terça-feira, 14 de março de 2017

O que nos ensina a Bíblia sobre Arrependimento?

Quem deve se arrepender? Jesus declarou: “Eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento” (Lucas 5:32).
O que a Bíblia instrui sobre a pregação do arrependimento para a remissão dos pecados? “E que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém” (Lucas 24:47).
Como posso saber se pequei? A Bíblia diz em (Romanos 3:20): “Porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado.” Além disso, é revelado que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).
Então, o que é preciso fazer para ser salvo? A Bíblia diz em (Atos 2:38): “Pedro então lhes respondeu: ‘Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo’. Responderam eles: ‘Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa’” (Atos 16:31).
O arrependimento é um dom de Deus. A Bíblia diz em (Romanos 2:4): “Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao arrependimento?”
O arrependimento verdadeiro envolve o conceito de tristeza pelo pecado cometido, abandono da prática pecaminosa, confissão e mudança de mente. A história do rei Davi, de seu pecado de adultério e homicídio, de sua confissão e transformação revela a natureza de tal arrependimento, conforme ele registrou nos Salmos“Confesso a minha iniqüidade; entristeço-me por causa do meu pecado” (Salmos 38:18).
“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. […] Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Salmos 51:1-4, 10).
O pecador sem esperança cai em uma tristeza desesperadora. No mesmo contexto mencionado acima, enquanto Davi permanecia com os pecados inconfessos, ele se encontrava em grande abatimento provocado pela sua culpa silenciosa, conforme ele mesmo registrou após arrepender-se: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio” (Salmos 32:3, 4).
Em contrapartida a contristação¹ trabalhada pelo Espírito Santo possibilita ao pecador o arrependimento para a salvação: “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar” (2 Coríntios 7:10).
Como se sente Jesus quando o pecador se arrepende? A Bíblia diz em Lucas 15:7: “Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”

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¹Contristação é sinônimo de: mágoapesartristezadesgostosofrimentoconsternação.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O que é Arrependimento?


A palavra arrependimento na Bíblia é traduzida do termo hebraico nachum, que significa “sentir-se triste”, “contristar-se”, e da palavra shuwb que significa “mudar de direção”, “voltar-se”, “retornar”

O termo equivalente em grego é metaneo, e denota o conceito de “mudança da mente”. Segundo o ensino bíblico o arrependimento é um estado de profunda tristeza pelo pecado e implica em uma mudança de comportamento. Pode ser definida da seguinte maneira: “Arrependimento (metanoia, ‘mudança da mente’) envolve o abandono do pecado e voltar-se para Deus em contrição; o pecador arrependido está em condições próprias para receber o perdão divino.”

É Deus que em Seu infinito amor e bondade, através do Espírito Santo, conduz o pecador ao arrependimento (Romanos 2:4; João 16:8). O amor divino o atrai e ele compreende que Cristo morreu pelos seus pecados. Dessa maneira seu coração é amaciado, pois entende que é unicamente através da morte de Cristo que ele pode ser declarado justo, libertado da culpa e da condenação. 

O texto bíblico afirma: O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13).

O “nascer de novo” implica em renunciar a velha vida de pecado, reconhecer a necessidade de Deus, de Seu perdão e depender dEle diariamente. Ao receber a Cristo como Salvador pessoal e arrepender-se de seus pecados a pessoa deve dar testemunho de sua fé em Jesus, o que pode ser visto através dos frutos, ou fruto do Espírito (Mateus 7:20; Gálatas 5:22).
A certeza que podemos ter é a de que todo aquele que se achegar à Cristo com fé será recebido, acolhido, perdoado, justificado e salvo (Mateus 11:28; João 6:37; 1 João 1:9). Se na caminhada cristã ocorrer o pecado, é preciso voltar-se para Deus em arrependimento e confissão: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1).

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domingo, 12 de março de 2017

Deus tem ouvido o teu clamor???

SALMOS 9
11 Cantem louvores ao Senhor, que reina em Sião; proclamem entre as nações os seus feitos.

O louvor deve sempre acompanhar a oração respondida, assim como a névoa de gratidão terrena se levanta quando os raios de amor do sol celestial esquentam o solo. 

O Senhor tem sido gracioso para você, inclinando os ouvidos à voz do seu clamor? Então, louve-O enquanto você viver. Não deixe de louvar Aquele que tem respondido à sua súplica e satisfeito o desejo do seu coração. Ficar em silêncio a respeito das misericórdias de Deus significa incorrer no erro de ingratidão.

Equivale a agir de modo tão desprezível como o fizeram os nove leprosos que, depois de curados da lepra, não retornaram para agradecer ao Senhor que lhes dera saúde completa.


O louvor, assim como a oração, é um dos mais nobres meios de promovermos o crescimento da vida espiritual. Ajuda-nos a remover os fardos, exercitar a esperança e aumentar a fé. O louvor é um exercício saudável e fortificante que renova o pulso do cristão e o prepara para novos empreendimentos no serviço de seu Senhor. 

Bendizer a Deus pelas misericórdias recebidas é também o meio de beneficiar nossos semelhantes; “Os humildes o ouvirão e se alegrarão” (Salmos 34.2). Outros, que têm passado por circunstâncias semelhantes, receberão consolo, quando dissermos: “Engrandecei o SENHOR comigo, e todos, à uma, lhe exaltemos o nome… Clamou este aflito, e o SENHOR o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações” (Salmos 34.3,6)

Corações desanimados serão fortalecidos, e os cristãos abatidos serão vivificados quando ouvirem nossas canções de libertação (Salmos 32.7). Serão repreendidas as dúvidas e medos deles, conforme ensinamos e admoestamos uns aos outros “com salmos, e hinos, e cânticos espirituais” (Colossenses 3.16)

Eles também “cantarão os caminhos do SENHOR” (Salmos 138.5) quando nos ouvirem engrandecer o santo nome dele. Louvar é a mais santa das obrigações cristãs. 

Os anjos não oram, mas não cessam de louvar tanto de dia quanto de noite; e os remidos, usando vestiduras brancas, com folhas de palmeiras nas mãos, nunca se cansão de cantar a nova canção: 

“Digno é o Cordeiro” (Apocalipse 5.12).

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sábado, 11 de março de 2017

Vamos orar?

MATEUS 6
9 Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.

Esta oração começa onde toda oração verdadeira deve começar -com o espírito de adoção: “Pai nosso”

Não haverá qualquer oração aceitável, enquanto não dissermos: “Levantarme-ei, e irei ter com o meu Pai” (Lucas 15.18). Este espírito de filho logo percebe a grandeza do Pai, “nos céus”, e ascende em piedosa adoração: “Santificado seja o teu nome” (Mateus 6.9)

A criança balbuciando: “Aba, Pai” torna-se um anjo clamando: “Santo, Santo, Santo”. Há um único passo da adoração arrebatadora ao espírito missionário ardente, o qual é um renovo infalível do amor filial e adoração reverente. “Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (v. 10).

Em seguida, temos a sincera expressão de dependência de Deus: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (v. 11). Depois, iluminado pelo Espírito Santo, o cristão que ora descobre que não é somente dependente, mas também pecador, por isso, ele implora à misericórdia “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (v.12)

O homem que está realmente perdoado se mostra ansioso por não ofender a Deus novamente. Possuir a justificação nos leva a um intenso desejo por santificação. “Perdoa-nos as nossas dívidas” (v. 12) -isto é justificação. “Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (v. 13) -isto é santificação em suas formas negativa e positiva.

Sendo perdoado, tendo a justiça de Cristo imputada e estando consciente de sua aceitação diante de Deus, o cristão suplica humildemente em favor de sua perseverança: “Não nos deixes cair em tentação” (v. 13)

Como resultado de tudo isso, surge um louvor triunfante: “Teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” (v. 13). Regozijamo-nos com o fato de que nosso Rei governa em providência e reinará em graça, desde o rio até aos confins da terra, e seu domínio não terá fim. Assim, este breve modelo de oração conduz a alma do senso de adoção à comunhão com o nosso Senhor, que reina. 

Senhor, ensina-nos a orar assim.

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sexta-feira, 10 de março de 2017

E quem duvida?

JOÃO 15
19 Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.

Nestas palavras, encontramos graça distinguidora e consideração discriminadora, pois algumas pessoas são feitas objetos especiais das afeições de Deus. 

Não tenha medo de se firmar nesta sublime doutrina da eleição. Quando sua mente estiver sobrecarregada e oprimida, você perceberá que esta verdade é um frasco de calmante. 

Aqueles que duvidam das doutrinas da graça ou rejeitam-nas perdem ricos cachos de uvas; perdem os vinhos bem clarificados ou as mais ricas gloseimas. Não existe em Gileade bálsamo comparável a esta bênção. Se o mel do qual Jônatas se alimentou fez os seus olhos brilharem, ao ser apenas tocado, este é o mel que iluminará nosso coração para amar e aprender os mistérios do reino de Deus. Coma e não se preocupe em ficar cheio demais. Alimente-se continuamente, sem temor, desta iguaria especial. O alimento da mesa do Rei não prejudicará os súditos dele. Deseje ter uma mente dilatada para que compreenda mais e mais o amor eterno, permanente e discriminador de Deus. 

Quando você houver atingindo as alturas da eleição, demore-se em refletir sobre a doutrina irmã da eleição -a aliança da graça. Os compromissos da aliança da graça são as estupendas muralhas de rocha por trás das quais estamos abrigados. Os compromissos da aliança da graça, juntamente com o Fiador, o Senhor Jesus, são o lugar tranquilo para repouso de espíritos temerosos. Teu juramento, teu pacto, teu sangue, sustenta-me na enchente assoladora; e quando cede cada amparo terreal.

Esta tranquilidade é minha força, meu suporte celestial. Se Jesus encarregou-se de trazer-me à glória; o Pai prometeu que me daria ao Filho como parte da infinita recompensa do penoso trabalho de sua alma; então, até que Deus se torne infiel ou o Senhor Jesus deixe de ser a verdade, a minha alma está em segurança. Após haver dançado perante a arca da aliança, Davi disse a Mical que a eleição o fez agir daquele modo. 

Venha, ó minha alma, exulte e alegre-se diante do Deus da graça.

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quinta-feira, 9 de março de 2017

O seu corpo e o Templo de Deus.

1 CORÍNTIOS 6
19 Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o Templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus.


Um dos principais acontecimentos no Livro de JOÃO, Capítulo 2, foi a atitude de Jesus ao ver como os religiosos e o povo tratavam o Templo de Deus. O lugar que era para servir como um ponto de encontro entre as pessoas e Deus havia se transformado em um Shopping Center da fé. Venda de animais para sacrifícios. Casas de Câmbio. Zoeira total.

Cheio de raiva, com o fogo do respeito que Ele tinha pela casa de Seu pai queimando dentro dEle, enxotou dali os aproveitadores. Quando questionado sobre quem Lhe dera o direito de fazer aquilo, Ele respondeu propositalmente em código "Derrubem este Templo, e Eu o construirei de novo em três dias". Ele se referia ao Seu próprio corpo, profetizando o que iria acontecer com Ele na ocasião de Sua morte e ressureição em três dias.

O interessante aqui é que Ele associou o Templo ao Seu corpo, o mesmo que o apóstolo Paulo disse a respeito do nosso corpo(1Coríntios 6:19).

O Templo da época de Jesus foi construído por Herodes, um vil incrédulo que o fêz por razões políticas. Os fariseus e líderes religiosos faziam dele sua fonte de poder e lucro. Já não havia ali a espiritualidade e originalmente praticada na época do primeiro Templo, construído por Salomão. Mesmo assim, Jesus mostrou qrande zelo e respeito por aquele Templo.

E se Ele se importava tanto com um Templo de pedras, quanto mais Ele se importa com o que fazemos com nosso corpo, criado pelas próprias mãos dEle?

Ser de Deus exige que tenhamos zelo com o nosso corpo como Templo de Deus, agindo da seguinte forma:
- Não destruí-lo com vícios;
- Não pichá-lo com tatuagens;
- Não entregá-lo às imoralidades sexuais;
- Não praticar a glutonaria (que destrói a saúde);
- Não exibi-lo sensualmente;
- Não ser desleixado com a saúde, entregando-o às doenças.


Nosso corpo aqui na Terra é o ponto de encontro entre nós e Deus. Também é ponto de encontro entre Deus e outras pessoas que ainda não O conhecem, pois quem olha para os que são de Deus tem de ver Deus neles.

Como vocês tem tratado o Templo do Espírito Santo que há em você?

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quarta-feira, 8 de março de 2017

Fidelidade...Fidelidade.

2 TIMÓTEO 2
11 Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com ele, com ele também viveremos;

Paulo fez quatro destas afirmações -“Fiel é esta palavra”. A primeira ocorre em 1 Timóteo 1.15: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”

A segunda ocorre em 1Timóteo 4.8, 9: “A piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser. Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação”

A terceira ocorre em 2 Timóteo 2.11. A quarta afirmação se encontra em Tito 3.8: “Fiel é esta palavra … para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras”.

Podemos estabelecer uma conexão entre estas afirmações de fidelidade. A primeira estabelece a graça gratuita de Deus como o fundamento de nossa eterna salvação, ao mostrar-nos a missão do Grande Redentor. 

A segunda revela os dois tipos de bênçãos que obtemos por meio desta salvação – as bênçãos temporais e as eternas. A terceira afirmação nos mostra um dos deveres aos quais, como povo escolhido, somos chamados. Somos ordenados a sofrer por Cristo, com a promessa de que, “se sofremos, também com ele reinaremos”

A quarta afirmação nos revela a forma ativa do serviço cristão, ordenando a praticarmos com diligência boas obras. Assim temos a raiz da salvação na graça gratuita; depois, os privilégios desta salvação na vida que agora é, e naquela por vir; e também temos os dois grandes ramos do sofrer com Cristo e servir com Cristo, carregados com frutos do Espírito. 

Entesoure estas afirmações. Permita que se tornem as diretrizes de sua vida, seu consolo e sua instrução. O apóstolo dos gentios comprovou que elas eram fiéis, e continuam sendo. Nenhuma palavra deixará de se cumprir. Todas elas são dignas de aceitação. Devemos aceitá-las agora e provar sua fidelidade. 

Que estas quatro afirmativas sejam gravadas nos quatro cantos de nossa casa.

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