"Aos dezenove anos de idade, Jonathan Edwards conhecia seus pontos fracos e estava ciente da natureza destrutiva de seu pecado."
Quando eu tinha dezenove anos, entrei para a equipe
de uma grande igreja evangélica. Alguns dos pastores da equipe se tornaram
amigos e mentores maravilhosos, mas ao encontrar alguns dos pastores naquela
igreja e em igrejas na área, fiquei profundamente triste com o que observei.
Quando conheci alguns dos pastores mais intimamente, observei que o amor deles
pelo ministério parecia superar seu amor a Deus. Parece que ao longo dos anos,
o ministério havia se tornado um deus. Seus próprios reinos haviam tomado o
lugar do reino de Deus. Suas orações se tornaram focadas no sucesso do ministério
e não na fidelidade a Deus no ministério. Consequentemente, vários desses
pastores, um por um, deixaram o ministério pelo fato de que simplesmente não
podiam mais viver sob exigências legalistas irracionais, implacáveis e
auto-impostas ao longo dos anos.
Eu reconheci que, por si só, sem Deus em sua
fundação, o ministério é totalmente inútil. Sem permanecer resoluto em rendição
fiel a Deus, os ministros que vivem para o ministério ou abandonarão o
ministério ou, o que é pior, o ministério os abandonará. É claro que um
ministro pode continuar a pregar, orar e planejar enquanto tenta representar o
papel, mas logo seus pés vacilarão e seu ministério pelo ministério começará a
corroer sua alma de dentro para fora. Tal ministério corrompe o homem e produz
metástase por todo o corpo da igreja. Ele conduz ao ceticismo, apatia e
desgaste. Ele não conhece a graça e busca apenas os seus próprios objetivos.
Sem Deus no coração do ministério, o ministério não é apenas uma tolice, é
impossível; felizmente, foi dessa maneira que Deus o projetou: para ser
impossível sem ele.
Aos dezenove anos, como estudante ministerial me
preparando para o pastorado, eu me preocupei que um dia pudesse chegar ao ponto
em que minha paixão pelo ministério usurparia a minha paixão por Deus, que o
ministério se tornaria minha religião, que o ídolo do sucesso no ministerial
substituiria o desejo do meu coração de ser fiel a Deus.
Com tudo isso pesando em minha mente, certa manhã
bem cedo, eu desci da minha cama de joelhos e clamei a Deus que me preparasse
para o ministério, sustentasse-me no ministério e me desse a paixão pelo
ministério – uma paixão que fluísse do meu amor e paixão pelo próprio Deus.
Naquela manhã, escrevi as seguintes palavras na frente da minha Bíblia:
“Viverei para Deus, não para o ministério”. Todos os anos desde então, pela
graça sustentadora de Deus, tenho me rendido ao Senhor, implorando-lhe que me
ajude a viver para ele e confiando somente nele para me preparar, sustentar e
capacitar para seu ministério.
A fim de permanecer firme
nessa busca de rendição ativa de vida a Deus e não ao ministério, eu devo não
apenas confessar regularmente o meu pecado da autossuficiência, mas devo também
resolver permanecer resoluto todos os dias da minha vida, vivendo uma vida de
arrependimento e fé, a cada passo e cada fôlego, deleitando-me no amor e
segurança abundantes do Senhor. Pois, se confiasse em minha própria força, o
meu esforço seria realmente perdido.
Por: Burk Parsons. © 2009 Ligonier. Original: Resolved by the
Grace of God
RESOLUTO .
Que é determinado em seus objetivos, em seus propósitos; decidido.
Que age com convicção diante dos obstáculos; determinado.Que se resolveu; que foi solucionado; resolvido.Que foi dissolvido ou desfeito; dirimido.
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