TIAGO 4
6 Porém a bondade que Deus mostra e ainda mais forte,
pois as Escrituras Sagradas dizem: "Deus é contra os orgulhosos, mas é bondoso com os humildes".
O medo do homem quase sempre termina com o
julgamento sobre os outros, porque nós começamos a supor que conhecemos as
motivações, pensamentos, caráter e intenções da outra pessoa. Alguém esquece de
responder um e-mail, então você presume que não é uma prioridade e que a pessoa
é egoísta. Acontece que ela estava de férias. Você passa por alguém no
corredor, e a pessoa não acena, então você deduz que ela não gosta de você ou é
mal-educada. Acontece que a pessoa não a viu. Você convida alguém para fazer
alguma coisa, e ela gentilmente recusa, então você presume que ela está
decepcionada com você. Ocorre que ela apenas não quer participar ou está doente
ou ocupada. Não importa, na verdade, o que a outra pessoa pensa ou faz, porém a
nossa obsessão com a preocupação relacionada ao que as outras pessoas pensam
sobre nós nos leva a julgar de maneira pecaminosa.
A preocupação com o que os outros pensam é orgulho.
Talvez, você anseie ser respeitado(a). Talvez, você odeie a ideia de ser
mal-entendid(a) (Ah! Como penso nisso!). Seja o que for, trata-se de orgulho, e
nós sabemos que Deus se opõe aos soberbos (Tg 4.6).
Todo cristão verdadeiro almeja a humildade que
brota do evangelho. Nenhum de nós deseja permanecer onde está – queremos ser
transformados à semelhança de Cristo. Os cristãos não desejam desobedecer a
Deus e entristecer o Espírito Santo. Além disso, não é divertido ser consumido
por aquilo que você acha que a outra pessoa pensa.
Você já notou que é somente no
evangelho de Jesus Cristo que o veredito é dado antes de desempenharmos nossas
ações? [… ] No cristianismo, o veredito leva ao desempenho. Não é o desempenho
que leva ao veredito. No cristianismo, no momento em que cremos, Deus afirma:
“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Vejamos também Romanos 8.1 que
diz: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.
No cristianismo, assim que cremos, Deus nos imputa as ações perfeitas de
Cristo, seu desempenho, como se fossem nossas e nos adota como filhos. Ou seja,
Deus pode nos dizer exatamente o que disse a Cristo: “Tu és o meu Filho amado,
em ti me comprazo” .
O veredito do “muito bem” está dado, e, como
resultado, você e eu damos início à corrida da fé, despojando-nos do julgamento
e do medo do homem. Mesmo, lamentavelmente, fracassando no futuro,
esforçamo-nos ainda assim. Afinal, o “muito bem” de Deus motiva e inspira uma
vida consagrada para a sua glória.
Eu gostaria de poder dizer que a luta contra o medo
do homem e contra a tentação de julgar as outras pessoas é fácil, mas não é. No
entanto, podemos estar certos de que Deus realmente completará a boa obra que
começou em nós (Fp 1.6). Trata-se de uma caminhada de fé, uma corrida em
direção à linha de chegada, a qual nos fará passar da luta contra o pecado e
contra a tentação para a glória.
Um dia, nós estaremos com o nosso Salvador,
adorando a ele por toda a eternidade. Nunca mais adoraremos o ídolo do homem.
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