45 Assim está escrito: “O primeiro homem, Adão, tornou-se um ser vivente” [35]; o último Adão, espírito vivificante.
Jesus é o cabeça de seus eleitos. Em Adão, cada
herdeiro de carne e sangue tem um interesse pessoal porque ele é o cabeça da
aliança e o representante da raça considerada sob a lei das obras.
Sob a lei da
graça, toda alma redimida está em união com o Senhor, visto que Ele é o Segundo
Adão, o fiador e substituto de todos os eleitos na nova aliança de amor. O
apóstolo Paulo disse que Levi estava nos lombos em Abraão, quando Melquisede
que saiu-lhe ao encontro. É uma verdade segura que o cristão estava em Jesus, o
Mediador, quando, na eternidade, a aliança da graça foi decretada, ratificada e
assegurada para sempre.
Por conseguinte, tudo o que Cristo fez, Ele o fez por
todo o corpo de sua igreja. Fomos crucificados e sepultados nEle (Colossenses 2.12). E, para tornar isso ainda mais maravilhoso, fomos
ressuscitados e assentados com Ele nos lugares celestiais (Efésios 2.6).
Assim, a igreja cumpriu a Lei e se tornou aceita no Amado. Portanto, ela é
contemplada com misericórdia pelo justo Deus, pois Ele a vê em Jesus e não
como se estivesse separada do Cabeça da aliança.
Como o Redentor ungido de
Israel, Jesus Cristo não tem nada distinto de sua igreja. Tudo o que Ele
possui, Ele o possui para ela. A justiça de Adão seria nossa desde que ele a
mantivesse, e o pecado dele tornou-se nosso no momento que ele pecou.
Da mesma
forma, tudo o que o Segundo Adão é ou tudo o que Ele faz nos pertence, visto
que Ele é nosso representante. Eis o fundamento da aliança da graça. Este
gracioso sistema de representação e substituição -que fez Justin Martyn clamar:
“Ó bendita mudança, ó doce troca!” -é a base do evangelho de nossa salvação, e
deve ser recebido com forte fé e alegria arrebatadora.
TOME POSSE DA PALAVRA DIVINA E SIGA EM FRENTE!
DEUS SEJA CONTIGO, HOJE E SEMPRE.
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