11 | Não estou dizendo isso por me sentir abandonado, pois aprendi a estar satisfeito com o que tenho. |
Este versículo nos mostra que o contentamento não é
uma inclinação natural do homem.
Cobiça, descontentamento e murmuração são tão
naturais ao homem como os espinhos e cardos ao solo. Não precisamos plantar
cardos e espinhos, pois são inerentes ao solo.
Semelhantemente, não precisamos ensinar os homens a
reclamar; eles o fazem rapidamente, sem qualquer aula. As coisas preciosas da
terra precisam ser cultivadas. Se queremos colher trigo, temos de arar e semear
a terra. Se desejamos ter flores, precisamos de um jardim e todos os cuidados
de um jardineiro.
O contentamento é uma das flores do céu. Se nós a
queremos, ela tem de ser cultivada. Ela não se desenvolverá em nós,
naturalmente. É somente a nova natureza que pode produzi-la; e, depois de
produzida, temos de ser cuidadosos e especialmente vigilantes em cultivar e
manter a graça que Deus semeou em nós.
O apóstolo Paulo disse: “Aprendi a viver contente”.
Estas palavras nos mostram que antes ele não sabia viver desta maneira.
Custou-lhe algum esforço para alcançar o mistério dessa grande verdade. Sem
dúvida, às vezes ele pensava que já havia aprendido, mas falhava. E, quando,
finalmente, a alcançou e pôde afirmar: “Aprendi a viver contente em toda e
qualquer situação”, já era um homem velho, de cabelos grisalhos, às portas da
morte – um miserável prisioneiro encarcerado por Nero, em Roma.
Se quisermos chegar aonde Paulo chegou, também
devemos suportar as enfermidades dele e compartilhar com ele da sua prisão. Não
alimente a ideia de que você pode viver contente sem aprender, ou aprender sem
disciplina.
Viver contente não é uma virtude que pode ser
praticada naturalmente, e sim uma arte a ser obtida gradualmente.
Sabemos disto por experiência. Silencie a
murmuração, embora ela seja natural, e continue sendo um aluno diligente na
Palavra.
TOME POSSE DA PALAVRA DIVINA E SIGA EM FRENTE!
DEUS SEJA CONTIGO, HOJE E SEMPRE.