13 | Então será que o que é bom me levou à morte? É claro que não! Foi o pecado que fez isso. Pois o pecado, usando o que é bom, me trouxe a morte para que ficasse bem claro aquilo que o pecado realmente é. E assim, por meio do mandamento, o pecado se mostrou mais terrível ainda. |
Devemos nos acautelar de pensamentos levianos a
respeito do pecado. Os novos convertidos possuem uma santa timidez e um piedoso
temor de não ofenderem a Deus.
Entretanto, logo as flores excelentes destes
primeiros frutos maduros são removidas pelo tratamento áspero do mundo que nos
cerca. Infelizmente, é verdade que mesmo um cristão pode se tornar tão
insensível, que o pecado, o qual antes o alarmava, não lhe cause mais temor.
É de maneira progressiva que os homens se tornam
familiarizados com o pecado. O ouvido no qual o canhão tem ribombado com
frequência não escutará sons leves.
A princípio, um pecado insignificante nos causa
alarme, mas logo dizemos: “Isto é um pecado insignificante, não é?”
Então, surge outro pecado, mais sério; depois, outro – e, pouco a pouco,
começamos a reputar o pecado como um pequeno erro, sem importância.
Em seguida, brota a presunção ímpia: “Não temos caído em pecados escandalosos.
É verdade que tropeçamos um pouco, mas permanecemos firmes nas coisas mais
importantes. Proferimos uma palavra impura; todavia, em sua maior parte, a
nossa conversa tem sido consistente”. Deste modo, justificamos o pecado
e o disfarçamos, chamando-o por nomes elegantes.
Cristão, cuide para que não pense no pecado de
forma frívola. Tenha cuidado para não cair aos poucos. O pecado é insignificante? Não é um veneno? As raposinhas não
devastam os vinhedos? (Cântico dos Cânticos 2.15).
Pequenas batidas
não são capazes de derrubar imensos carvalhos? O contínuo fluir das gotas de
água não desgasta as rochas? O pecado é algo insignificante? O pecado vestiu a
cabeça do Redentor com uma coroa de espinhos e feriu o coração dele! Fez o
Salvador sofrer tortura, amargura e angústia.
Se você pudesse avaliar o mais leve pecado em
escalas de eternidade, fugiria dele, como de uma serpente, e aborreceria a
menor aparência do mal.
Considere todo pecado como
aquilo que crucificou o seu Senhor e você o reconhecerá como algo “sobremaneira
maligno”.
TOME POSSE DA PALAVRA DIVINA E SIGA EM FRENTE!
DEUS SEJA CONTIGO, HOJE E SEMPRE.