quarta-feira, 3 de maio de 2017

A Origem do Pecado.

 A lei do amor é o fundamento do governo de Deus, a felicidade de todas as criaturas dependia de sua perfeita harmonia com os princípios de justiça dessa lei, Deus não tem prazer na submissão forçada, mas concede a todos o poder da escolha, para que possam prestar-lhe obediência voluntária.

Houve, porém, alguém que preferiu deturpar essa liberdade.
O pecado se originou com aquele que, depois de Cristo, havia sido o mais honrado por Deus. Antes do pecado, Lúcifer era o primeiro dos querubins guardiões, santo e puro. A respeito dele, Deus afirma:

“Você era o modelo da perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita beleza. Você estava no éden, no jardim de Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam [...]. Você foi ungido como um querubim guardião, pois para isso eu o designei. Você estava no monte santo de Deus e caminhava entre as pedras fulgurantes. Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você. [...] Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. [...] Você pensa que é sábio, tão sábio quanto Deus”. Ezequiel 28:12-15,17,6.

“Você, que dizia no seu coração: Subirei aos Céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo” Isaías 14:13,14. 

Ao cobiçar a honra que o infinito Pai havia concedido a Seu Filho, esse chefe dos anjos aspirou ao poder que pertencia somente a Cristo.

Naquele momento, uma nota dissonante desfez a harmonia celestial.

Na mente dos anjos, para quem a glória de Deus era suprema, a exaltação própria era um prenúncio de grandes males. Nas reuniões celestiais todos argumentavam com Lúcifer. O Filho de Deus lhe apresentava a bondade e justiça do Criador e a natureza sagrada de Sua lei. Ao afastar-se dela, Lúcifer desonraria seu Criador e traria ruína sobre si mesmo. Mas as advertências apenas despertavam atitude de resistência.

Lúcifer permitiu que prevalecesse sua inveja em relação a Cristo.

Extraído do Livro: A Grande Esperança – Ellen G. White.

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