terça-feira, 21 de novembro de 2017

O árbitro e a paz.

COLOSSENSES 3
15 E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.

Um princípio chave dado por Deus para definir a vontade Dele em alguns casos.

Existe um princípio que uso muito em minha vida, que aprendi na palavra de Deus, e que me ajuda muito a saber se algumas coisas são da vontade de Deus para minha vida ou não.

Esse princípio está em Colossenses 3:15, esse verso nos ensina sobre duas coisas: O árbitro e a paz.

Árbitro é o juiz, é o que julga questões. O verso nos ensina que a paz de Cristo deve ser esse "juiz" em nosso coração, deve nos mostrar a melhor decisão a tomar. Ou seja, quando busco a Deus sobre alguma questão, sempre busco observar se Jesus tem me dado paz sobre aquela questão.

Se sim, entendo que aquele deve ser o caminho que ele deseja para mim. Um coração atribulado, sem paz diante de alguma questão, deve avaliar bem se realmente o caminho que está buscando traçar é da vontade de Deus.

TOME POSSE DA PALAVRA DIVINA E SIGA EM FRENTE!

DEUS SEJA CONTIGO, HOJE E SEMPRE.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Mercado da Fé.

A Bíblia ensina que os fiéis devem devolver ao Senhor o dízimo, ou seja, dez por cento de suas rendas (Malaquias 3:8-10; comparar com Mateus 23:23). Além do dízimo, devem dar ofertas voluntárias. Essas dádivas devem ser proporcionais aos lucros obtidos, mesmo que estes sejam de pequeno valor. O exemplo da viúva pobre, registrado em Marcos 12:41-44, deixa claro que não apenas os abastados mas também os pobres devem contribuir financeiramente, de acordo com suas posses, para o avanço da causa de Deus na Terra (1 Coríntios 9:13 e 14).
Existe hoje, porém, um número significativo de denominações cristãs que extrapolam os ensinamentos bíblicos, transformando-se em verdadeiras empresas de exploração financeira dos crentes. Certos pregadores da chamada “teologia da prosperidade” chegam a prometer aos fiéis que, se forem generosos em suas dádivas, poderão até escolher antecipadamente as “bênçãos” a serem reivindicadas de Deus. Entre as opções, estão o tipo de casa e a marca de carro que desejam ter, bem como o saldo da conta bancária que mais lhes agrada. Agora, se a tal “bênção” não acontece como prometida, a culpa é sempre atribuída aos próprios doadores que não exerceram a “fé” necessária para isso!
Valendo-se da credulidade do povo menos esclarecido, muitos pregadores populistas condicionam a satisfação de necessidades básicas de uma pessoa ao montante de donativos financeiros por ela entregue aos cofres da igreja. As “curas” das enfermidades e os “milagres” para melhorar a qualidade de vida são propagados como decorrentes de tais donativos. Apelos públicos acabam manipulando os doadores com perguntas como: “Você prefere uma bênção de apenas 50 reais ou uma de 500 reais? Mas por que você não reivindica de Deus, com fé, uma bênção equivalente a 5.000 reais?”
Algumas pessoas até poderão melhorar sua condição financeira seguindo esses apelos populistas. Mas a indiscutível realidade é que nem Cristo e nem os Seus apóstolos jamais se valeram desse tipo de manipulação psicossocial. Eles curavam os doentes e ressuscitavam os mortos sem nunca solicitar donativos de gratidão como recompensa pelos “serviços prestados”.
Embora os atuais pregadores da prosperidade se digam cristãos, eles são movidos bem mais pela postura gananciosa de Geazi do que pelo espírito altruísta do profeta Eliseu (ver 2 Reis 5:1-27). Desconhecendo que Deus “faz nascer o Seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5:45), esses pregadores apresentam ao mundo um deus caricaturado, nepotista e agiota.
Além disso, os “testemunhos” exibicionistas veiculados nos meios de comunicação, como propaganda das “bênçãos” que podem ser alcançadas em determinadas denominações cristãs, são claramente reprovados por Cristo no relato da oferta da viúva pobre (ver Marcos 12:41-44; Lucas 21:1-4) e na parábola do fariseu e do publicano (ver Lucas 18:9-14). Em Mateus 6:2-4, Cristo adverte: “Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”.
Portanto, a teologia da prosperidade, com seus apelos e testemunhos populistas, não reflete o verdadeiro ensinamento bíblico sobre a fidelidade discreta nos dízimos e nas ofertas. A religião ensinada por muitos pregadores da prosperidade não passa de uma religião de marketing populista para conseguir aumentar, a qualquer custo, o número de adeptos e os recursos financeiros de suas igrejas.

Biografia
Alberto R. Timm, Ph.D (Andrews University) é especialista nas doutrinas e na teologia adventista. Foi pastor distrital; professor de Teologia Histórica e coordenador de pós-graduação em Teologia no Unasp-EC; diretor do Centro de Pesquisas Ellen G White do Brasil; reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (SALT); e coordenador do Espírito de Profecia para a Divisão Sul-Americana. Exerce hoje a função de diretor associado do Ellen G. White Estate, Inc.; e é membro da Comissão de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral. Casado com Marly L. Timm, tem três filhos: Suellen, William e Shelley.

domingo, 19 de novembro de 2017

O que significa "Arrependimento"?

A palavra arrependimento na Bíblia é traduzida do termo hebraico nachum, que significa “sentir-se triste”, “contristar-se”, e da palavra shuwb que significa “mudar de direção”, “voltar-se”, “retornar”. 

O termo equivalente em grego é metaneo, e denota o conceito de “mudança da mente”

Segundo o ensino bíblico o arrependimento é um estado de profunda tristeza pelo pecado e implica em uma mudança de comportamento. F. F Bruce define da seguinte maneira: “Arrependimento (metanoia, ‘mudança da mente’) envolve o abandono do pecado e voltar-se para Deus em contrição; o pecador arrependido está em condições próprias para receber o perdão divino.”

É Deus que em Seu infinito amor e bondade, através do Espírito Santo, conduz o pecador ao arrependimento (Romanos 2:4; João 16:8). O amor divino o atrai e ele compreende que Cristo morreu pelos seus pecados. Dessa maneira seu coração é amaciado, pois entende que é unicamente através da morte de Cristo que ele pode ser declarado justo, libertado da culpa e da condenação. O texto bíblico afirma: O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13).
O “nascer de novo” implica em renunciar a velha vida de pecado, reconhecer a necessidade de Deus, de Seu perdão e depender dEle diariamente. Ao receber a Cristo como Salvador pessoal e arrepender-se de seus pecados a pessoa deve dar testemunho de sua fé em Jesus, o que pode ser visto através dos frutos, ou fruto do Espírito (Mateus 7:20; Gálatas 5:22).
A certeza que podemos ter é a de que todo aquele que se achegar à Cristo com fé será recebido, acolhido, perdoado, justificado e salvo (Mateus 11:28; João 6:37; 1 João 1:9). 

Se na caminhada cristã ocorrer o pecado, é preciso voltar-se para Deus em arrependimento e confissão: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1).

Frederick Fyvie Bruce
Professor
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Frederick Fyvie Bruce foi um professor, escritor, erudito da Bíblia, e um dos fundadores da moderna compreensão evangélica da Bíblia. Sua obra, "Merece confiança o Novo Testamento?" é considerada um clássico na área de apologética cristã. Wikipédia
Nascimento12 de outubro de 1910, Elgin, Reino Unido
Falecimento11 de setembro de 1990, Buxton, Reino Unido

sábado, 18 de novembro de 2017

Existe o castigo hereditário?

A Bíblia é clara em afirmar que Deus não castiga uma pessoa pelos pecados de outra: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este” (Ezequiel 18:20). Então, como entender a afirmação de que Deus “visita a iniquidade dos pais nos filhos” (Êxodo 20:5)?
Deve-se fazer diferença entre punição direta de Deus e sua não interferência nas leis da hereditariedade. O conteúdo de Êxodo 20:5 deve ser entendido no sentido de que Deus não interfere nessas leis. Ou seja, filhos de pais viciados, promíscuos ou de má conduta podem nascer prejudicados moral e fisicamente, devido às tendências herdadas dos pais.
Não se pode escapar por completo das consequências da intemperança, enfermidade, libertinagem, do mau proceder, da ignorância e dos maus hábitos transmitidos por gerações anteriores. Os descendentes de idólatras degradados e os filhos de pessoas más, em geral, iniciam a vida com as limitações provocadas por pecados de ordem física e moral, e colhem o fruto da semente plantada por seus pais. O ambiente também tem efeito decisivo sobre cada geração. Mas, visto que Deus é justo e misericordioso, podemos confiar que ele tratará cada pessoa com justiça, levando em conta as desvantagens do nascimento, as predisposições herdadas e a influência do ambiente sobre o caráter […]. Deus ‘visita’ ou ‘aponta’ os resultados da iniquidade, não de forma negativa, mas para ensinar os pecadores que uma conduta errada inevitavelmente traz resultados infelizes.
Serve de conforto aos que lutam com más tendências herdadas a promessa divina de que “onde aumentou o pecado, transbordou a graça” (Romanos 5:20). Ou seja, a graça de Cristo é mais que suficiente para nos ajudar na luta contra as más tendências que herdamos, e assim não podemos alegar más tendências herdadas nem um ambiente ruim como desculpas para pecar.
A boa notícia é que Deus “visita a iniquidade dos pais nos filhos” somente até a “terceira e quarta geração” daqueles que o aborrecem (Êxodo 20:5), mas trata com “misericórdia até mil gerações” daqueles que o amam e guardam seus mandamentos (20:6).
Êxodo 20:5 e 6 é um chamado a cada pai e mãe no sentido de procurar desenvolver um bom estilo de vida, de acordo com as instruções divinas contidas na Bíblia, para que seus filhos herdem boas tendências, para que sejam uma bênção à sua família, à comunidade e, por extensão, ao mundo.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Um Cristão deve consumir bebidas alcoólicas? (Final).

Finalizando (por enquanto...) o assunto se um Cristão deve consumir bebidas alcoólicas?

ALGUNS DIZEM:

"Eu bebo porque os médicos dizem que faz bem à saúde."
Realmente existem pesquisas que indicam que o uso, por exemplo, de uma pequena taça de vinho traga bem à saúde. Mas, permita-me perguntar: Existem também pesquisas que indicam que exercício físico pelo menos cinco vezes por semana, comer pelo menos três porções de vegetais por dia, comer pouco sal e açúcar e diminuir a ingestão de gorduras, apenas para citar algumas orientações médicas, também fazem bem à saúde. 

Pelo que te conheço você não faz muito exercício, gosta de comer carnes gordurosas e não é muito regrado na alimentação. Esse cuidado todo com a saúde é só na parte da bebida alcoólica? Será que isso não é apenas uma desculpa que você está usando para embasar o seu vício? Só queria entender. Se você está realmente preocupado com a sua saúde poderia começar a colocar em prática algumas outras orientações médicas e não apenas essa de beber um pouco de bebida alcoólica.

"Eu bebo porque vejo muitas pessoas que sempre beberam e têm uma saúde de ferro".
Realmente passou uma matéria na tevê sobre longevidade e uma das senhoras entrevistadas, tinha quase 100 anos, e disse que sempre bebeu álcool e nunca fez mal, pelo contrário, sempre fez bem para ela. 

Mas não sei se você chegou a ver numa semana dessas uma outra matéria sobre as diversas doenças e mortes causas pelo uso do álcool. Posso estar errado, mas me parece que temos muito mais pessoas que perdem a longevidade e qualidade de vida pelo uso do álcool do que o contrário? 

As exceções não podem nos fazer formar regras para nossa vida. As regras é que devem nos ajudar a criar exceções para certos hábitos ruins que possam estar em nossas vidas.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Um Cristão deve consumir bebidas alcoólicas? (Parte 3).

Continuando o assunto se um Cristão deve consumir bebidas alcoólicas?

ALGUNS DIZEM:

"Eu bebo apenas em casa e isso não atrapalha ninguém."
Talvez você beba em casa porque não deseja que outras pessoas saibam que você bebe, seria isso? Ou mesmo porque não deseja ser visto bebendo porque isso poderia ser interpretado erroneamente, já que em nossa cultura, apesar das propagandas ostensivas na tevê endeusando a bebida, sabemos que ela sempre é associada a uma vida nada cristã. 

Deve ser difícil fazer uma coisa sempre se policiando para ninguém ver? Outra coisa, vi aqui que você tem um filho e que você tem parentes que têm problemas com alcoolismo. 

Você não tem receio de ser um mau exemplo para seu filho? De incentivá-lo a seguir por esse caminho? Você sabia que hoje a ciência já admite que existem pessoas que têm mais predisposição a serem alcoólatras? Será que seu filho é uma dessas pessoas? E mais: Será que você não é dessas pessoas predispostas? 

Apesar de afirmar seu autocontrole, você está mesmo disposto a correr tamanho risco de trazer destruição para seu lar apenas pelo prazer de saborear alguns mililitros de bebida alcoólica? Se você receber um alcoólatra em sua igreja, você vai dizer a ele que você bebê? Como vai aconselhá-lo? Você será um bom exemplo a ele? 

A nossa vida cristã vai muito além das quatro paredes de nossa casa!

NOTA: Amanhã, o último tópico.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Um Cristão deve consumir bebidas alcoólicas?(Parte 2)

Continuando o assunto um Cristão deve consumir bebida alcoólica?

ALGUNS DIZEM:

"Eu bebo, mas nunca me embriago, pois, a Bíblia proíbe se embriagar".
Admira-me muito você, sendo CRISTÃO, não conhecer aquele texto que nos ensina: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9)Como você pode garantir que não se embriagará? A própria característica do álcool é fazer que, aos poucos, a pessoa vá perdendo certos controles que tem sobre seu domínio. 

Daí as proibições de beber e dirigir, concorda? Outra coisa: Quanto é se embriagar? Uma garrafa, duas? Segundo a lei de trânsito, se o indivíduo ingerir apenas uma latinha de cerveja poderá ser autuado por embriaguez ao volante. Dependendo do metabolismo da pessoa, até menos do que isso poderá ser considerado embriaguez ao volante. Isso mostra que talvez você esteja se embriagando e nem perceba, ou mesmo que você mesmo manipule essa quantidade que você pode tomar para se embriagar ou não. Será que você nunca se embriaga mesmo?

"Eu bebo, mas tenho domínio próprio para parar quando eu quiser e beber a quantidade que eu quiser".
Essa história do domínio próprio é bem interessante. Já tive a oportunidade de conversar com diversos viciados devido a um trabalho que fazemos , e todos eles declaram a mesma coisa: quando eu quiser eu paro. 

Um bom teste para verificar todo esse “poderoso” domínio próprio é parar agora. Pare agora de beber. Sim, fique uns 2 meses sem beber. Você consegue? Observe se nesse processo você sente tremedeiras, desejo absurdo de colocar um gole na boca, se chega até a sonhar com a bebida. Esses são sinais fortes de que seu organismo está dependente do álcool. Não se esqueça também da mensagem de Jeremias 17:9. Às vezes achamos que nos conhecemos e nos dominamos, mas somos enganados pelo nosso coração enganoso. 

O apóstolo Paulo constatou algo importante sobre a natureza pendida para o pecado do nosso coração: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7:19)Por isso, tome cuidado ao usar o álcool (algo tão perigoso) com tanta autoconfiança. Melhor se afastar desse perigo e ficar a salvo.

NOTA: Temos mais um tópico amanhã.