domingo, 23 de dezembro de 2018

Jesus (A Família)...

LUCAS 8
19 A mãe e os irmãos de Jesus vieram até o lugar onde ele estava, mas, por causa da multidão, não conseguiam chegar perto dele.
20 Então alguém disse a Jesus: – A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar com o senhor.
21 Mas Jesus disse a todos: – Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e a praticam.

 "Somos chamados para ser a família de Jesus":

O objetivo desta reflexão (repleta de citações) é preparar você para ver como Jesus desafia nossos sistemas mentais, nossos preconceitos e os pressupostos que damos como certos e aceitamos como verdades sólidas e inabaláveis. 

Jesus apresenta a face de um Deus que age como pai, que compreende e aceita nossa condição frágil e pecadora – e que perdoa. Jesus nos convida a segui-lo para aprender a enxergar o mundo com outros olhos.

Todos nós temos a tendência a erguer barreiras e muros para nos defender dos outros. O primeiro muro é o dos laços e limites familiares. Jesus começa dizendo que, ao aceitar a vontade de Deus, tornamo-nos integrantes da família que ele está prestes a criar (Lc 8:19-21 e Lc 11:27). 

Não é preciso um rótulo ou uma carteira de associado para ser um de seus seguidores; basta por em prática o que ele ensina: “Por que vocês me chamam ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que eu digo?” (Lc 6:46). Os primeiros a reconhecer sua presença, no momento de seu nascimento, foram os pastores de Belém, um grupo de excluídos (Lc 2:8-20). Mesmo na hora de Sua morte, Ele mostra misericórdia para com um dos criminosos que foram crucificados com Ele (Lc 23:39-44). 

Jesus não veio conclamar os que têm importância na sociedade, mas aceita em seu lar os que não têm reputação: as crianças, pois “aquele que dentre vocês for o menor, este será o maior” (Lc 9:46-48). Ele não evita os que são considerados impuros aos olhos da sociedade – os leprosos, que ele toca e cura (Lc 5:12-16; 17:11-18). Faz refeições junto aos pecadores, como os publicanos/cobradores de impostos (Lc 19:1-10), e permite que uma pecadora lave e unja Seus pés (Lc 7:36-50). 

Em uma parábola, um Samaritano – membro de um povo herege – é usado como exemplo de misericórdia (Lc 10:29-37). Como sinais da compaixão de Deus, ele cita dois milagres realizados por Eliseu em nome dos pagãos, o da viúva de Sarepta e o de Naamã (Lc 4:16-30). 

Resumindo: é possível sintetizar o ministério de Jesus em duas frases: “O Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lc 19:10) e “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar ao arrependimento os justos, e sim os pecadores” (Lc 5:31-32). É isso que encontraremos desta reflexão em diante.

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