A oração de Davi após a sua transgressão ilustra a natureza da verdadeira tristeza pelo pecado. Seu arrependimento foi sincero e profundo.
Não houve esforço para minimizar sua culpa. Sua oração não foi inspirada pelo desejo de escapar do julgamento que o ameaçava.
Davi tomou consciência da grandeza da sua transgressão, percebeu a contaminação da sua mente e passou a sentir aversão pelo pecado. Ele não orou somente pelo perdão, mas para ter o coração purificado.
Ele passou a desejar a alegria da santidade e a restauração da harmonia e da comunhão com Deus. Assim ele se expressou:
"Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto;
"Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e cujo espírito não há dolo" (Sl 32:1,2);
"Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a Tua benignidade; e, segundo a multidão das Tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. [...];
"Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.[...];
"Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me e ficarei mais alvo que a neve. [...];
"Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.
"Não me repulses da Tua presença, nem me retires o Teu Santo Espírito.
"Restitui-me a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. [...]
"Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a Tua justiça".[...]
Um arrependimento como esse está além do nosso alcance; somente podemos obtê-lo em Cristo. Aquele que subiu ao Céu e concedeu dons aos homens.
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