terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Coisas Importantes Não Podem Ocupar o Lugar das Essenciais.

 

Quais são as coisas que achamos mais importantes na vida?

Família? Cônjuge? Filhos? Igreja? Amigos? Trabalho? Estudo? Lazer? Academia? Sim! Todas essas coisas são importantes, mas não essenciais. Por exemplo, coisas essenciais para a vida são: comer, beber e respirar! No entanto, a nossa alma também necessita de coisas essenciais para poder desfrutar de uma vida plena.

Jesus disse que homem não viveria somente de pão, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus, isto é algo essencial para a nossa vida espiritual! Jesus respondeu: "Está escrito: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” (Mateus 4:4)

Infelizmente, as pessoas de nossos dias estão trocando coisas essenciais, como Deus, Sua Palavra, Seu amor, Sua presença ou aquele momento de comunhão com Deus por coisas banais, logo, nem mesmo são coisas importantes que estão tomando o lugar de Deus.  

 (Mateus 6:33), diz que devemos buscar primeiro o reino de Deus e as demais coisas vos  serão acrescentadas… Neste texto Jesus está dizendo aos seus seguidores que não devemos trocar as coisas importantes pelas as essenciais! A bíblia fala de homens que, apesar das suas grandes responsabilidades, não deixaram de continuar a buscar o essencial, a comunhão com Deus. Que isto quer dizer? Viver o essencial é ter o seu coração no coração de Deus, é viver um relacionamento profundo, uma comunhão íntima com Ele.

Quando Jesus deu o seu último brado na cruz do calvário pelos nossos pecados e disse, Pai está tudo consumado, o véu que estava no templo foi rasgado de alto abaixo, isso significa que não há mais separação entre Deus e o homem, Jesus se tornou o sacerdote por excelência e intermediador entre o homem e Deus. 

Cantamos essa música: “O véu que separava já não separa mais, a luz que outrora apagada, agora brilha a cada dia mais, só pra te adorar”. Cantamos e na realidade não vivemos o essencial, não é verdade? Tudo isso por conta de não colocarmos Deus como prioridade, e, devido a nossa correria, esquecemos que temos acesso e podemos entrar no lugar Santo. Por favor, não troque o essencial por nada neste mundo!

LEIA:

Mt 4:4 / Mt 6:33


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Fortalecidos e confiantes,

 

Nas salas de espera, descobrimos que o descanso não está numa vida isenta de problemas, mas na confiança em Deus. Nem sempre ele eliminará nossas dores de imediato, mas certamente nos capacitará e nos dará vigor para lidar com elas. No momento certo, ele nos abrirá a porta e nos permitirá sair, mas, com certeza, a alegria maior não será a solução do problema e, sim, ter descoberto o Deus que antes não conhecíamos!

Alegrar-nos no Senhor é, portanto, mais que sentir, é viver cada dia cientes de que ele nos suprirá. É ter a disciplina de orar, relembrar os feitos de Deus, acatar sua soberania como um ato amoroso e crer que ele nos ama e cumpre suas promessas. É esse exercício que produz a alegria a que Habacuque se refere e que passou a desfrutar como uma das virtudes do fruto do Espírito. Ninguém, por si só, é capaz de gerá-las. Somente o Espírito, por iniciativa própria, nos enche com “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5.22-23).

Você nunca estará sozinho, não importa em que sala de espera se encontre. Na verdade, ela é uma sala de esperança. O relógio pode estar parado, o ar condicionado quebrado e o silêncio ser ensurdecedor, mas é nesse lugar que Deus está e, com voz serena, paternal e cheia de amor, nos sussurra: “Nunca o abandonarei. Pode confiar”.

LEIA:

Hc 3:17-19 / Gl 5:22-23



domingo, 19 de dezembro de 2021

Alegres em Deus na sala de espera.

 

Na sala de espera, podemos alimentar um coração amargo ou grato. Se focamos o fato de que Deus poderia ter impedido o que nos levou até ali, plantamos sementes de amargura. Mas, se em meio ao silêncio e à solidão, resolvemos focar o que Deus deseja produzir em nós, esvaziamos a ansiedade, crescemos em confiança e nos fortalecemos. 

Ter uma experiência íntima com Deus numa sala de espera tomada pela dor transforma nossa vida. Ainda que não saibamos como tudo terminará, a presença de Deus produz uma sensação coerente de segurança, pois sabemos quem ele é. A confiança em sua presença e em seu poder se torna mais forte que o medo gerado pelas circunstâncias. A mesma confiança que Jesus tinha no Pai é a que o Pai quer que tenhamos. Jesus recorreu às Escrituras para suportar as dificuldades entre o batismo e a ressurreição, e é a ela que precisamos recorrer para moldar nossa vida antes, durante e depois da estada nas salas de espera. 

Saiba que, nas salas de espera da vida, “ainda que a a figueira não floresça e não haja frutos nas videiras, ainda que a colheita de azeitonas não dê em nada e os campos fiquem vazios e improdutivos, ainda que os rebanhos morram nos campos e os currais fiquem vazios” (Habacuque 3.17), isso não representa o fim da história. Deus continuará agindo, apesar de tudo, e nele nos alegraremos e exultaremos!

LEIA:

Hc 3:1-18 / Mt 11:28

sábado, 18 de dezembro de 2021

O mundo fora da sala de espera.

 

Nossa permanência na sala de espera pode decorrer do mal presente no mundo ou da atuação direta dele em nossa vida, pois sabemos que “o mundo inteiro está sob o controle do maligno” (1João 5.19, ). Fato é que o justo muitas vezes sofre enquanto o ímpio e o perverso prosperam, e lidar com a perversidade do coração humano pode gerar situações de extrema dor.

Por trás da maldade, estão a arrogância e a idolatria, ambas frutos do vazio que guardamos e que buscamos preencher com ações egoístas. O orgulho não só nos afasta de Deus, mas nos faz esquecer o que realmente nos preenche: Jesus, e como consequência deixamos de buscar o melhor de Deus para nós. Os ídolos que criamos tomam seu lugar em nossa vida. 

Mas, Deus tem sempre um caminho para a restauração, caso nos arrependamos. Quando admitimos o pecado, quando resolvemos crer em Cristo como Salvador e Senhor, o ego tem a oportunidade de desinchar, e o vazio é preenchido pelo amor divino. Deixamos os ídolos quando, depois de crer em Jesus, passamos a valorizar e a buscar aquilo que Deus aprova. 

Por isso, se nos encontramos numa sala de espera, devemos, antes de tudo, pedir ao Senhor : “Examina-me, ó Deus, e conhece meu coração; prova-me e vê meus pensamentos. Mostra-me se há em mim algo que te ofende e conduze-me pelo caminho eterno” (Salmos 139.23-24). 

LEIA:

Rm 3:23 / Hc 2:5-20 / Pv 6:16-19

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Solitários, mas com Deus na sala de espera.

 

Quando admitimos nossa impotência, estamos abrindo a alma para viver o caos não com nossos recursos, mas com os recursos de Deus. Recolher-nos a sós para orar continua sendo o recurso mais poderoso que o Senhor nos concedeu. Esperar sua resposta é viver na expectativa do que ele fará, com a certeza de que permanecerá conosco, mesmo quando, pela dor, não percebamos sua presença. 

Esperar, portanto, requer confiança, esperança, humildade e paciência. Confiança e esperança de que Deus tem tudo sob seu controle. Humildade de admitir que nos submetemos à vontade e aos processos de Deus, mesmo sem compreendê-los, e paciência para permanecer fieis enquanto Deus age, em seu tempo perfeito. Podemos nos desesperar ou fazer desse tempo um período pleno das marcas da graça infinita do Todo-poderoso. A escolha é nossa.

É nas salas de espera que nos conectamos a ele emocional e espiritualmente, onde recebemos seu amor que nunca muda, mesmo que o nosso amor por ele venha a mudar em razão de não entendermos suas ações nesses momentos. Deus sabe que precisamos de tempo para assimilar, por isso, nesse meio-tempo, ele age silenciosamente, tratando-nos e aliviando-nos a dor, restaurando o vigor e a estabilidade de que precisamos. E porque Deus é fiel em suas promessas, podemos ser fiéis a ele e ter fé nele.

Tenha sempre em mente que nossa espera por Deus deve assemelhar-se à espera das sentinelas pelo amanhecer. Elas não têm relógio, mas têm certeza de que o sol raiará e o dia chegará. 

LEIA:

Sl 130:5-6 / Rm 8:18-24 / Hc 2:4

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Na sala de espera com um Deus soberano.

 

Em situações desesperadoras, deparamos com o dilema de crer na soberania de Deus e viver o medo pelo futuro e pelos resultados adversos que aquela catástrofe pode nos trazer. Perguntamo-nos se Deus está de fato no controle do futuro ou se temos alguma participação nessa soberania.

As Escrituras nos ensinam que Deus tem controle do presente e do futuro. Ele não apenas sabe o que acontecerá, mas determina e realiza tudo que planejou e se envolve nos acontecimentos. Nada do que nos acontece foge do controle do Senhor. E porque Deus é soberano, nada que façamos muda o caminho que ele traçou, mesmo que esse caminho nos conduza a uma longa estada na sala de espera.

Muitos dos nossos conflitos internos com Deus ocorrem porque imaginamos que, por sermos alvo de seu amor, estamos isentos de problemas. Jesus, contudo, nunca nos garantiu uma vida sem perdas, dores ou decepções. Nem sempre é fácil aceitar a decisão de Deus, mas precisamos optar entre confiar nele ou fugir dele. Se fugirmos dele, estaremos desistindo de crer que, mesmo em dias ruins, ele está sempre presente. E, para desfrutar dessa presença, crer em sua soberania é crucial.

Ficar na sala de espera dói, pois os caminhos que escolhemos têm como alvo nosso constante bem-estar. Mas os caminhos de Deus são diferentes. Eles sempre o glorificam e, ao fazê-lo, nos beneficiam, pois ele está interessado em nos formar, podar, moldar e edificar. Deus quer que nos pareçamos com Jesus, cujo caminho incluiu perda, dor, rejeição e o Calvário. Por que conosco seria diferente?  

LEIA:

Jo 16:33 / Is 46:9-11 / Hc 1:12-17 / Hc 2:1

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Na sala de espera com um Deus silencioso.

 


É muito difícil quando, sob pressão ou no meio de uma catástrofe, corremos para o Senhor e nos sentimos desconectados dele, abandonados. Clamamos na expectativa de que ele responda, mas tudo o que ouvimos é o silêncio. No entanto, a misericórdia, a graça e o amor fazem parte do caráter de Deus, assim como sua fidelidade. E, justamente por conhecê-lo, não podemos jamais interpretar seu silêncio como inatividade, mas em vez disso precisamos descansar e esperar. 

É nesse tempo de aparente silêncio que Deus intervém em nossa caminhada. Deus trabalha no silêncio, porque é no silêncio que ele transforma ansiedade e desespero em uma experiência de graça. Ele não despreza nossas emoções, mas nem sempre responde às orações como desejamos ou de modo compreensível. O Senhor apenas quer que confiemos nele, que dependamos dele e que estejamos preparados para, no tempo dele, alcançar algo além do que podemos supor.

Não podemos esquecer que Deus é santo e seus planos são perfeitos. Fomos chamados para confiar nele e obedecer-lhe, mesmo em situações desesperadoras. Embora o Senhor não mude seus planos nem adiante seu relógio, não significa que ele seja surdo ou nos ignore. Podemos e devemos derramar o coração diante dele, como fizeram Habacuque, o salmista e tantos outros personagens das Escrituras. 

Nas salas de espera, sofremos, sim, de impotência e abandono. A solidão se torna nossa companheira, mas são nessas circunstâncias tão difíceis que descobrimos que, apesar de tudo, vivemos um momento importante, profundo e singular, em que podemos estar a sós com Cristo, que sofreu dores inimagináveis por nós.

LEIA:

Sl 88:1-14 / Hc 1:5 / Fp 4:6-7