segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Razões para não Desistir. (V).

Talvez você tenha dúvidas sobre o que a Bíblia diz em relação à tristeza da alma ou ao desespero humano. Talvez tenha até medo de dizer a Deus o que você está sentindo.


Como outras passagens bíblicas, o Salmo 13 nos anima a nos abrir com Deus e a contar a ele a nossa dor. Deus não ficará irritado conosco por dizer a ele como nos sentimos.


A Bíblia, aliás, traz diversos personagens que, como nós, em algum momento da vida, se sentiram desesperançados e angustiados. Entre eles, salmistas e profetas, ou seja, homens e mulheres que caminharam com Deus, e até o próprio Jesus! Então, não nos recriminemos por isso!


Alguns desses personagens lamentaram, gritaram e choraram. Outros se mostraram cansados e fatigados. Eles quase desistiram de tudo! Mas a resposta de Deus para cada um deles — e para nós hoje — não muda; ela é a mesma sempre: “... você é precioso aos meus olhos e digno de honra... eu o amo... Não tenha medo, porque eu estarei com você” (Isaías 43.4-5, Nova Almeida Atualizada).


O salmista escreve: “Tu viste quando os meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo...” (Salmo 139.15). Deus nos criou com amor. Ele conhece cada detalhe de nós, incluindo nossas inquietações. Nos momentos mais escuros, ele ainda está conosco. 


A verdade é essa: DEUS NOS AMA. Somos muito importantes. Nossa existência tem valor e sentido. Por isso, não desistamos! A Palavra de Deus pode fortalecer nossa fé nos dias da angústia e trazer luz aos lugares mais escuros da nossa vida e da vida daqueles que amamos. 


Não desistamos! Há muitas razões para continuar, para acreditar, e nós não estamos sozinhos. A mudança pode acontecer. Deixemos que ela comece agora.

LEIA:

Sl 13 / Is 43:4-5 / Sl 139:15 / Sl 139:23-24 / Sl 10:14

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Razões para não Desistir (IV).

A era em que vivemos, dominada, dentre outras coisas, pela tecnologia, mudou — e muito — a forma como interagimos com o mundo. Embora tenha encurtado distâncias, permitindo uma comunicação mais fácil e veloz, ela pode aumentar o nosso distanciamento em relação às pessoas e seus sentimentos, desumanizando as relações.


O texto de Mateus 25 fala de um grande julgamento, quando Jesus reunirá todas as pessoas e lhes perguntará se elas se preocuparam com quem tinha alguma necessidade. Naquele dia, Jesus questionará o cuidado que nós tivemos (ou deixamos de ter) com aqueles que precisavam de nós. Ele se importa com as pessoas e não quer que sejamos frios nem ignoremos o sofrimento de quem está à nossa volta.


Certa vez, Jesus curou um homem num sábado. Na época, sua atitude foi tida como revolucionária e subversiva, já que o sábado era entendido como um dia santo, no qual se devia descansar. Ao realizar uma cura naquele dia sagrado, Jesus deixou um exemplo de preocupação genuína com as pessoas. Ele nos ensinou a cuidar das necessidades dos nossos irmãos e irmãs, antes de qualquer outra coisa. Esse é o verdadeiro cumprimento da vontade de Deus. Esse é o sentido do amor de Deus.


Cuidemos para não nos tornar indiferentes em relação ao que as pessoas sentem, pensam ou sofrem. Com empatia, é possível manter amizades profundas e verdadeiras, para além do mundo virtual. E essas amizades são a chave para que encontremos esperança! São elas que nos ouvirão e estenderão a mão quando precisarmos. E para elas poderemos dar nossa ajuda e apoio, quando necessário.


Ouvidos e corações atentos podem salvar vidas e ser, aos que precisam, uma razão para não desistir.

LEIA:

Mt 25:31-46 / Mt 12:9-13 / 1Co 13

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Razões para não Desistir (III).

Às vezes, a tristeza é tão grande que parece insuportável. Percebemos que a vida é dura e desejamos que se abrevie.


Pode ser difícil falar sobre isso, porque tem gente que relaciona esse sentimento com fraqueza ou falta de fé. Outros acham que ele nasce de uma mente vazia ou ociosa. Esqueça o que eles dizem! 


Jó, em sua dor, expressou inúmeras vezes, de formas bem intensas e claras, o desejo de morrer. Embora jamais tenha atribuído a Deus a sua condição, ele não queria seguir sofrendo — nem no corpo, nem na alma.


Os amigos de Jó o julgaram, culpando-o por sua situação. Mas a história nos mostra que eles estavam completamente enganados. 


A Bíblia nunca disse que aquele que crê em Deus está livre de sofrimentos. É um equívoco pensar assim. Parte da experiência humana é aceitar a inevitabilidade do sofrimento em algum momento da vida, e contar com o apoio de Deus e das pessoas que estão ao redor para vencer essa situação.


A Palavra de Deus diz que todo aquele que busca, encontra, e a quem bate, a porta será aberta. Se precisarmos de apoio, é preciso esforçar-nos para pedi-lo. Busquemos entes queridos ou amigos; busquemos ajuda especializada; compartilhemos o que está dentro do peito. 


Se você está vendo alguém nessa situação, mas que não consegue se aproximar e pedir ajuda, tome a iniciativa. Ofereça seu ombro e seu apoio sem acusações. Não seja como os amigos de Jó. Ouça, não julgue.


Lembre-se: “O amigo ama sempre e na desgraça ele se torna um irmão” (Provérbios 17.17). Essa é outra razão para não desistir!

LEIA:

Jó 7:4 / Jó 7:7-8 / Mt 7/;7-8 / Pv 17:17

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Razões para não Desistir (II).

Em algumas fases da vida, nós nos retraímos, ficamos introspectivos, olhamos mais para dentro de nós. Isso é normal e permite a autoavaliação, o autoconhecimento, a elaboração das coisas que vivemos. É, inclusive, saudável e necessário parar um pouco nossas atividades e refletir sobre o que estamos fazendo, como estamos vivendo ou o que pensamos sobre o nosso futuro. 


No entanto, afundar-nos num período de introspecção demasiadamente longo, fechar-nos para todo o resto, isolar-nos e evitar lugares e pessoas dos quais gostamos é algo diferente, que precisa ser visto como um alerta. 


Jesus teve um tempo de profunda reflexão no Getsêmani. Ali, ele expressou a tristeza de sua alma, o medo que sentia e a angústia que parecia querer consumi-lo. Talvez as lágrimas tenham escorrido pelo rosto dele, naquele momento de escuridão. A Bíblia nos conta que ali, prestes a ser crucificado, ele se sentiu profundamente sozinho. 


Mas, o que Jesus fez? Sua atitude talvez nos ajude a ver essa situação sob outra perspectiva. 

Naquele momento angustiante, ele tomou duas atitudes importantes: 

  1. Ele se rodeou de amigos; e 

  2. Ele orou a Deus, expressando sua sensação de desamparo, seu medo e sua dor. 


Talvez os amigos não tenham conseguido livrá-lo de sua tristeza. Mas Jesus os manteve perto, para apoiá-lo e estar com ele. Por meio da oração, ele se conectou com o Pai, a fim de atravessar a cruz com fé e coragem. 


Jesus, que passou pela dor e venceu, nos convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). Jesus oferece trocar a nossa carga — nossas decepções, nosso rancor, nossas lembranças dolorosas, nossos pensamentos destrutivos — pela dele, que é leve. Ele nos diz para depositar tudo aos pés da cruz do Calvário, porque ele já pagou o preço para que hoje tivéssemos vida. Ele decidiu sofrer para que fôssemos felizes. Ele aceitou ser preso para que fôssemos libertos. Essa é a maior razão para não desistir! 

LEIA:

Mt 26/;36-46 / Mt 11:28-3 / Is 61:1-3

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Razões para não Desistir (I).

As palavras de Sl 6.6-7, o texto-chave de hoje, lhe parecem familiares? 

“Estou cansado de chorar. Todas as noites a minha cama se molha de lágrimas, e o meu choro encharca o travesseiro... os meus olhos estão inchados de tanto chorar, e quase não posso enxergar...” (Nova Tradução na Linguagem de Hoje). 


O choro e a tristeza fazem parte da experiência humana. Embora desejemos uma vida feliz, isenta de sofrimentos, há momentos em que experimentaremos a dor. E a Bíblia não mascara essa realidade. 


O Livro de Eclesiastes, que traz as reflexões de um sábio Pregador, nos conta que, na vida, há um tempo determinado para todas as coisas: há tempo de nascer e tempo de morrer; há tempo de plantar e tempo de colher; há tempo de rir e tempo de chorar; há tempo de saltar de alegria e tempo de derramar-se em lágrimas. 

O Evangelho de João também nos diz que o próprio Jesus chorou. Como nós, ele também sofreu e se angustiou. 

Mas a Palavra de Deus garante que é possível atravessar esses períodos de deserto e dor abraçados à esperança viva de que Deus, o nosso Criador, nos ama e tem um plano para nós: “Eu é que sei que pensamentos tenho a respeito de vocês, diz o SENHOR. São pensamentos de paz e não de mal, para dar-lhes um futuro e uma esperança” (Jeremias 29.11). 


Há um futuro certo e feliz preparado para nós. Essa é a vontade de Deus. Essa é uma razão para não desistir! 

LEIA:

Sl 6:6-7/Ec 3:1-8/Jo 11:35Jr 29-11

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

A Armadura de Deus (V).

Definimos a  com este significado simples: agir como se Deus estivesse falando a verdade. 


A verdade é a articulação sobre a qual uma vida cheia de fé repousa. Se você não conhece a verdade, nunca saberá de fato como agir de acordo com ela. Então, a verdade sobre o caráter de Deus e a Sua Palavra nos dá a estrutura que permite que a fé floresça e prospere. 


O que faz a fé em Deus valer a pena é a verdade que está Nele. Sem a verdade, não temos nada sólido para apoiar o escudo da fé. Por isso, saber a verdade de Deus e a verdade sobre Deus tal qual é revelada em Sua Palavra é crucial se quisermos viver por fé responsavelmente e experimentar os benefícios de estar protegidos por nossos escudos. 


Qualquer discussão acerca da fé seria incompleta sem destacar a importância de ouvir a voz de Deus de maneira clara e precisa. Se não tivermos cuidado, a fé pode facilmente se tornar um comportamento tolo — imprudente, impulsivo, até mesmo descuidado e perigoso, tudo em nome da fé. Mas a fé real sempre deve ser construída diretamente nos alicerces da Palavra escrita de Deus à medida que o Seu Espírito lhe dirige a aplicá-la para a sua vida. 


Como você descreveria a diferença entre a fé e a tolice? O que impede que alguém cruze a linha entre as duas? Como cristãos, temos o privilégio de conhecer o direcionamento de Deus para nós à medida que o buscamos em oração. Ele será fiel em nos mostrar a verdade, em nos dar o direcionamento para o próximo passo que precisamos dar. Além disso, estar confiante e afirmado nesse próximo passo é crucial para nos ajudar a nos manter equilibrados enquanto buscamos um estilo de vida protegido pelo escudo da fé. 


Visto que você conhece a verdade de Deus ou da promessa de Deus em relação a um assunto, é hora de dar os passos de maneira que sejam coerentes com isso. Escute com atenção — os sentimentos nunca podem ser o fator determinante das suas ações. 

Os sentimentos mudam e estão sujeitos a estímulos externos. Ações de fé devem estar ancoradas em algo mais sólido e fixo. Nosso Deus é verdadeiro e digno de ser seguido. Ele está sempre ali — ganhando de Satanás em força — para ouvir as nossas orações apreensivas, reafirmar as suas promessas audaciosas e nos dar aquele fôlego a mais que precisamos para continuar caminhando firme em sua direção. 

Escudos ao alto, soldados. Estamos andando por fé.

LEIA:

Jo 10:27

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

A Armadura de Deus (IV).

Ao longo da história da guerra, uma das táticas praticadas projetadas para máxima destruição foi a realização de ataques surpresas com flechas flamejantes. Essas flechas acesas em suas extremidades, se agitavam no ar em direção aos alvos pretendidos (por exemplo, as carroças e barracas de lona de um acampamento militar), incendiando tudo. 


E isso foi eficaz. Se flechas suficientes atingissem esses alvos, toda a brigada de soldados estaria ocupada tentando conter o incêndio antes que ele queimasse todos os equipamentos e suprimentos. Distraídos pelas chamas, os homens tornavam-se vulneráveis por ficarem preocupados, distraídos demais para lidar com qualquer ataque ao acompanhamento que seu próximo inimigo planejasse em seguida. 

As flechas flamejantes não foram planejadas à princípio para matar ou destruir; elas foram planejadas para distrair. 

Seu inimigo quer distrair . Para então conseguir te cegar. E escute-me — ele não está atirando estas flechas indiscriminadamente. É uma estratégia premeditada. Ele estudou as suas tendências e hábitos, seus medos e fraquezas mais profundos e concentra-se nessas áreas em particular. Ele sabe que não pode lhe destruir. Você está eternamente seguro em Jesus. Mas ele pretende desviar sua atenção, criando incêndios interiores em sua vida — como insegurança, intimidação, ansiedade, preocupação ou ocupações. Ele quer que você esteja sem foco, enquanto ele se aproxima de mansinho por trás. 


Em Efésios 6, Paulo expressa o cinto, a couraça e os sapatos como um uniforme espiritual que deve ser usado pelos cristãos em todos os momentos. Minuto a minuto. Dia a dia. Mas a respeito do escudo da fé, ele ordena que seja “levado”. 


Veja da seguinte maneira: uma enfermeira pode usar uniforme diariamente para trabalhar porque é o uniforme dela. Mas quando surgir a necessidade, ela irá pegar um estetoscópio, um aparelho de pressão sanguínea ou inúmeras ferramentas para usar em seu paciente. Da mesma forma, devemos sempre usar nosso uniforme diário, dado divinamente, mas também estar preparadas para “levar” outras coisas quando necessário. 


A primeira dessas peças de armadura é o escudo da fé. No momento em que sentimos a primeira flecha flamejante infiltrando-se em nossa vida de alguma forma, ativamos a fé como um escudo de proteção sobre nossas vidas. 


Não perca a ironia aqui. O inimigo envia flechas flamejantes em sua vida especificamente quando você está sendo chamada a andar em fé. Essas flechas são destinadas intencionalmente a impedir você de fazer a única coisa que consegue apagá-las: andar em fé! A Fé faz com que as flechas ardentes fracassem.  


O que Deus está pedindo para você fazer? Faça! Em Fé.

LEIA:

Ef 6:10-20