"Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." (Is 55:6).
Se eu creio no que estava fadado a crer e, depois disso, acho que possa haver algo mais a considerar, espero descobrir que exista esse algo mais. Entretanto, eu não deveria esperar encontrar algo novo, a menos que não houvesse inicialmente crido, embora parecesse ter crido, ou que tenha parado de crer.
Se eu abandonar a minha fé, por conseguinte também a negarei. Ninguém busca, senão a pessoa que nunca possuiu ou que perdeu o que buscava.
No evangelho de Lucas, uma senhora perdeu uma de suas dez moedas de prata e começou a procurá-la. Quando a encontrou, porém, parou de procurar. Um vizinho não tinha pão, então bateu à porta. Porém, assim que a porta se abriu e ele recebeu o pão, parou de bater.
Uma viúva vivia pedindo para ser ouvida pelo juiz, porque isso não lhe era concedido, entretanto, quando seu processo foi ouvido, parou de pedir.
Portanto, há um limite para o buscar, o bater e o pedir. Cristo diz: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á”.
Tolo é quem sempre busca porque nunca encontra, porque busca onde nada pode ser encontrado.
Tolo é quem sempre bate porque a porta nunca se abre, porque bate onde não há uma porta para ser aberta.
Tolo é quem sempre pergunta porque não será ouvido. Ele pergunta a alguém que não ouve.
“Ninguém busca, senão a pessoa que nunca possuiu ou que perdeu o que buscava.”
LEIA:
Isaías 55
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