprios descendentes e para seus vizinhos, amigos e companheiros de trabalho.

A cada período de Quaresma e Páscoa relembramos e passamos adiante o que nós aprendemos: o grande sacrifício, a morte humilhante, e a gloriosa ressurreição de Jesus Cristo, que nos libertou do pecado, da morte e do inferno. Nós celebramos a vitória que ele conquistou para nós e a vida que é nossa, tanto agora como eternamente. 

E nós sabemos que a ressurreição do Senhor é a garantia da nossa própria ressurreição. Com alegria, esperança e confiança, nós aguardamos ansiosamente o dia em que ele retornará para ressuscitar a nós e a todos os crentes em Cristo para a vida eterna. Nós viveremos no novo céu e nova terra em perfeita paz, alegria e felicidade eterna.


quinta-feira, 28 de abril de 2022

Vivos ou Mortos...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 23

“Todos os orgulhosos se curvarão na sua presença, e o adorarão todos os mortais, todos os que um dia vão morrer.” (Sl 22.29)

Esta passagem do Salmo 22 fala de todos os que se curvam diante de Jesus, nosso vitorioso Rei e Senhor, e o adoram. Todos os crentes prosperam sob suas ricas bênçãos, entre as quais está o participar na Comunhão do seu corpo e sangue, bem como adorá-lo, louvando e glorificando a quem fez tantas grandes coisas por nós. 

Neste dia, após o sofrimento e a morte de Jesus na cruz, relembramos como seu corpo descansou em um túmulo emprestado. A vitória de Cristo nos dá esperança de que, quando nós estivermos descendo ao pó, o nosso sono na morte seja curto, assim como o foi para ele, enquanto aguardamos a ressurreição dos nossos corpos. “Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte, não terei medo de nada. Pois tu, ó Senhor Deus, estás comigo; tu me proteges e me diriges” (Sl 23.4).

Mas este não é apenas um dia para os vivos ou para os mortos. Mesmo aqueles que não permaneceram vivos, os crentes que morreram e cujos corpos agora repousam na sepultura, seus espíritos também se curvam diante dele e o adoram em sua presença. Eles também esperam o dia da ressurreição dos seus corpos, mas eles habitam na presença de Deus, nosso Pai, e do Cordeiro, Jesus Cristo. “Elas nunca mais terão fome nem sede. Nem o sol nem qualquer outro calor forte as castigará. Pois o Cordeiro, que está no meio do trono, será o pastor dessas pessoas e as guiará para as fontes das águas da vida. E Deus enxugará todas as lágrimas dos olhos delas” (Ap 7.16-17).

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Guerreiro e Vitorioso...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 2

“Pois o Senhor é Rei e governa as nações.” (Sl 22.28)

Hoje, ao lembrarmos a morte de Jesus na cruz, normalmente pensamos nele como a vítima. Pensamos em sua dor e agonia, nos inimigos que o desprezaram, zombaram dele e o ridicularizaram, bem como no seu amargo sofrimento e morte por nossos pecados.

Mas existe uma outra maneira de olhar para a Sexta-feira Santa: vendo Cristo como o grande vencedor. Jesus é comparado ao jovem Davi, que, carregando apenas uma funda (atiradeira) e algumas pedras lisas, entra na batalha de morte contra um gigante Golias revestido por uma pesada armadura, protegido por seu escudo, e que balança sua lança e espada com arrogância.

Hoje, o nosso Rei Jesus vai totalmente sozinho para a batalha de morte com o gigante Satanás, chacoalhando suas armas do pecado, da morte e do inferno. Jesus vem como o Rei e Defensor de todas as nações. Ele tropeça ao longo do caminho, espancado e maltratado. Ele não carrega arma alguma, nenhum escudo, apenas o rude pedaço da cruz.

O nosso Herói parece fraco, perdido e derrotado facilmente quando ele cai de joelhos repetidas vezes. Mas em seu sofrimento e morte ele esmaga a cabeça da serpente. Ele nos liberta da ira de Deus, da terrível punição na terra e no inferno.

No final da batalha, ele está sozinho. Satanás, pecado, morte e inferno, todos caem, vencidos, esmagados, derrotados. Em três dias ele sairá da sepultura em majestade e poder, com a vitória completa e total. Não pode existir dúvida alguma: ele é verdadeiramente o Rei dos Reis, e Soberano sobre todas as nações.  


terça-feira, 26 de abril de 2022

Façam Isto em Memória de Mim...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 77

“Todas as nações lembrarão de Deus, o Senhor, todos os povos da terra se voltarão para ele, e todas as raças o adorarão” (Sl 22.27).

Esta noite é um lembrete anual da última Ceia de nosso Senhor, o início da sua paixão e sofrimento por nossos pecados. E começamos logo com um presente especial de Jesus, conforme registrado em 1 Coríntios 11.23-25​​:

“O Senhor Jesus, na noite em que foi traído, pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é entregue em favor de vocês. Façam isto em memória de mim’.”

“Assim também, depois do jantar, ele pegou o cálice e disse: ‘Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue. Cada vez que vocês beberem deste cálice, façam isso em memória de mim’.”

Um aspecto importante de receber a Santa Comunhão é lembrar o que Deus fez por nós através de Jesus Cristo: como esse mesmo corpo foi dado à morte por nossos pecados, e como este precioso sangue foi derramado por nós. Nós lembramos do seu amargo sofrimento e morte, e da grande vitória que ele conquistou sobre todos os nossos inimigos.

Sempre que estamos em crise, em dúvida, com medo, ou mesmo à beira da morte, podemos lembrar de que Jesus Cristo carregou os nossos pecados e conquistou a nossa salvação. Então, em gratidão e alegria, nós propagamos a história, para que todas as famílias das nações possam vir diante do Senhor em paz, louvor e adoração. E lembrar dele para sempre, recordando o que ele fez por todos nós.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Venham e Comam...

Leia em sua Bíblia Êxodo 24.1-11

“Os pobres comerão da carne dos sacrifícios e ficarão satisfeitos; aqueles que adoram o Senhor o louvarão. Que sejam sempre prósperos e felizes!” (Sl 22.26)

Na época do Antigo Testamento, sempre que o povo de Deus estava em perigo, eles oravam pedindo ajuda. Quando o Senhor os livrava, eles ofereciam um sacrifício chamado de “oferta de paz”. Em todos os outros sacrifícios, o animal todo era queimado sobre o altar. Mas, este sacrifício era único porque uma porção do sacrifício era dada ao adorador para que a comesse. Este alimento era o sinal e a promessa de Deus de que ele tinha perdoado o pecador e agora havia plena comunhão.

Amanhã à noite os cristãos se reúnem para celebrar como Deus nos livrou da aflição do pecado, da morte, do inferno e de Satanás, ao sacrificar seu Filho Jesus Cristo, o grande Cordeiro Pascal. E, como a antiga oferta de paz, Deus nos dá um pouco desse precioso sacrifício por nós para comermos e bebermos, em sua presença. Ele compartilha o próprio corpo e sangue de Jesus Cristo, dado e derramado para a nossa salvação.

Quando comemos e bebemos desta Ceia especial, somos perdoados de todos os nossos pecados, libertados da morte e do inferno, e unidos em comunhão com Deus, nosso Pai, e com Jesus Cristo, nosso Rei vitorioso. Nós também estamos unidos com todos os filhos de Deus no céu e na terra: a grande assembleia na qual Jesus, nosso Senhor, proclama a bondade e o amor do Pai.

Mesmo quando estamos em meio aos problemas nesta vida, Cristo nos convida a entrar em sua presença e buscar a sua ajuda e libertação, e comer o próprio sacrifício que conquistou a misericórdia e o perdão de Deus.

domingo, 24 de abril de 2022

A Fonte do Nosso Louvor...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 111

“Na reunião de todo o povo, ó Senhor, eu te louvarei pelo que tens feito. Na presença de todos os que te temem, oferecerei os sacrifícios que prometi.” (Sl 22.25)

Jesus, nosso vitorioso Rei, realizou muitas coisas grandiosas nesta última semana de sua vida. Ele purificou o templo, curou doentes, expulsou demônios e ensinou as pessoas. Ele expôs os falsos ensinamentos dos sacerdotes e dos saduceus, e a hipocrisia dos fariseus e mestres da lei. Ele tomou sobre si a nossa culpa e o nosso pecado e conquistou nosso completo e gratuito perdão através do seu sofrimento, morte e ressurreição.

Hoje ele nos reúne em congregações locais, unindo-nos a toda a sua Igreja cristã nos céus e na terra. Nós declaramos seus atos salvíficos e damos a ele honra e louvor. Jesus repassa estes louvores ao seu Pai. O Pai é a fonte do louvor de Jesus. Foi a sua misericórdia que o levou a planejar a nossa salvação através de Jesus. Ele foi fiel às suas promessas, foi bondoso para com os pecadores indignos e, de modo claro, mostrou seu amor por suas criaturas humanas decaídas.

Em seu grande amor por seu Pai, Jesus cumpre sua promessa: primeiramente oferecendo a si mesmo por nossos pecados e, então, dando a nós os benefícios deste sacrifício através de sua palavra. Da mesma forma, ele usa pastores e cristãos tementes a Deus que fielmente compartilham o que Cristo fez por nós. Ele usa o batismo, no qual ele nos lava de nossos pecados, nos adotando como sua família e nos selando com seu Espírito Santo. E ele usa a Santa Ceia, na qual ele nos dá seu próprio corpo e sangue para ficarmos certos do completo perdão de todos os nossos pecados.

sábado, 23 de abril de 2022

Ele Desvia o Olhar?...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 9

“Ele não abandona os pobres, nem esquece dos seus sofrimentos. Ele não se esconde deles, mas responde quando gritam por socorro.” (Sl 22.24)

Jesus, nosso Rei vitorioso, continua a dar toda a glória e créditos para seu Pai pela grande libertação que ele conquistou na cruz. Jesus foi o atormentado, o rejeitado por seu povo, pelos sacerdotes, pelo governador romano e seus soldados. Mesmo assim, apesar da vergonha e da humilhação, do sangue e das feridas, da dor e da agonia, o Pai não o desprezou como o escárnio dos líderes judeus. O Pai não sentiu nojo de Jesus em suas terríveis aflições. O Pai não abandonou Jesus para sempre, mas ouviu seu clamor amargurado: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” O Pai aceitou seu sacrifício, libertando-o do inferno e mansamente levou a alma de seu Filho ao paraíso, mesmo que mãos amorosas tenham descido seu corpo da cruz, o envolvido em panos para sepultá-lo e gentilmente colocado em um túmulo ainda não utilizado.

Nós também passamos por aflições na vida. Nos nós perguntamos como Deus responde ao nos ver em dor, medo, dúvida e agonia. Ele nos despreza, nos tendo por fracos e insignificantes? Ele nos abomina, não querendo nada com criaturas tão perdidas e impuras? Ele esconde sua face e deixa de ouvir nossa dor e sofrimento?

Não. O nosso gracioso Pai sempre está conosco para olhar por nós nas necessidades, ouvir nossos gemidos e súplicas, e nos libertar de todos os problemas, de todos os inimigos, da morte e do inferno. Foi este grande amor que o levou a enviar seu Filho unigênito para ser nosso vitorioso salvador. É por isto que nós o tememos, o louvamos, prestamos culto a ele e adoramos o nosso Senhor.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Louvem o Nosso Rei Vitorioso...

 Domingo de Ramos


Leia em sua Bíblia Mateus 21.1-11

“Louvem a Deus, o Senhor, todos os que o temem. Descendentes de Jacó, prestem culto a Deus! Povo de Israel, adore o Senhor!” (Sl 22.23)

No primeiro dia da Semana Santa, relembramos a multidão de judeus recebendo Jesus em Jerusalém. Nesta semana, vemos Jesus Cristo como o poderoso vencedor, vindo batalhar e derrotar de forma contundente o pecado, Satanás, a morte e o inferno através de seus sofrimentos terríveis descritos tão vividamente na primeira parte do Salmo 22. O versículo de hoje descreve quatro coisas para fazermos quando nos reunimos para receber nosso vitorioso Rei: “temer o Senhor”, “louvá-lo”, “prestar culto a Deus” e “adorar o Senhor”.

“Temer o Senhor”. Através dos sofrimentos de Jesus na cruz, nós aprendemos quão severa é a ira de Deus por nossos pecados. O temor verdadeiro a Deus inclui levar a sério esta ira, confessando que nós justamente merecemos estar sob sua ira. 

“Louvá-lo”. Nós louvamos nosso Senhor Jesus por sua voluntariedade em ir para a cruz, beber todo o cálice da ira de Deus em nosso lugar e conquistar nossa salvação pelo seu sofrimento e morte.

“Prestar culto a Deus”. Nós prestamos culto a Deus ao contar às outras pessoas o que ele fez e deixando-o transformar nossos pensamentos, nossas atitudes e nossos objetivos para esta vida, de maneira que andemos em seus santos caminhos.

“Adorar o Senhor!” Jesus merece nossa adoração e admiração porque ele assumiu para si todos os nossos inimigos e conquistou completo perdão e salvação para cada um de nós.

No contexto dessa parte do Salmo 22, Jesus recebe todo o nosso louvor e direciona-o para seu Pai, que o libertou do poder de Satanás na cruz, e da prisão da tumba na manhã da Páscoa.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Tempo de Proclamar...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 40


“Então contarei à minha gente o que tens feito; na reunião do povo eu te louvarei.” (Sl 22.22)

Antes de morrer, Jesus proclamou bem alto: “Tudo está completado!”, mostrando que ele havia completado o plano de seu Pai de salvar todas as pessoas. Agora, retornamos para o trecho final do Salmo 22, onde Jesus profetiza sobre sua ressurreição e o que virá depois. 


Depois de ser libertado da morte e do inferno por seu fiel Pai, Jesus apareceu aos seus irmãos, os apóstolos, e revelou o gracioso plano da salvação de Deus. Através das palavras deles no Novo Testamento ele continua a declarar o Nome do Senhor para todos os crentes. Ele nos une em uma grande assembleia de adoração. E ali no meio desta congregação Jesus louva o Pai que foi a fonte do plano da salvação de Deus.


Três vezes por ano, toda a nação de Israel se reunia em Jerusalém para adorar a Deus, relembrar suas promessas e pedir sua ajuda para o futuro. A primeira festa era a grande festa da Páscoa, quando Israel relembrava a libertação de Deus da escravidão no Egito. Foi esta festa na qual o Cordeiro Pascal de Deus, Jesus Cristo, tomou sobre si os pecados do mundo e libertou seu povo da escravidão do pecado, da morte e do inferno.


A segunda grande festa acontecia cinquenta dias depois da Páscoa. No Pentecostes, a nação se reunia novamente para agradecer a Deus pela colheita. Nesta festa, Cristo declarou sua grande salvação através dos seus apóstolos em Jerusalém, e a igreja cristã nasceu. Cada vez que nós nos reunimos para adorar nas congregações locais Jesus está conosco, proclamando o grande amor de seu Pai ao enviar seu Filho. No último dia, ele reunirá seus crentes espalhados pelo mundo em seu eterno reino.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Sinais Miraculosos...

 Leia em sua Bíblia Mateus 27.51-53

“Então a cortina do Templo se rasgou em dois pedaços, de cima até embaixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram. Os túmulos se abriram, e muitas pessoas do povo de Deus que haviam morrido foram ressuscitadas.” (Mt 27.51-52)

Durante as primeiras horas da crucificação de Jesus, foi fácil, para os judeus que transitavam na cidade, concluir que ele era uma fraude e uma farsa. Tudo levava a crer que a sua afirmação de ser o Filho de Deus havia finalmente sido castigada porque Deus o tinha amaldiçoado, permitindo que sofresse aquela morte horrível. Eles interpretaram todas as evidências que viram como prova da culpa de Jesus.

Mas, então, vieram os milagres sobrenaturais durante sua crucificação e morte. Primeiro, as três horas de uma escuridão sinistra e sobrenatural. Depois, quando Jesus morreu, um grande terremoto atingiu a cidade, partindo as rochas em pedaços. Os líderes religiosos judeus tiveram seu sinal: a cortina que separava o Lugar Santo do Lugar Mais Santo no templo foi rasgada em dois, de cima até embaixo. E, finalmente, o terremoto abriu túmulos e muitas pessoas do povo de Deus ressuscitaram, e, depois da ressurreição de Jesus, apareceram para outras pessoas na cidade.

Tendo visto estes eventos, o centurião romano e seus soldados disseram: “De fato, este homem era o Filho de Deus!” Lucas descreve a reação da multidão que estava ali testemunhando aquelas coisas: “Todos os que estavam reunidos ali para assistir àquele espetáculo viram o que havia acontecido e voltaram para casa, batendo no peito em sinal de tristeza” (Lc 23.48). Bater no peito era uma demonstração de profunda dor, medo e arrependimento.

Esses milagres não convenceram todos, mas foram sinais poderosos de que o Filho de Deus sacrificou a si mesmo por nossos pecados. E, em apenas três dias, um milagre ainda mais claro viria. 


terça-feira, 19 de abril de 2022

Ele Entregou a Sua Vida...

 Leia em sua Bíblia Lucas 23.44-49

“Aí Jesus gritou bem alto: - Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lc 23.46)

Tendo completado o pagamento por todos os nossos pecados, e proclamando isto ao mundo, não há razão para Jesus continuar sofrendo na cruz. Ele cumpre a profecia feita um dia aos judeus: “O Pai me ama porque eu dou a minha vida para recebe-la outra vez. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha própria vontade” (Jo 10.17-18).

O tempo chegou. Lucas nos conta que Jesus clamou em alta voz, entregou o espírito aos cuidados de seu Pai, e deu seu último suspiro.

Sua morte repentina, e os eventos que a cercaram, tiveram um impacto monumental sobre as pessoas que os presenciaram. O centurião tinha visto muitos criminosos morrerem crucificados – nenhum morreu como Jesus. Nos momentos antes de morrer Jesus disse quatro frases em alta voz: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”, “Estou com sede”, “Tudo está completado”, e “Pai, nas tuas mãos entrego meu espírito”. Criminosos crucificados morriam por asfixia devido ao acúmulo de líquido nos pulmões. Como Jesus poderia falar alto se seus pulmões estavam cheios de líquido? E, por outro lado, como ele poderia morrer de repente se seus pulmões estavam vazios o suficiente para falar em voz alta quatro vezes?

Vendo a maneira como Jesus se comportou durante toda a sua crucificação, a forma não natural pela qual morreu, e os sinais miraculosos que acompanharam a sua morte, o centurião só poderia chegar a uma conclusão: “De fato, este homem era inocente” (Lc 23.47) e “De fato, este homem era o Filho de Deus!” (Mt 27.54).


segunda-feira, 18 de abril de 2022

Pagamento Integral...

 Leia em sua Bíblia Romanos 3.21-26

“Quando ele tomou o vinho, disse: - Tudo está completado!” (Jo 19.30)

Jesus sabia que tudo estava completado. Mas para aqueles que estavam diante da cruz e olhavam para ele, não havia provas de que algo havia mudado. Não havia como dizer se Deus Pai tinha aceitado o sacrifício de Jesus, não havia maneira de saber se o moribundo coroado de espinhos era o triunfante Rei de Israel, ou se a mentira de Satanás vencera e as portas de ferro do inferno tinham sido abertas.

Jesus queria que o mundo e todos nós soubéssemos que sua missão fora cumprida, e que estamos a salvo dos planos de Satanás e da escravidão sombria do inferno. Então ele bebeu o vinho, e proclamou em alta voz: “Tudo está completado!”

Naquela época, qualquer pessoa que ouvisse a expressão de Jesus iria reconhecê-la imediatamente. Esta expressão era estampada em um documento de empréstimo quando a última prestação era paga. Nós traduziríamos como “pago”. Jesus estava anunciando que pagou completamente, até o último centavo, a dívida que temos para com Deus por causa do nosso pecado. Não há nada que possamos fazer, nada que tenhamos de fazer, para afastar a ira de Deus. Não há purgatório, nenhum lugar de sofrimento para compensar os nossos pecados. Não há razão para dúvidas e não há espaço para perguntas. Jesus satisfez completamente as exigências de Deus, as quais nunca poderíamos satisfazer.

Esta sexta fala do nosso Salvador foi dita para que tenhamos a certeza de que nossos pecados estão perdoados. Em nossos cultos, através de sua palavra, ele repete essa garantia de perdão. Tal garantia também está presente na água do batismo que lava nossos pecados pelo poder da Palavra de Deus. Da mesma forma, está em seu corpo e sangue dados em, com e sob o pão e o vinho da Santa Ceia.

domingo, 17 de abril de 2022

Tudo Está Completado...

 Leia em sua Bíblia João 19.28-29

“Agora Jesus sabia que tudo estava completado. Então, para que se cumprisse o que dizem as Escrituras Sagradas, disse: - Estou com sede!” (Jo 19.28)

Ontem chegamos ao momento da virada no Salmo 22, onde Jesus diz no versículo 21 que Deus respondeu. O restante do salmo passa a prever a ressurreição de Jesus. Antes de retornar ao salmo, queremos revisitar os evangelhos para concluir o tempo de Jesus na cruz, sua morte e sepultamento.

Na última vez que vimos os evangelhos, nós olhamos a quarta fala de Jesus em Mateus 27.46: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Mas nós não mostramos o momento em que Jesus pronunciou estas palavras que abrem o Salmo 22. Mateus escreve: “Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Um pouco depois das três horas, pouco depois de dizer isto, Jesus morreu. Mas, neste curto espaço de tempo, Jesus pronunciou três frases. A primeira delas é a quinta frase de Jesus: “Estou com sede!”

Seria um erro ignorar o contexto desta frase: “Agora Jesus sabia que tudo estava completado. Então, para que se cumprisse o que dizem as Escrituras Sagradas, disse: - Estou com sede!” O que está completado? A resposta é o sofrimento terrível, o tormento espiritual, a ira do Pai atirada sobre Jesus por nossos pecados. Jesus sabe que atingiu o objetivo. Ele concluiu o pagamento de todos os nossos pecados. Seu Pai está totalmente satisfeito.

Com o preço dos nossos pecados totalmente pago, Jesus agora pode pedir para beber. Ao fazê-lo, ele cumpre o versículo 15 do Salmo 22. Mas Jesus não está apenas interessado em matar a sua enorme sede. Ele está determinado a livrar sua língua que grudara ao céu da boca. Ele tem uma mensagem importante para revelar aos que se reuniram em torno dele – e para você e eu.

sábado, 16 de abril de 2022

A Virada...

Leia em sua Bíblia o Salmo 18

“Livra-me desses leões; não consigo me defender desses touros selvagens.” (Sl 22.21)

Ao referir-se, pela última vez, aos seus inimigos, Jesus ainda está concentrando sua atenção no Pai. No versículo anterior ele suplicou: “Salva-me da espada; não deixes que esses cachorros me matem”. Agora, ele pede a seu Pai que o salve da boca do leão e o resgate dos chifres de touros selvagens. Esses touros selvagens nos lembram dos fortes e mortais touros citados por Davi no versículo 12.

Mas há uma mudança. Na frase: “Não consigo me defender”, no texto em hebraico, Jesus já não está simplesmente pedindo: “Por favor, salva-me”. E nem está fazendo uma previsão ousada para o futuro: “Você vai me salvar”. Ao contrário, ele está afirmando que o livramento já foi feito: “Tu me respondes”.

Isto marca uma virada na crucificação de Jesus. É como se um raio de sol atravessasse a escuridão que cercava Jesus ao ter sido abandonado por seu Pai. Nos próximos dias, vamos interromper nosso estudo do Salmo 22 e retornar aos relatos dos evangelhos, aos relatos sobre a morte de Jesus. E faremos isso para ver, através das últimas três falas de Jesus na cruz, como o Pai resgata o seu Filho.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Vida Preciosa.

 Leia em sua Bíblia o Salmo 35

“Salva-me da espada; não deixes que esses cachorros me matem.” (Sl 22.20)

Jesus suplica ao seu Pai que livre sua vida da espada e do poder dos cães. A espada inclui a própria cruz, os instrumentos usados para torturar Jesus, e pelos quais ele está morrendo. Os cães, naturalmente, são os inimigos que o perseguiram e o cercaram.

Jesus faz uma afirmação importante sobre sua vida: sua vida e sua alma são preciosas aos olhos de seu Pai. Tão preciosas que, em pouco tempo, Jesus as encomendará às mãos do seu Pai.

A sua alma e a sua vida também são importantes para Deus. As pessoas podem não se importar e não valorizar você. Você mesmo pode não se achar importante. Mas, para Deus, você é muito precioso. Tão precioso que ele deu o seu Filho unigênito para salvar você. E você é especialmente valioso para Deus a partir do momento em que o sangue de Jesus limpou você de seus pecados.

A sua alma e sua vida são preciosas aos olhos de Deus. Mas elas são preciosas aos seus próprios olhos? Jesus mostra que ele só tem uma alma, uma vida. Da mesma forma que você e eu temos uma só alma que estará diante do trono do julgamento de Deus, uma vida para se apegar a Jesus Cristo como Salvador. Você alimenta e nutre a sua alma com a Palavra de Deus, e com a Santa Ceia? Você se reúne, semanalmente, com seus irmãos e irmãs em Jesus Cristo para fortalecer um ao outro? Você valoriza a vida eterna que Jesus Cristo conquistou para você e lhe deu através de sua Palavra e do batismo?


Oração: Senhor Jesus Cristo, mostra-me o grande valor que o teu sacrifício deu à minha alma e à minha vida. Ajuda-me a nutrir esta fé com meus irmãos e irmãs na igreja, e a compartilhar a tua salvação com todas as pessoas. Amém.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Contando os Ossos...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 6

“Todos os meus ossos podem ser contados. Os meus inimigos me olham e gostam do que veem.” (Sl 22.17)

Um dos aspectos mais dolorosos da crucificação era ter todo o peso do corpo pendurado pelas mãos. O corpo era esticado pelo peso, o que causava intensa dor em cada articulação, músculo e osso. Esse esticar do corpo também fazia com que os ossos se destacassem. É por isso que Jesus os pode contar.

Davi, ao reunir no texto a habilidade de Jesus para ver e contar todos os seus ossos com o olhar e o deboche de seus inimigos, nos faz lembrar que os criminosos eram crucificados nus. Esta remoção de vestuário servia ao propósito de tornar a crucificação o mais intimidadora possível, adicionando a vergonha da nudez pública à dor excruciante. No caso de Jesus, os seus inimigos o olham com ódio, e sentem prazer ao ver seus ossos salientes e ao assisti-lo contorcendo-se em agonia.

Que amor impressionante nosso Salvador expressa! Ele bem que poderia pedir ao seu Pai que acabasse com esses malfeitores que têm prazer em ver o seu Senhor e Cristo sofrendo. Em vez disso, ele ora: “Pai, perdoa essa gente! Eles não sabem o que estão fazendo”.  Ainda que, para perdoá-los, ele tenha que tomar sobre si o castigo que eles merecem.

Isso também nos leva de volta à oração que ecoa repetidas vezes ao longo deste salmo: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Jesus repetidamente chama a atenção para a crueldade e selvageria de seus inimigos, sua zombaria, escárnio e tormento. Ele pergunta a seu Pai por quanto tempo ele o vai continuar abandonando, derramando sua ira e fúria sobre ele. 

terça-feira, 12 de abril de 2022

Mãos e Pés Perfurados...

 Leia em sua Bíblia Zacarias 12.1-13.1

“E rasgam as minhas mãos e os meus pés.” (Sl 22.16)

Em seu tempo, o rei Davi não sabia nada sobre crucificação, mas ele a profetizou em detalhes precisos no Salmo 22. Na devoção de ontem, ele comparou os inimigos de Jesus a uma matilha de cães selvagens, cercando sua presa, nos dando uma vívida imagem da crucificação de Jesus. Suas mãos e pés são perfurados quando os soldados romanos o pregam na cruz. Seus inimigos o cercam para o insultar e ridicularizar, como se estivessem latindo bem alto para ele. Assim, não causa surpresa o grito do crucificado: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

Além dos relatos dos evangelhos sobre Jesus ser pregado na cruz, outros dois lugares na Escritura mencionam nosso Salvador sendo traspassado, atravessado. A primeira é do profeta Zacarias: “Naquele dia, espalharei o espírito de bondade e de oração sobre os descendentes de Davi e sobre os outros moradores de Jerusalém. Eles olharão para aquele a quem atravessaram com a lança e chorarão a sua morte como quem chora a morte do filho único. Chorarão amargamente, como quem chora a morte do filho mais velho” (Zc 12.10).

O último livro do Novo Testamento, o Apocalipse, inclui estas palavras em seu primeiro capítulo: “Olhem! Ele vem com as nuvens! Todos o verão, até mesmo os que o atravessaram com a lança. Todos os povos do mundo chorarão por causa dele. Certamente será assim. Amém!” (Ap 1.7).

Hoje é o dia de reconhecer que foram os nossos pecados que o levaram à cruz, que foi a nossa maldição que ele tomou sobre si. Hoje é o dia para chorar e lamentar pela forma como contribuímos para seus sofrimentos. Hoje é o dia de confiar nele e nos alegrar porque ele voluntariamente se humilhou e suportou tanto sofrimento para nos salvar da morte eterna.


segunda-feira, 11 de abril de 2022

Matilha de Cães Selvagens...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 59

“Um bando de marginais está me cercando; eles avançam contra mim como cachorros.” (Sl 22.16)

A profecia do rei Davi sobre a crucificação de Jesus volta a falar de animais, como vimos há alguns dias. Ele escreveu sobre touros e leões e agora ele cita uma matilha de cães selvagens. Sozinho, um único cão pode não ser tão forte ou ameaçador como um touro ou um leão. No entanto, em uma matilha, cães selvagens são predadores implacáveis ​​ao atacar suas presas. Estes cães se revezam na liderança do grupo, por isso sempre há cães mais descansados dirigindo a caçada. Assim, eles estão sempre beliscando os calcanhares da presa, perseguindo-a até que ela se cansa, esgotada. Este método permite que uma matilha de cães derrube presas muito maiores do que eles.

Judeus em várias funções perseguiram, como cães selvagens, os passos de Jesus durante todo o seu ministério. Eles o espionaram, desafiaram, contradisseram, acusaram, e tentaram interferir e virar as multidões contra ele. Quando o animal, sozinho e exausto, para para descansar, os cães formam um círculo ao seu redor para matá-lo. Davi usa um dístico para revelar a verdadeira identidade dos "cães" que cercam Jesus: eles são um bando de marginais cercando a cruz. Esse bando inclui todos aqueles que o trouxeram até a cruz: os soldados romanos que o pregaram, Pôncio Pilatos que o abandonou, os líderes judeus que arquitetaram sua ruína, e a multidão que pediu sua morte e agora, o observa e zomba dele.

Este bando de marginais inclui Judas, que o traiu, Pedro, que o negou, e o restante dos doze discípulos, que o abandonou. E também inclui você e eu, pois são os nossos pecados que ele carrega para cruz.


domingo, 10 de abril de 2022

Lançado ao Pó...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 44

“Tu me deixaste como morto no chão.” (Sl 22.15)

Um pote de barro cai no chão e se quebra. A água, preciosa, derrama-se em todas as direções, infiltra-se na terra e desaparece, deixando para trás apenas os cacos. Com esta imagem o rei Davi profetiza a crucificação do seu descendente mais importante: o Senhor Jesus Cristo. Nós vemos, através de suas feridas, a vida de Jesus derramar-se e desaparecer na terra sob a cruz.

Quando Deus colocou Adão no jardim do Éden, ele o advertiu veementemente que não comesse a fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal, dizendo: “pois, no dia em que você a comer, certamente morrerás” (Gn 2.16-17). Quando Adão e Eva comeram aquela fruta, Deus pronunciou a punição deles, e a nossa: “Terá de trabalhar no pesado e suar para fazer com que a terra produza algum alimento; isso até que você volte para a terra, pois dela você foi formado. Você foi feito de terra e vai virar terra outra vez” (Gn 3.19).

Por causa da nossa natureza pecaminosa, nós perdemos a vida. Nós também devemos morrer e ter o corpo enterrado na terra para voltar ao pó, de onde veio. Mas Deus providenciou um sacrifício substitutivo: o Cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo. Jesus colocou sua vida no pó. Seu corpo sem vida, o pote em cacos, foi enterrado em um túmulo emprestado. Mas três dias depois, ele ressuscitou, em vitória triunfante. Porque ele vive para sempre, todos aqueles que confiam nele viverão para sempre com ele. Um dia morreremos, seremos enterrados e voltaremos ao pó (a não ser que Jesus retorne antes). Mas Jesus voltará em glória para levantar nosso corpo imperfeito e torná-lo glorioso como o seu próprio corpo.


sábado, 9 de abril de 2022

Sede Extrema...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 143

“E a minha língua gruda no céu da boca.” (Sl 22.15)

Jesus usou fortes imagens para descrever sua sede: derramado como água, o coração derretido como cera, a força que secou. Agora, sua língua gruda em sua mandíbula.

Ele não havia bebido nada desde a Última Ceia, a não ser que o anjo que o serviu durante sua oração no jardim do Getsêmani tenha lhe dado algum líquido. Mas mesmo nessa intensa oração no jardim, Jesus começou a derramar-se por nós. Lucas nos diz que “o seu suor era como gotas de sangue caindo no chão" (Lc 22.44). A partir daquele momento, água ou outra bebida não foram permitidas a ele.

Pendurado nu na cruz, sob o sol escaldante, Jesus fica mais e mais desidratado. Ele está tão sedento que sua língua gruda no céu da boca. Os soldados romanos molham uma esponja com vinagre de vinho e a mantém na frente de sua boca, mas fora do seu alcance. É parte de sua cruel zombaria (Lc 23.36). Só momentos antes da sua morte, ao pagar pelos nossos pecados, com tudo completado, é que ele vai realmente beber algo.

Jesus descreveu o inferno de maneira semelhante em seu relato sobre o rico e Lázaro. O homem rico “sofria muito no mundo dos mortos... Então gritou: “Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!” Porém Abraão respondeu: “Meu filho... há um grande abismo entre nós, de modo que os querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá”” (Lc 16.23-26).

Na cruz, Jesus sofreu o fogo do inferno e uma imensa sede para que você e eu nunca tenhamos sede.


sexta-feira, 8 de abril de 2022

Potes Quebrados...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 75

“Secou-se o meu vigor, como caco de barro.” (Sl 22.15)

Geralmente os judeus usavam potes de barro para armazenar água. Quando um recipiente quebrava em fragmentos ou pedaços (chamados cacos), ficava completamente inútil. Não mais capazes de reter a água, os cacos que antes formavam aquele pote, secavam e ficavam quebradiços sob o sol escaldante.

A imagem de um vaso quebrado se encaixa bem com o versículo anterior do Sl 22, onde Jesus diz que ele é derramado no chão como água, e seu coração derreteu dentro do peito. O corpo de Jesus foi açoitado, espancado, perfurado e esticado a ponto de os ossos estarem fora do lugar. Como em um vaso quebrado, da sua cabeça, mãos, pés, ombros feridos, costas e pernas, derrama-se sua força vital. Sua vida e força vazam lentamente.

Se você parar um momento e pensar em Judas, o discípulo que traiu Jesus, você verá outro pote quebrado. Depois de saber que Jesus fora condenado, Judas sentiu grande pesar por seu pecado. Mas, em vez de confiar na promessa de Jesus de perdão e restauração, Judas enforcou-se. Os sacerdotes pegaram o dinheiro da traição e compraram o campo onde Judas se matou para fazer dele um cemitério para estrangeiros. Aquele campo era um campo de oleiro, um campo coberto de cacos. Judas, por sua falta de fé e suicídio, tornou-se um outro vaso quebrado, que serve apenas para ser destruído.

Todos nós somos potes de barro rachados. Isso se já não estivermos quebrados e destruídos. No entanto, em sua misericórdia, Jesus vem para consertar seus potes quebrados, para nos fazer novamente úteis aos propósitos de Deus. Vivendo nossa vocação, servimos a Deus quando servimos uns aos outros. Ao compartilharmos a notícia do sacrifício de Jesus, o Espírito está agindo, consertando outros potes quebrados.


quinta-feira, 7 de abril de 2022

Corações Derretidos...

 Leia em sua Bíblia Ezequiel 11.14-21

“O meu coração é como cera derretida.” (Sl 22.14)

O pecado endurece nosso coração, transformando-o em pedra. Nunca veremos isso tão claramente como no caso dos inimigos de Jesus que, com frieza e indiferença, o maltrataram, ridicularizaram, insultaram e atormentaram em sua agonia. Nós temos o mesmo coração duro e frio quando vemos nosso próximo sofrendo e passando necessidade e não sentimos nenhuma piedade, nenhuma preocupação com a situação dele.

O coração sensível de Jesus, o íntimo de sua alma, derrete sob a ira de Deus. O mesmo coração sensível teve piedade e levou Jesus a purificar leprosos, curar o surdo, o cego, o mudo e o paralítico, expulsar demônios, e oferecer compaixão às multidões perdidas e sem rumo. Este coração que nunca se endureceu ou ficou insensível, agora sangra ao ser golpeado pela implacável ira de Deus por causa da dureza do nosso coração.

O coração de Jesus sofreu com seus amigos que o traíram, negaram e abandonaram. Ele teve de lidar com inimigos que o perseguiram a cada passo, com sumo sacerdotes e líderes judeus que queriam matá-lo, com um governador romano que o entregou à vontade deles, e com multidões que o insultaram e zombaram em sua agonia na cruz. Porém, mais do que qualquer outra coisa, seu coração estava machucado porque seu Pai havia virado as costas para ele e descontado sua fúria em seu Filho unigênito, o Cordeiro de Deus que estava tirando o pecado do mundo.

Ao ver um amor tão grande em ação, que coração não amolece? Ao ver seus pecados colocados sobre Jesus e ao ver a imensa agonia e o sofrimento que ele enfrentou, quem é que não é levado às lágrimas de arrependimento, agradecimento e fé por causa do imenso coração e sacrifício do nosso Salvador? 

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Derramado...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 102

“...sou como água derramada no chão. Todos os meus ossos estão fora do lugar.” (Sl 22.14)

Jesus está exausto. Ele passou a noite anterior em oração, implorando para seu Pai afastar o cálice, o sofrimento que estava por vir. Jesus não tinha medo da morte, mas ele lutou contra ser abandonado por seu Pai e ser chicoteado pela implacável ira divina pelos nossos pecados. Três horas depois, sereno e pronto, ele saiu do jardim. Mas estava esgotado fisicamente.

Aquele era apenas o começo do seu sofrimento. Depois de condená-lo, a alta corte dos judeus bateu nele, o esbofeteou e feriu. Os soldados de Pilatos o açoitaram brutalmente, colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça e, com uma vara, bateram repetidas vezes em sua cabeça. A pesada barra da cruz foi colocada em seus ombros ensanguentados, e ele foi forçado a carregá-la até o local da execução. Ele era um homem forte, um carpinteiro, mas os maus-tratos que ele sofreu por nossos pecados foram tão grandes que ele desabou sob tal peso. Fraco e exausto demais para carregá-la sozinho, os soldados romanos finalmente ordenaram que Simão de Cirene, que estava no meio da multidão, a carregasse pelo resto do caminho.

O Salmo 22 descreve magistralmente esta exaustão: “sou como água derramada no chão.”

E, em seguida, o rei Davi acrescenta um detalhe profético incrível: “Todos os meus ossos estão fora do lugar.” Nesta macabra forma de execução, o peso do corpo é sustentado pelos braços, colocando uma tensão enorme nas juntas dos braços e ombros. Esticado, em suplício. O que torna esta passagem tão marcante é o fato de que a crucificação era completamente desconhecida para o rei Davi, mesmo que ele a descreva com incríveis detalhes. E tais detalhes se tornarão ainda mais impressionantes nos próximos versículos.

terça-feira, 5 de abril de 2022

O Rugido do Leão...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 109

“Como leões, abrem a boca, rugem e se atiram contra mim.” (Sl 22.13)

Na devoção de ontem, Jesus comparou seus inimigos a animais: touros fortes, agressivos e ferozes. Agora ele os compara a outra aterrorizante fera selvagem: leões poderosos com suas bocas abertas, avançando sobre suas presas com rugidos altos e assustadores.

Há muito tempo os líderes judeus conspiravam para matar Jesus. Eles rugiram bem alto quando ameaçaram expulsar qualquer um da sinagoga que confessasse ser Jesus o Messias prometido (Jo 9.22). Quando Judas traiu Jesus eles entraram em ação. Eles prenderam, julgaram, condenaram e maltrataram Jesus. E sobrara apenas um homem no caminho deles: o governador romano Pôncio Pilatos.

Pilatos examinou Jesus na presença deles, e não encontrou evidência alguma que apoiasse as acusações contra ele. Ele iria libertar o Cristo, mas eles começaram a rugir. Eles ameaçaram e intimidaram Pilatos, pressionando-o a fazer a vontade deles: executar Jesus. Pilatos permaneceu firme no começo, afirmando a inocência de Jesus. Mas com amedrontadores rugidos de leões, suas barulhentas ameaças e clamores de “Crucifica-o! Crucifica-o!” venceram Pilatos que, por fim, afastou-se, lavou suas mãos de tudo aquilo, e ordenou a execução do Filho de Deus.

Jesus descreve seus inimigos como touros ou leões. Eles têm as características de animais selvagens, mas eles são muito humanos. Satanás, o grande arqui-inimigo de Jesus, está por trás deles. No início, o diabo agiu através de um animal, uma serpente, para destruir a humanidade (Gn 3). Dessa vez, para destruir o Salvador da humanidade, ele agiu através destas pessoas.


segunda-feira, 4 de abril de 2022

Cercado Por Touros...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 68.28-35

“Como touros, muitos inimigos me cercam; todos eles estão em volta de mim, como fortes touros da terra de Basã.” (Sl 22.12)

Jesus olha para o rosto dos seus opressores, que são muitos e poderosos, como uma manada de touros cercando-o. Eles são touros fortes, do tipo que cresce nos ricos campos de Basã, uma região a nordeste de Gileade, a terra de Israel a leste do rio Jordão. Tais touros eram famosos por sua força, tamanho e ferocidade. E esta é uma descrição adequada para os chefes e anciãos religiosos: os homens que perseguiram Jesus até o matarem são ferozes, selvagens e violentos.

Que força incrível estes líderes poderiam ter sido se tivessem sido convertidos de seus pecados e confiado em Jesus como seu Salvador! Imagine se eles tivessem usado suas energias, sabedoria e influência para conduzir os judeus a seguir o poderoso Filho de Deus. Ao invés disso, eles o acusam. Durante a noite, dirigem um julgamento ilegal. Dão falso testemunho e, através de ameaças, forçam Pilatos a condenar um homem inocente. Como touros, eles se posicionam com seus chifres afiados e dizem a Pilatos: “Estamos cobrando e atacando alguém. Você quer que esse alguém seja Jesus, ou você?

Nós também encaramos inimigos fortes: “Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão” (Ef 6.12).

Sem dúvida, o maior inimigo de Jesus era Satanás, que estava por trás destes líderes judeus estimulando-os em seu caminho assassino. Mas através do seu inocente sofrimento e morte, Jesus esmagou a cabeça da serpente e nos libertou para sempre.


domingo, 3 de abril de 2022

Abandonado...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 62

“Não te afastes de mim, pois o sofrimento está perto, e não há ninguém para me ajudar.” (Sl 22.11)

Não parece que, às vezes, Deus está distante demais para ver seus problemas ou ouvir suas orações? Alguma vez você já se sentiu tentado a abandoná-lo? Satanás e os inimigos de Jesus tentaram abalar a confiança dele em seu Pai; eles tentaram fazer Jesus sentir-se abandonado: “Você confiou em Deus, o Senhor; então por que ele não o salva? Se ele gosta de você, por que não o ajuda?” (Sl 22.8).

Jesus carrega o pior dos problemas, mas para onde quer que ele olhasse, não poderia achar nenhuma ajuda neste mundo. Os líderes judeus o deveriam ter acolhido e honrado como Messias – mas eles o rejeitaram e forçaram Pilatos a sentenciá-lo à morte.

Ele poderia esperar a proteção do governador romano que o declarou inocente – mas ele o chicoteou e lavou as mãos em relação ao que fariam com ele.

Os soldados romanos deveriam tê-lo tratado com distanciamento profissional – mas eles concentraram nele seus abusos e zombarias cruéis. 

Até as pessoas que só passavam por ali, o atacaram com insultos e zombarias pueris. 

Seus amigos sumiram, abandonando-o, exceto João que, sozinho, permaneceu diante da cruz. Mas mesmo João nada poderia fazer para ajudá-lo.

Em serena confiança, Jesus volta-se para o único que o pode ajudar: “Não te afastes de mim, pois o sofrimento está perto, e não há ninguém para me ajudar.” Com seu Pai abandonando-o, Jesus estava realmente sozinho com nossos pecados, nossa culpa, e a esmagadora ira de Deus. Mas Jesus, persiste, expõe sua situação desesperadora ao seu Pai e clama por ajuda. “Durante a sua vida aqui na terra, Cristo, em voz alta e com lágrimas, fez orações e súplicas a Deus, que o podia salvar da morte. E as suas orações foram atendidas porque ele era dedicado a Deus” (Hb 5.7).


sábado, 2 de abril de 2022

Memórias de Infância...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 139

“No entanto, ó Deus, tu me trouxeste ao mundo quando nasci e, quando eu era uma criancinha, tu me guardaste. Desde o meu nascimento, fui entregue aos teus cuidados; desde que nasci, tu tens sido o meu Deus.” (Sl 22.9-10)

Jesus tem sua dor e sofrimento compartilhados uma segunda vez. Agora é a vez de ouvir a resposta de Deus à sua oração e ganhar a firme confiança na fidelidade e amor de seu Pai.

Antes, Jesus foi consolado ao recordar-se da libertação concedida por seu Pai aos israelitas quando eles clamaram em sua aflição. “Os nossos antepassados puseram a sua confiança em ti; eles confiaram em ti, e tu os salvaste. Eles pediram ajuda e escaparam do perigo; confiaram em ti e não ficaram desiludidos” (Sl 22.4-5). Agora Jesus olha para o passado da sua própria vida e relembra o amável cuidado de seu Pai desde o início.

“Ó Deus, tu me trouxeste ao mundo quando nasci”. Jesus, miraculosamente concebido pelo Espírito Santo, teve, por obra do seu Pai, um nascimento seguro no primeiro Natal. O Pai providenciou uma manjedoura aquecida e seca, alimentou-o e atendeu a todas as suas necessidades. Quando o rei Herodes tentou matá-lo, o Pai enviou a José um anjo, em sonho, para orientá-lo a pegar o Cristo menino e Maria, e fugir para o Egito (Mt 2.13). Desde os primeiros dias de Jesus como ser humano, o Pai provou-se digno de confiança e cumpridor de suas promessas. Sem dúvida, também neste momento Deus, o Pai, não esquecerá dele e o libertará.

Como Jesus, nós podemos olhar para trás e ver o cuidado fiel de Deus em nossas vidas. E, assim, estar confiantes de que ele sempre satisfará as nossas necessidades e nos protegerá, especialmente porque Jesus pagou completamente o preço por nossos pecados em seu sofrimento e morte na cruz.


sexta-feira, 1 de abril de 2022

Palavras Proféticas...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 37

“Você confiou em Deus, o Senhor; então por que ele não o salva? Se ele gosta de você, por que não o ajuda?” (Sl 22.8)

Ontem nós vimos a multidão de judeus em uma zombaria infantil. Mas certamente podemos esperar uma resposta mais digna dos líderes judeus. Mas, no fim das contas, as zombarias deles podem ser mais sofisticadas, mas não são menos infantis. Eles instam Jesus a lamentar ao seu Pai, para que ele o livre dos seus sofrimentos: “Se ele gosta de você, por que não o ajuda?” 

Eles riem, sabendo que Deus havia dito: “Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tiver sido morto, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus” (Dt 21.22-23). Para eles, Deus nunca permitiria um homem inocente ser crucificado. Então, Jesus dificilmente seria o Filho de Deus. Deus não poderia alegrar-se em um homem que ele amaldiçoou e abandonou.

Agora compare as palavras deles com aquelas escritas pelo profeta Davi: “Você confiou em Deus, o Senhor; então por que ele não o salva? Se ele gosta de você, por que não o ajuda?” Diante do crucificado, diziam: “Ele confiou em Deus e disse que era Filho de Deus. Vamos ver se Deus quer salvá-lo agora!” (Mt 27.43).

É impressionante que as palavras que eles dizem correspondem tão claramente com esta profecia messiânica. As suas próprias impensadas zombarias testificam que Jesus é de fato o Messias que eles rejeitaram – assim como foi profetizado por Davi. E mesmo assim, ele tornou-se maldito ao ser crucificado para libertá-los, e a nós, da maldição de Deus.