"Uma mulher Cananéia, que viera daquelas regiões, clamava,: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada" (Mt 15:22).
Cristo conhecia a situação dessa mulher. Sabia que ela desejava vê-Lo, e tinha se colocado no caminho dela.
Aliviando-lhe a dor, poderia representar de maneira vívida o que pretendia ensinar. Com esse propósito, Cristo tinha levado os discípulos àquele lugar. Queria que vissem a ignorância existente em aldeias e cidades vizinhas da terra de Israel.
O povo a quem se tinha dado toda oportunidade de compreender a verdade desconhecia as necessidades daqueles que o rodeavam. Nenhum esforço se fazia para ajudar as pessoas em trevas.
O muro de separação, criado pelo orgulho judaico, impedia os próprios discípulos de se compadecerem do mundo pagão. Porém era necessário quebrar essas barreiras.
Cristo não atendeu imediatamente à súplica da mulher. Recebeu essa representante de uma etnia desprezada, como teriam feiro os próprios judeus.
Agindo assim, era Seu objetivo impressionar os discípulos quanto à maneira fria e insensível com que os judeus tratariam um caso como esse, ilustrada pela Sua maneira de ter recebido a mulher.
Cristo queria impressioná-los também quanto ao modo compassivo pelo qual desejava que eles lidassem com essas aflições, conforme exemplificou ao atender posteriormente o pedido dela.
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