domingo, 7 de junho de 2020

#10 – JULGAMENTO E PRECONCEITO.

Texto: “Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.  Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê.” (João 1.45 - 46) 
Nazaré foi a terra Natal de José e Maria, e o local da anunciação quando o Arcanjo Gabriel informou à Maria que ela seria a mãe de Jesus. Nazaré é também o local onde Jesus passou parte de sua vida (Lucas 1:26 e Mateus 2:23). Não era uma cidade grande, e nem reconhecida pelas pessoas da época, e por isso, como o texto de João nos mostra, no capítulo 1, Natanael duvidou que de lá poderia vir o Messias.

Muitas vezes isso ocorre conosco, julgamos as pessoas e criamos pré-conceitos dentro de nós pela aparência, pela religião, pelo trabalho, forma de falar, forma de agir, por sua origem, grau de escolaridade, cor da pele. São muitas as características que encontramos ao analisarmos alguém, e tudo contribui para que o julgamento negativo ocorra.
Infelizmente, com o preconceito e julgamento, muitas vezes até inconscientemente, deixamos de conhecer a essência, de desfrutar de uma amizade, de um lugar, de um amor, de uma igreja, de uma célula, de um grupo.

E que maravilhoso foi Filipe ao insistir para que Natanael fosse com ele ao vilarejo de Nazaré, e conhecesse Jesus Cristo, o Messias. Só Deus sabe todas as coisas e só Ele pode nos julgar com justiça. Todos os outros julgamentos que fazemos estão, com certeza, equivocados em algum aspecto e por isso, é preciso cuidado. 
A nós, cabe conhecer melhor o Senhor Jesus, construir um relacionamento cada dia mais íntimo e mais sincero, buscando sempre sermos cada vez mais parecidos com Ele, evitando o mal e praticando o bem, deixando o preconceito e o julgamento no passado.

sábado, 6 de junho de 2020

#9 - ENCORAJANDO UNS AOS OUTROS.

Texto: “Manda, pois, a Josué, e anima-o, e fortalece-o; porque ele passará adiante deste povo, e o fará possuir a terra que verás.” (Deuteronômio 3.28) 
A maioria de nós conhece a história de Moisés: um homem que mesmo com suas limitações, foi capacitado por Deus para servir ao Senhor e libertar o povo de Israel, bem como guiá-los na verdade e na santidade de Deus. Após a missão de Moisés nesta terra ser cumprida, Deus escolheu Josué para liderar o povo de Israel a possuir a terra prometida. 

Josué desde sempre esteve com Moisés, viveu anos junto com ele em seu ministério; presenciou todos os milagres que Deus fez através da vida de Moisés; aprendeu com Moisés a lei de Deus e como a obediência à ela trazia bênçãos, enquanto a desobediência trazia consequências e morte. Muitas vezes Deus faz algo semelhante em nossa vida: ele nos dá amigos para que aprendamos com eles, tanto com seus erros, quanto seus acertos; aprendamos a seguir a Jesus e a amá-lo; aprendamos ao observar as atitudes que aquele filho(a) de Deus faz de todo o coração. Essa amizade se torna uma referência positiva em nossa vida, nos aproximando de Deus – e essa é a vontade dEle, nos dar amizades que nos exortem a focarmos no Eterno e não no que é passageiro.
Moisés certamente foi um líder para Josué, não só em relação à peregrinação até a terra prometida, mas também em relação à sua vida espiritual. Ele incentivou Josué a se manter firme nos caminhos do Senhor, com todos os seus exemplos de obediência a Deus. Josué percebeu através da vida de Moisés como valia a pena seguir o Deus que ele tanto servia.

Que possamos aprender com a vida desses dois homens, permanecendo cada vez mais em comunhão e unidade com os nossos irmãos da fé, sabendo que Deus nos uniu para nos incentivar na caminhada e nos ajudar a sermos cada dia mais parecidos com Jesus – o qual deve ser o nosso objetivo todos os dias.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

#8 – DE UM, TODOS.

Texto: “De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar.” (Atos 17.26)
Deus poderia ter dado origem a humanidade de qualquer forma. Ele poderia ter feito todos os seres humanos de uma só vez, assim como poderia fazer um homem e uma mulher em cada local do mundo, com características próprias, que gerariam os mais diversos povos. Porém, o Senhor escolheu fazer apenas um homem e uma mulher, Adão e Eva, e deu a eles a ordem de crescer e multiplicar.

O fato de que a humanidade cresceria e chegaria aos atuais bilhões de habitantes da Terra, já era da ciência de Deus. O Senhor também sabia que com o crescimento da população, a individualidade cresceria, a distância entre povos e nações também aumentaria em decorrência do pecado, sendo apresentado pelo racismo e preconceito social, por exemplo.
A criação, a partir de um único casal ancestral, neste sentido, parece ser um grito de Deus para que os homens deixem toda e qualquer forma de preconceito, e passem a enxergar cada um como a imagem de Deus, mas também como alguém que vem, em última análise, do mesmo lugar e dos mesmos ancestrais que você.

Deus queria que soubéssemos disso e queria que fosse assim. A origem comum de todos os homens e de todos os povos, nos mostra que somos um só povo, apenas um. E independentemente de qualquer fator, existe uma unidade da humanidade que é manifesta na sua origem comum.
Não há na visão de Deus fronteiras geográficas, étnicas ou culturais. Ele vê o mundo e observa sua criação como uma. Para Deus não importa, ele quer ver negros, asiáticos, latinos... todas as pessoas serem salvas e redimidas por Cristo.

Ocorre que o pecado corrompeu também a maneira como enxergamos o outro. Criamos muros que nos afastam de um relacionamento com determinadas pessoas. Criamos abismos que não permitem o diálogo, a empatia e até mesmo a evangelização. O evangelho, neste sentido, vem a ser a ponte que nos faz ter contato com aqueles que, pelo pecado, discriminávamos e não nos relacionávamos.
A cruz de Cristo e o convencimento das escrituras deve fazer com que os cristãos lutem e vençam o pecado do racismo e do preconceito. A cruz liga o homem com Deus, mas também deve ligar o homem com o seu semelhante. Deve redimir relacionamentos e quebrar barreiras construídas.

Que a cruz una, e não separe; que o evangelho construa pontes que nos façam ultrapassar barreiras que o pecado construiu. Que Deus nos ajude a enxergar todos como um só, assim como Ele enxerga toda a criação.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

#7 - O APOIO QUE ALGUÉM PRECISA.

Texto: “Jesus entrou em Jericó, e atravessava a cidade. Havia ali um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos. Ele queria ver quem era Jesus, mas, sendo de pequena estatura, não o conseguia, por causa da multidão. Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para vê-lo, pois Jesus ia passar por ali.” (Lucas 19.1 - 4)
O evangelho de Lucas, capítulo 19, retrata a breve história de Zaqueu, o chefe dos publicanos de Jericó, que ficou conhecido como o homem que, ao saber que Jesus visitava a sua cidade, concluiu que não poderia perder a oportunidade de vê-lo, e por isso, fez de tudo para conseguir enxergar Cristo e ouvir o que Ele tinha para falar. 

Ao ouvir essa história, é comum nos compararmos com Zaqueu, e até usá-lo como um bom exemplo de como devemos buscar sinceramente a Jesus na nossa caminhada cristã. Mas hoje, gostaria que você olhasse essa história sob outra perspectiva. O tempo todo nos deparamos com pessoas ao nosso redor que precisam de Jesus. Podem ser que sejam amigos da sua faculdade, ou seus colegas de trabalho. Podem ser que sejam seus vizinhos, ou até mesmo pessoas da sua própria casa, da sua família. Ou então, pode ser que você conheça pessoas que por muito tempo estiveram ao seu lado na igreja, mas que por algum motivo andam cada vez mais ausentes ou desanimadas. 

A Bíblia relata, na história de Zaqueu, várias dificuldades e barreiras que atrapalharam seu encontro com Jesus. Havia uma multidão a sua frente, impedindo sua chegada até Ele, e além disso, Zaqueu era de baixa estatura, e sozinho não conseguiria enxergar Cristo. Mas ali havia uma figueira, que naquele momento foi o instrumento que fez com que Zaqueu avistasse a Jesus, o ajudando a vencer as barreiras e facilitando seu encontro com Ele. 
Muitas vezes, na nossa vida cristã, Deus nos chama para sermos como Zaqueu, que buscava sempre Ele independente das dificuldades ou circunstâncias. Mas, outras vezes, o Criador também nos chama para sermos a figueira, nos tornando o apoio, o suporte, o instrumento usado em momentos específicos para que outros avistem e encontrem a Jesus. 

Ser igreja também significa ser figueira, para que através da sua vida, pessoas possam vencer as barreiras que as tem impedido de enxergar o Senhor; significa ser forte o suficiente para suportar uns aos outros em amor; significa olhar para o lado, enxergar quem está precisando de ajuda, e consolar, aconselhar, mostrar compaixão e apresentar a Jesus; significa ser suporte, ser apoio, ser figueira.

Que hoje você possa lembrar e ser lembrado pelas pessoas que Deus colocou ao seu redor e que precisam de ajuda para vencer as barreiras que as tem afastado de Cristo. E que nós, como igreja, possamos ser usados como figueira, para que essas pessoas cheguem até Ele!

quarta-feira, 3 de junho de 2020

#6 – AMANDO DE TAL MANEIRA.

Texto: “Amigos, se foi assim que Deus nos amou, então nós devemos nos amar uns aos outros.“ (1 João 4.11)
Você já deve ter ouvido, ou até mesmo decorado a passagem de João, capítulo 3, versículo 16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Ele apresenta uma verdade profunda sobre o amor de Deus por nós, mostrando que Ele nos ama de um modo imensurável. 
Lembre-se, você é amado, Deus te conhece pessoalmente e se importa com você. Ele sabe suas fraquezas, erros, pecados e batalhas, e ainda assim escolheu te amar e se entregar pelos seus pecados. E mesmo que você caia, se rebele, duvide, ainda assim Ele te ama, te perdoa e deseja relacionar-se contigo.

Dessa maneira, podemos entender a realidade confrontadora do versículo que acompanha o primeiro parágrafo. Se Deus nos amou de uma tal maneira, como seguidores dele, devemos então amar os outros da mesma forma. E sabendo do amor dele por nós, como podemos não compartilhar esse amor uns com os outros? Como podemos julgar, abandonar, rotular o que o outro tem vivido?
Às vezes, nos deixamos levar pelas aparências, sentimentos, e formamos conceitos errados a respeito uns dos outros. Olhamos para alguém e achamos que aquela pessoa não gosta de nós, ou que não gostamos dela, sem que haja uma razão. E Cristo nos convida a escolher amar ainda assim, independente do que pensamos ou aconteceu, não apenas de boca ou de palavras, mas de fato e de verdade.

Eu e você vamos encontrar diversas pessoas difíceis, pecadoras, machucadas, decepcionadas, diferentes de nós. E para cada uma devemos fazer escolhas: abraçar ou abster-se? Rotular ou amar? Julgar ou ajudar? Nós já sabemos as escolhas que Jesus fez e faria em nosso lugar.
Então, não olhe para as dificuldades ou defeitos, mas para os pontos fortes e virtudes de cada um. Procure viver a vida transbordando o amor de Deus. Assim, juntos, seremos usados para cumprir o propósito dEle. O nome de Deus será conhecido e glorificado através de nossas vidas quando amar uns aos outros for nossa escolha diária.

Decida todos os dias amar de tal maneira as pessoas que estão em seu caminho, independente dos conceitos que você tem sobre elas, ou até mesmo do que elas tenham feito a você.

terça-feira, 2 de junho de 2020

#05 – DISCÍPULOS NO MAR.

Texto: “Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?” (Marcos 4.40)
Eu sou uma pessoa que sofro com ansiedade, e acredito que todos sofram desse mal, alguns mais e outros menos. A questão é que a ansiedade pode gerar inúmeros sentimentos ruins, baseadas em coisas que muitas vezes nem acontecem. A nossa mente cria inúmeros cenários que nos levam ao desespero, como por exemplo, as semanas de provas, que desencadeiam noites mal dormidas, alimentação desregulada e muito estresse.

A partir disso, um dos vários exemplos de ansiedade que vemos na Bíblia é de quando os discípulos estão no meio do mar da Galileia. Nesse caso, a ansiedade resulta em uma falta de fé, representando um pecado do qual temos, assim como os discípulos, que lutar em alguns momentos de nossas vidas. Quando Pedro e os demais estavam no mar, a sua falta de fé foi evidenciada em uma situação de desespero, em meio ao mar revolto e às pressões daquele momento, onde os discípulos agiram confiando em suas próprias forças. E naquela situação, eles se esqueceram que a própria força estava com eles, na personificação de Jesus Cristo, cuja a sabedoria é infinita, e além disso tem o controle de tudo e de todas as coisas. O Salvador estava dormindo, e ao acordar os repreendeu por sua falta de fé. Porém, isso não significava que eles não tinham fé, mas não estavam colocando ela em ação.
Aprendemos que a fé é um presente, um dom dado por Deus. Portanto, todos aqueles que tem Jesus como salvador, a possuem. E erramos quando não colocamos isso em prática. Aprendemos, por meio da Bíblia, que nas tribulações temos as oportunidades perfeitas para colocarmos a nossa fé em prática. É muito fácil tê-la quando tudo vai bem na nossa vida; mas é difícil  ter esse pensamento quando perdemos tudo, por exemplo, um emprego, ou quando o dinheiro acaba e ainda não terminou o mês, ou quando Deus parece não te ouvir. São nesses momentos de dificuldade que temos que pôr a fé em prática. E além disso, demonstrando confiança e união, pedir a ajuda de Deus para conseguir superar o que tem nos feito mal, porque sem Ele, nós não podemos fazer nada (João 15:5).

A comunhão com Jesus vai tratar qualquer ansiedade. E nós podemos fazer isso no secreto, orando e buscando a Ele. Mas melhor que isso, podemos fazer juntos com outros na fé, aliviando o nosso fardo. Ou seja, procurando frequentar uma célula, discipulando alguém, e participando de grupos de estudos e orações! Há várias opções de buscar ajuda contra a ansiedade, tanto espiritualmente, quanto profissionalmente. Mas não esqueça que Deus é o médico dos médicos, e Ele pode fazer muito mais do que pedimos ou imaginamos (Efésios 3:20).

segunda-feira, 1 de junho de 2020

#04 – LAÇOS DE SANGUE.

Texto: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.” (Efésios 4.32)
O lar é um ambiente inviolável. É o lugar onde devemos encontrar paz, harmonia, suporte, amor, apoio. Nossos pais, irmãos, cônjuges são as pessoas em quem mais confiamos, e nas quais encontramos aquele abraço apertado na hora que mais precisamos. Bom, pelo menos, essa é a nossa expectativa, não é mesmo? Afinal, como costumamos afirmar, somos unidos a nossa família por laços de sangue.

Mas, infelizmente, o pecado corrompe nosso coração, trazendo orgulho, raiva, falta de perdão. E onde deveria ser o lugar mais aconchegante, depois de um dia cansativo de trabalho ou de estudos, se torna o último lugar aonde desejamos estar.
Deus quer que sejamos instrumentos para propagar a união e a comunhão. Mas, muitas vezes, é mais difícil fazermos isso com as pessoas que nos conhecem de verdade, nossa família. Assim, é mais fácil pedir perdão a um “estranho” do que para nossos pais ou irmãos.

Já estive em uma situação assim, onde pedir perdão a meu pai parecia um absurdo para mim, diante de toda situação que havíamos vivido. Mas permiti que o Espírito Santo tomasse conta e me desse forças para ter a iniciativa de resolver a situação e restabelecer a comunhão entre nós.
Nesses momentos precisamos pedir ajuda a Deus, e lembrar que o maior laço de sangue foi feito por Cristo. O sangue de Jesus derramado na cruz é o maior ato de perdão da história. Cabe a nós permitirmos que Cristo seja o condutor de nossas ações para nos tornarmos o canal de perdão e harmonia em nosso lar. 

Uma atitude positiva para com seus pais, um convite para ir ao cinema com seu irmão, um jantar diferente com seu cônjuge, uma palavra de incentivo ao invés de uma crítica, um elogio no lugar de farpas. Como aprendemos em provérbios 15.2: “a resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira”. Esses pequenos gestos nos ajudam a cumprir nosso papel de instrumentos de união em nosso lar. Pelo laço de sangue que temos com Cristo, através do sacrifício na cruz, possuímos acesso a um perdão maior, que ultrapassa as fronteiras de circunstâncias momentâneas que possamos passar em nossa casa. Esse vínculo de amor com o Senhor é a nossa referência para também perdoar, assim como Ele nos perdoa todos os dias.