O segundo domingo do mês de dezembro pode
não dizer muita coisa para você.
Aliás, você sabe que data é essa? É o Dia da
Bíblia. A data foi criada em 1549, no Reino Unido, pelo bispo Cranmeer. No
Brasil, a comemoração começou em 1850 quando chegaram da Europa e dos Estados
Unidos os primeiros missionários evangélicos.
É indiscutível que a Bíblia é um dos livros mais
conhecidos do planeta em todos os tempos. O escritor inglês James Chapman
reuniu dados de vendas dos últimos 50 anos e fez um ranking dos livros mais
vendidos. Resultado? Estima-se que na última metade do século já tenham sido
comercializadas 3,9 bilhões de bíblias no mundo.
Um pouquinho de história:
Talvez você já saiba, mas é sempre bom lembrar que a
Bíblia Sagrada do cristianismo é, na verdade, uma coleção de 66 livros escrita
por cerca de 40 autores em um período de mais ou menos 1.500 anos dividida
basicamente em história, poesia, salmos (músicas), profecias, evangelhos
(narrativa da vida de Jesus) e cartas apostólicas (a maioria delas escrita pelo
versátil apóstolo Paulo). Foi escrita em pelo menos três idiomas: hebraico e
aramaico (Antigo Testamento) e grego (Novo Testamento) e traduzida para mais de
duas mil línguas diferentes.
Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre
200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não
compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego.
Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), essa primeira tradução foi
realizada por 70 sábios.
No ano de 382 d.C, o bispo de Roma nomeou Jerônimo para
fazer uma tradução oficial das Escrituras. Com o objetivo de realizar uma
tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde
viveu durante 20 anos. Nascia a tradução conhecida como Vulgata, ou seja,
escrita na língua de pessoas comuns (“vulgus”).
E agora?
Tudo muito interessante até agora, correto? Mas nada
disso é tão importante quanto ao fato de pensar no que a Bíblia significa para
mim, hoje, nesse século em que vivo, no contexto cultural em que estou
envolvido, nessa realidade social com diferentes variáveis a me influenciar.
Minha experiência com esse livro faz toda a diferença.
A Bíblia pode ser um incrível registro histórico, ter
uma maravilhosa diversidade de estilos literários, ser motivo de guerras,
discussões e partidarismos ou mesmo ser citada por milhares de eruditos e
pessoas populares.
Mas tudo isso é absolutamente irrelevante se a Bíblia
não tiver um significado profundo e real para mim.
Profundo e real!
Quando leia a Bíblia, penso na voz de Deus falando a
mim. Isso é Bíblia para mim!
A voz de um Deus que deixou Seus princípios e conselhos
atualizados eternamente para que eu tenha uma vida realmente feliz.
Não preciso me preocupar em fazer upgrade da Bíblia. Só
das versões digitais disponíveis nos dispositivos eletrônicos. Porque o
conteúdo preservado até aqui (com todos os riscos de alteração que possam ter
existido) é totalmente válido hoje para mim.
Não quero encontrar desculpas para viver de qualquer
jeito lendo a Bíblia, nem apenas me informar de histórias lindas para
reproduzir por aí como se fosse um papagaio.
Estudo a Bíblia para ser transformado
espiritualmente, fisicamente, emocionalmente.
Porque quero continuar crendo que não é meramente um
livro, nem uma coleção de livros.
É Deus falando comigo todos os dias, em todos os
momentos, em todas as circunstâncias, com perdão, amor, misericórdia e justiça.
A Bíblia para mim? É Deus me amando.
Obrigado, Senhor meu Deus e Pai, por me permitir a cada dia, descobrir as maravilhas que tens para fazer em minha vida, através da Tua Santa Palavra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário