terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O que é conversão?

Conversão é um giro de 180 graus na vida de uma pessoa. 
É virar completamente as costas para o pecado e voltar-se em direção a Cristo para a salvação. Da adoração aos ídolos para a adoração a Deus. Da autojustificação para a justificação de Cristo. Do autogoverno para o governo de Deus.
Conversão é o que acontece quando Deus desperta aqueles que estão mortos espiritualmente e os capacita a se arrependerem de seus pecados e terem fé em Cristo.

 • Quando Jesus nos chama a nos arrependermos e crermos, ele está nos chamando para a conversão. É uma mudança radical naquilo que nós cremos e fazemos. (Marcos 1.15);

• Quando Jesus nos chama para tomarmos nossa cruz e para o seguirmos, ele está nos chamando para a conversão. (Lucas 9.23);

• Para que venhamos a nos arrepender, Deus tem que nos dar nova vida, novos corações e fé (Efésios 2.1, Romanos 6.17, Colossenses 2.13, Ezequiel 36.26, Efésios 2.8, 2 Timóteo 2.25).

Conversão não é:

 1. Um evento único que não tem implicação alguma na forma como vivemos. A conversão ocorre, sim, em um momento único, e é um momento de mudança radical. A vida deve parecer diferente a partir de então. Uma nova batalha começa.

 2. Uma jornada sem destino algum. A conversão pode ser precedida por um longo processo no caso de alguns, mas ela sempre envolve uma decisão compromissada de se arrepender do pecado e confiar em Cristo, o que é o resultado imediato de Deus dar uma nova vida para um pecador que estava espiritualmente morto.

 3. Opcional. Atos 17.30 diz que Deus ordena que todos, em toda parte, se arrependam. A conversão nunca pode ser forçada, mas ela é absolutamente necessária para que alguém seja salvo.

 4. Uma conversa. Embora os cristãos devam comunicar o evangelho de forma humilde, nossa meta não é meramente uma troca agradável de informação. Nós temos que chamar todos a se arrependerem de seus pecados e confiarem em Cristo para a salvação.

 5. Dizer uma oração pré-formulada. A conversão certamente envolve oração, mas temos que ser cuidadosos para não tentarmos as pessoas a colocarem sua confiança em um conjunto especial de palavras.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A oportunidade de andar com Deus...


Ao ler a Bíblia me transportei para os tempos antigos onde Enoque e Noé andaram com Todo Poderoso.

Porém me lembrei que Adão também era privilegiado, afinal Deus passeava no Jardim do Éden todos os dias e conversava com ele e Eva.

No jardim criado por Deus, imagino uma gama de flores diferenciadas e extremamente perfumadas, de incontável beleza. Imagino os pássaros com seu canto afinado e os raios de sol penetrando entre as frestas da vegetação. O caminho por onde eles andavam, deveria ser repleto das folhagens que se despendiam dos galhos. Cada detalhe minuciosamente cuidado pela atenção do Criador.

Adão e sua esposa não tinham vizinhos, parentes ou amigos. Era somente um na presença do outro e ainda assim desobedeceram a Deus e foram expulsos do Paraíso.

Por outro lado, Enoque e Noé viviam em uma época onde o pecado dominava sobre a terra. A falta de temor ao Senhor era algo tão grave entre as pessoas que tal situação suscitou a ira de Deus. A decepção do Criador para com a humanidade era notável em Sua Palavra.

“Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens” Gn 6.11

Porém antes de acontecer o dilúvio, o Altíssimo retirou Enoque, seu servo, dessa terra e de forma milagrosa o arrebatou. Enoque não passou, tampouco presenciou a dor daqueles que negavam a fé e obediência a Deus.
No entanto, Ele escolheu Noé para construir a Arca segundo Suas diretrizes e avisar àqueles que desejassem se salvar.

Noé, mesmo sendo visto como um louco, permaneceu na fé inabalável.  
         
Podemos imaginar quantas “piadinhas”, afrontas, gargalhadas ele ouviu. Ainda assim dava continuidade ao que Deus lhe havia outorgado.
O Senhor sabia que podia contar com Noé. Sabia que sua fidelidade à Ele sobrepujaria qualquer dificuldade, problema e até o desprezo que as demais pessoas dedicaram à ele.

Observe que os tempos e lugares são diferenciados – Adão e Eva andavam com Deus, viviam no Paraíso, sozinhos humanamente falando, e ainda assim caíram no pecado. Interessante que eles não precisavam crer em Deus para vê-lO, pois o Senhor passeava com eles no jardim.

Todavia, em um tempo onde a humanidade era tomada pelo pecado, Enoque e Noé pela fé, criam em Sua existência e Seu Poder e por isso, se mantiveram fiéis, sem se corromper com o pecado a ponto de chamar a atenção do Criador! A preciosidade do caráter, da fé, da fidelidade, do amor e do temor para com Deus desses dos dois homens é esplendoroso.

Não importa onde nós vivemos, ou mesmo que ao nosso lado há corrupção, pecado, pessoas que são falsas, incrédulas, ateus, injustiças etc. Importa quem eu sou para Deus e principalmente quem Ele é para mim.


Mediante essa fé, seguimos nosso caminho em santidade ao Senhor, rumo ao nosso alvo: A SALVAÇÃO!

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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Felizes são aqueles que morrem no Senhor.

APOCALIPSE 14
13 Então ouvi uma voz dos céus dizendo: “Escreva: Felizes os mortos que morrem no Senhor de agora em diante”. Diz o Espírito: “Sim, eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão”.

Infelizmente enquanto Jesus não voltar, teremos que conviver com aflições, e talvez a maior de todas seja a morte de pessoas queridas. Jesus prometeu estar com você em todos os momentos e em breve voltará para por um fim nesse sofrimento e dor.

Uma das razões porque Jesus vai voltar é justamente para lhe explicar algumas questões que lhe causam sofrimento e Ele deseja respondê-las olhando em seus olhos.

“O justo perece, e ninguém pondera sobre isso em seu coração; homens piedosos são tirados, e ninguém entende que os justos são tirados para serem poupados do mal. Aqueles que andam retamente entrarão na paz; acharão descanso na morte.” Isaías 57:1,2.

Prepare-se para reencontrar-se com os seus amados muito em breve na manhã da ressurreição. A promessa bíblica diz que “Felizes são aqueles que morrem no Senhor. (Apocalipse 14:13) ” Eles estão guardados, dormindo, não mais sofrem. Na volta de Jesus serão trazidos à vida para um grande reencontro e a vida na eternidade sem mais dor, sem despedidas, sem morte.

Em meio de todas as nossas provações, temos um infalível Ajudador. Não nos deixa lutar sozinhos com a tentação, combater o mal, e ser afinal esmagados ao peso dos fardos e das dores. Conquanto Se ache agora oculto aos olhos mortais, o ouvido da fé pode-Lhe ouvir a voz, dizendo: Não temas; Eu estou contigo. “Eu sou […] o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre”. Apocalipse 1:18.

“Suportei as vossas dores, experimentei as vossas lutas, enfrentei as vossas tentações. Conheço as vossas lágrimas; também Eu chorei. Aqueles pesares demasiado profundos para serem desafogados em algum ouvido humano, Eu os conheço. Não penseis que estais perdidos e abandonados. Ainda que vossa dor não encontre eco em nenhum coração na Terra, olhai para Mim e vivei". 

Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais meu amor te abandonará, e o concerto da Minha paz não mudará, diz o Senhor, que Se compadece de ti”Isaías 54:10.”


“Nenhum suspiro se desprende, nenhuma dor é sentida, desgosto algum magoa a alma, sem que sua vibração se faça sentir no coração do Pai.” 

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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Um rico, dificilmente entrará no reino dos céus?

MATEUS 19
24 E lhes digo ainda: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.


“As palavras ‘passar um camelo pelo fundo de uma agulha’ são uma expressão proverbial semelhante a várias outras usadas no mundo antigo para descrever uma impossibilidade”.

Em Mateus 19:16-30 (Mc 10:17-31; Lc 18:18-30) aparecem o relato do jovem rico, que não conseguiu se desvencilhar de suas posses materiais, e as declarações de Cristo sobre o perigo das riquezas. Depois que o jovem “retirou-se triste”, Cristo afirmou: “Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus. E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mt 19:22-24).

Alguns comentaristas bíblicos procuraram minimizar o efeito paradoxal da expressão “passar um camelo pelo fundo de uma agulha” reinterpretando o significado dos termos “camelo” e “fundo de uma agulha”

Por exemplo, há quem diga que a palavra “camelo” se refira aqui não ao próprio animal conhecido por esse nome, mas a um “cabo” ou “corda” de navio. Os defensores dessa teoria se baseiam no fato de que alguns manuscritos bíblicos, produzidos vários séculos depois de Cristo, trazem nesse verso a palavra “cabo” em vez de “camelo”. Como no original grego os termos “camelo” (kámelos) e “cabo” (kámilos) possuem certa semelhança entre si, é provável que alguns copistas e tradutores do Novo Testamento tenham substituído intencionalmente o termo “camelo” por “cabo”. 

Outra teoria popular pretende identificar o “fundo de uma agulha” com uma suposta portinhola lateral nos muros de Jerusalém, pela qual passavam os pedestres quando os grandes portões daquela cidade já estavam fechados. Embora as portinholas de algumas cidades mais recentes da Síria fossem denominadas de “olho da agulha”, não existem evidências de que esse era o caso com Jerusalém nos dias de Cristo. 

As palavras “passar um camelo pelo fundo de uma agulha” são, sem dúvida, uma expressão proverbial semelhante a várias outras usadas no mundo antigo para descrever uma completa impossibilidade. Mesmo na literatura judaica posterior aparecem alusões ao “elefante” como incapaz de passar pelo fundo de uma agulha. Sendo que os discípulos estavam bem mais familiarizados com o camelo do que com o elefante, 

Cristo decidiu contrastar o maior dos animais da Palestina (o camelo) com o menor dos orifícios conhecidos na época (o fundo de uma agulha).


As tentativas de interpretar o “camelo” como um cabo e o “fundo de uma agulha” como uma portinhola acabam enfraquecendo, portanto, a força do argumento de Cristo. 

O texto de Mateus 19:16-30 deixa claro que o propósito de Jesus era levar Seus discípulos a entender a completa impossibilidade de alguém, semelhante ao jovem rico, ser salvo enquanto ainda apegado às suas riquezas. 

O problema não está nas riquezas em si, mas no apego indevido a elas. Mas quando o ser humano aceita o convite à renúncia de si mesmo ( Mateus 16:24-26), aquilo que é “impossível aos homens” se torna possível ao poder transformador da graça divina (Mateus 19:26).

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

400ª Postagem- A minha experiência pessoal com a Bíblia.

O segundo domingo do mês de dezembro pode não dizer muita coisa para você. 

Aliás, você sabe que data é essa? É o Dia da Bíblia. A data foi criada em 1549, no Reino Unido, pelo bispo Cranmeer. No Brasil, a comemoração começou em 1850 quando chegaram da Europa e dos Estados Unidos os primeiros missionários evangélicos.

É indiscutível que a Bíblia é um dos livros mais conhecidos do planeta em todos os tempos. O escritor inglês James Chapman reuniu dados de vendas dos últimos 50 anos e fez um ranking dos livros mais vendidos. Resultado? Estima-se que na última metade do século já tenham sido comercializadas 3,9 bilhões de bíblias no mundo.

Um pouquinho de história:
Talvez você já saiba, mas é sempre bom lembrar que a Bíblia Sagrada do cristianismo é, na verdade, uma coleção de 66 livros escrita por cerca de 40 autores em um período de mais ou menos 1.500 anos dividida basicamente em história, poesia, salmos (músicas), profecias, evangelhos (narrativa da vida de Jesus) e cartas apostólicas (a maioria delas escrita pelo versátil apóstolo Paulo). Foi escrita em pelo menos três idiomas: hebraico e aramaico (Antigo Testamento) e grego (Novo Testamento) e traduzida para mais de duas mil línguas diferentes.

Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), essa primeira tradução foi realizada por 70 sábios.

No ano de 382 d.C, o bispo de Roma nomeou Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras. Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos. Nascia a tradução conhecida como Vulgata, ou seja, escrita na língua de pessoas comuns (“vulgus”).

E agora?
Tudo muito interessante até agora, correto? Mas nada disso é tão importante quanto ao fato de pensar no que a Bíblia significa para mim, hoje, nesse século em que vivo, no contexto cultural em que estou envolvido, nessa realidade social com diferentes variáveis a me influenciar.

Minha experiência com esse livro faz toda a diferença.
A Bíblia pode ser um incrível registro histórico, ter uma maravilhosa diversidade de estilos literários, ser motivo de guerras, discussões e partidarismos ou mesmo ser citada por milhares de eruditos e pessoas populares.

Mas tudo isso é absolutamente irrelevante se a Bíblia não tiver um significado profundo e real para mim.

Profundo e real!

Quando leia a Bíblia, penso na voz de Deus falando a mim. Isso é Bíblia para mim!
A voz de um Deus que deixou Seus princípios e conselhos atualizados eternamente para que eu tenha uma vida realmente feliz.

Não preciso me preocupar em fazer upgrade da Bíblia. Só das versões digitais disponíveis nos dispositivos eletrônicos. Porque o conteúdo preservado até aqui (com todos os riscos de alteração que possam ter existido) é totalmente válido hoje para mim.

Não quero encontrar desculpas para viver de qualquer jeito lendo a Bíblia, nem apenas me informar de histórias lindas para reproduzir por aí como se fosse um papagaio.

Estudo a Bíblia para ser transformado espiritualmente, fisicamente, emocionalmente.

Porque quero continuar crendo que não é meramente um livro, nem uma coleção de livros.
É Deus falando comigo todos os dias, em todos os momentos, em todas as circunstâncias, com perdão, amor, misericórdia e justiça.

A Bíblia para mim? É Deus me amando.


Obrigado, Senhor meu Deus e Pai, por me permitir a cada dia, descobrir as maravilhas que tens para fazer em minha vida, através da Tua Santa Palavra.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Você já falou de Jesus para alguém?

MATEUS 9
37 Então disse aos seus discípulos: A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38 Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita.

Martin Niemöller, um bispo luterano alemão, foi o responsável por negociar com Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial, na tentativa de salvar a igreja na Alemanha de ser fechada pelo ditador nazista.

Quase no fim de sua vida, Niemöller contava a respeito de um sonho que tinha com frequência. Nele, Niemöller via Hitler de pé diante de Jesus no dia do julgamento final. Jesus Se levantava de Seu trono, colocava o braço no ombro de Hitler e perguntava: “Adolf, por que você fez tantas coisas horríveis e cruéis?” Hitler, com a cabeça pendida, simplesmente respondia: “Ninguém nunca me disse quanto Você me amou.”

O bispo dizia que, a essa altura do sonho, ele acordava com um suor frio, relembrando que, durante as muitas reuniões que tivera com Hitler, ele nunca dissera: “Führer, Jesus ama você. Ele o ama muito mais do que você jamais conseguirá entender. Ele o ama tanto que morreu por você. Você sabia disso?”

Frequentemente, falhamos em testemunhar de Cristo e perdemos preciosas oportunidade de alterar o curso da história pessoal de alguém. Nossa omissão, às vezes, é resultado de mero desinteresse. Outras vezes, é resultado de vergonha ou manifesta simples descrença. 

Não cremos que as pessoas possam se interessar e ser alcançadas pela graça de Deus. Escrevendo aos Romanos, Paulo disse não ter vergonha do evangelho (Rm 1:16). Jesus, consistentemente, ofereceu a todos, incluindo Nicodemos, a mulher adúltera, a samaritana, Zaqueu, o moço rico e pecadores comuns, a oportunidade do encontro com a graça.

Especialistas em crescimento de igreja falam de uma Linha de Interesse pontuada de 0 a 10. Os que estão no nível “zero”, ou próximos a ele, são os que não têm qualquer interesse ou apenas um baixo grau dele. 

Os mais próximos do “dez” são aqueles que estão no limiar do reino de Deus. Contudo, devemos nos lembrar de que Deus pode utilizar as circunstâncias na vida de uma pessoa de tal forma que alguém no nível “zero” pode ser transportado para o nível “nove” num piscar de olhos. 

Um diagnóstico desfavorável, um telefonema no meio da noite, as perdas da vida, o cerco de uma enfermidade, os desencantos comuns a todos podem transformar a atitude e fazer brotar o interesse.

Faça uma lista de parentes, amigos e conhecidos “desinteressados” e comece a orar por eles seriamente.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A tua FÉ, tem preço?

O jornal “USA Today”, em 1997, publicou uma entrevista feita com os norte-americanos mais ricos: cerca de 1 milhão de famílias, com renda anual superior a US$ 250.000 e patrimônio líquido de pelo menos US$ 2.5 milhões. O que estes ricos disseram estar dispostos a comprar e por quanto:

Para ser presidente US$ 55.000
Por grande beleza US$ 83.000
Reencontro com um amor perdido US$ 206.000
Juventude eterna US$ 259.000
Talento US$ 285.000
Grande Intelecto US$ 407.000
Verdadeiro amor US$ 467.000
Um lugar no Céu US$ 640.000.

Em primeiro lugar, seiscentos e quarenta mil dólares por um lugar no céu. O irônico é que as pessoas desejam pagar uma enorme soma de dinheiro por aquilo que, em primeiro lugar, não tem preço, e, em segundo, é oferecido de graça.
Não é estranho que a religião e os religiosos, como os judeus dos dias de Jesus, tenham confundido a oferta de salvação a tal ponto que ela dificilmente se torna compreensível para a maioria das pessoas?
A salvação é baseada na graça, dom imerecido de Deus. Qualquer outro elemento, tal como arrependimento, reconciliação, regeneração, reforma, novo nascimento, ou santificação, não constituem a base da salvação. A base da salvação é a graça de Deus, estes outros elementos são, pela ação do Espírito Santo, resultados de nossa aceitação de Sua graça e amor. Devemos entender ainda que a justiça de Deus, não é primariamente uma exigência, mas um dom. Não é o que Ele pede, mas o que Ele oferece.
Com frequência utilizamos a expressão “justificação pela fé”, mas se isto não for entendido claramente, tornamos a fé um outro tipo de obra. Segundo Efésios 2:8, “pela graça sois salvos, mediante a fé”. A graça é a base da salvação, a fé é o seu instrumento, ou o meio. Quando eliminamos a graça de Deus de nossa compreensão da salvação, como o elemento primário, a porta está aberta para todo tipo de confusão. Sobre a fé devemos entender:
– A fé não é a base da salvação, mas o meio, o instrumento pelo qual nos apropriamos dela (Romanos 3:21-22, 25, 31; Efésios 2:8).
– A fé não é autogerada. A fé também é um dom. Segundo Romanos 10:17, “a fé vem pelo ouvir da Palavra de Deus”.
– A fé não é meritória (Efésios 2:8-10). “Mediante a fé recebemos a graça de Deus; mas a fé não é o nosso Salvador. Ela não obtém nada (Tiago 2:24). É a mão que se apega a Cristo e se apodera de Seus méritos, o remédio contra o pecado”.
– A fé não depende do seu tamanho, mas do seu objeto (Lucas 17:6). Muitos, por exemplo, têm grande fé no dinheiro, em posições, na ciência, em prestígio, na aparência, no preparo acadêmico. Mas essa fé, grande como ela possa ser, nada vale para a salvação. A fé vale pelo seu fundamento, que deve ser única e exclusivamente a pessoa de Jesus Cristo, o seu autor e consumador (Hebreus 12:2).
– A fé bíblica não está em oposição às boas obras. As únicas obras contra as quais a fé se opõe, são aquelas entendidas ou praticadas como método de salvação (Romanos 3:20, 28). A fé não é contra a observância da lei, como alguns pensam. A fé se opõe à observância da lei como meio de salvação (Gálatas 3:1-5, 11). A lei deve ser observada como norma da conduta cristã, como a expressão da vontade de Deus, para aqueles que receberam Sua graça.
– A fé bíblica é basicamente “transferência de confiança” (Hebreus 4:14-16). Aquele que confiava em si, ou em qualquer recurso humano, passa a confiar sem reservas em Cristo.

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