9 Saibam, portanto, que o Senhor, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos.
10 coisas para lembrar quando ler a Bíblia.
(Continuação...)
6. A Bíblia é teor referente.
Ela não apenas tem Deus como o seu
autor, mas em um sentido fundamental ela fala sobre Deus como o seu assunto
principal. Ela faz isso até mesmo nas passagens históricas que não mencionam
Deus diretamente, pois a história que ela narra é a história governada por
Deus.
7. A Bíblia é cristocêntrica.
Os pactos mediam a presença de Deus
para nós, e no coração deles está Cristo, que é o único mediador
entre Deus e os homens (1Tm 2.5). Cristo, como o servo vindo do Senhor, é
virtualmente identificado com o pacto em Isaías 42.6 e 49.8. Em Lucas 24, Jesus
ensina aos apóstolos que todas as Escrituras do Antigo Testamento são acerca
dele e sua obra (Lc 24.-25-27, 44-49).
Entender como o Antigo Testamento
fala acerca de Cristo é desafiador, mas em virtude do ensino de Jesus isso não
pode ser evitado. Felizmente, temos o Novo Testamento para nos socorrer. Ele
contém não apenas os ensinos que nos ajudam a entender o Antigo Testamento como
um todo, mas muitas citações do Antigo Testamento que ilustram as
reivindicações de Jesus em Lucas 24.
8. A Bíblia é orientada para a
história da redenção.
Deus determinou os livros da Bíblia a
serem escritos ao longo de séculos. A linguagem posterior de Deus baseia-se na
sua linguagem anterior, e mais adiante revela o significado do seu plano para a
história. A redenção de Deus assume lugar na história. O cristianismo não é
meramente uma filosofia religiosa, um conjunto de verdades gerais sobre Deus e
sobre o mundo. Em seu coração está o evangelho, as boas-novas de que Cristo
veio, viveu, morreu e ressurgiu da morte, e agora vive a interceder por nós.
Deus executou a nossa salvação ao vir na pessoa de Cristo e ao agir no tempo e
no espaço. A mensagem do que ele fez agora segue para as nações (Mt 28.18-20;
At 1.8).
9. A primeira e segunda vindas de
Cristo são centrais à história.
A obra da redenção de Deus chegou ao
clímax na obra de Cristo na terra, especialmente em sua crucificação, morte,
ressurreição e ascensão. Cristo agora reina à mão direita do Pai (Ef 1.20-21).
Ansiamos pela consumação futura da redenção, quando Cristo retornar.
10. A obra divina da redenção entrelaça palavra e ato.
Vemos isso se entrelaçando até mesmo durante a sua obra da criação:
Palavra: Deus diz, “haja luz”.
Ato: e houve luz.
Palavra: E viu Deus que a luz era boa (Gn 1.3-4).
Palavra: “Façamos o homem à nossa imagem”.
Ato: então criou Deus o homem à sua própria imagem.
Palavra: e disse-lhes Deus: “Sede fecundos e multiplicai-vos” (Gn
1.26-28).
Da mesma forma, as palavras de Jesus interpretam seus atos, e
vice-versa:
Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; mas, se faço, e não
me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está
em mim, e eu estou no Pai (Jo 10.37-38).
No livro de Atos, os milagres e crescimento da igreja ajudaram os
incrédulos a compreender as implicações do ensino apostólico, e vice-versa:
Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As
multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os
sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam
gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados (At 8.5-7).
Adaptado do livro Reading the Word of God in the Presence of God: A Handbook for Biblical
Interpretation, de Vern Poythress.
TOME POSSE DA PALAVRA DIVINA E SIGA EM FRENTE!
DEUS SEJA CONTIGO, HOJE E SEMPRE.
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