terça-feira, 31 de maio de 2022

Vivendo Juntos.

 Você pode fazer mais amigos em dois meses se interessando por outras pessoas do que em dois anos tentando fazer com que outros se interessem por você. — Dale Carnegie


Atos 2 descreve uma comunidade: Eles comiam juntos, oravam juntos e tinham ótimos momentos juntos. A maioria dos dias era preenchida de temor e admiração de como Deus estava se movendo em seu meio. A generosidade corria em suas veias conforme eles compartilhavam tudo que tinham com quem quer que estivesse em necessidade. Eles passaram tempo juntos todos os dias e adoraram a Deus com todo o seu coração. E todos os dias eles recebiam novas pessoas em sua fé.


Isso sim é ter uma comunidade.


Nossas vidas ocupadas talvez não nos permitam ter uma comunidade como aquelas que, frequentemente, a Bíblia nos relata, mas nós definitivamente podemos experimentar todas as mesmas coisas que eles experimentaram. E nós deveríamos. Nós nunca fomos destinados a “voar sozinhos” nesta terra.


Viver a vida juntos pode se parecer com isso:


  • Compartilhar uma refeição — formal ou informal

  • Estudar e discutir a Bíblia

  • Fazer exercícios juntos.

  • Colaborar financeiramente para ajudar nas necessidades de uma família.

  • Estar presente em um jogo de futebol do filho de um amigo.

  • Fazer as perguntas difíceis.

  • Limpar a casa de um amigo depois da morte de um familiar.

  • Enviar uma mensagem de encorajamento a um amigo depois de um dia difícil.

  • Oferecer um abraço tão necessário a um amigo ferido.

  • Tomar a ceia quando nos lembramos do sacrifício de Cristo.

  • Viajar juntos.

  • Orar por horas e horas por uma necessidade específica.

  • Rir muito até chorar.

  • Celebrar feriados juntos.

  • Aparecer no pronto-socorro quando o filho de um amigo sofre um acidente de carro.

  • Celebrar juntos o casamento da filha de um amigo.


São todas estas coisas e mais. Quando tivemos uma comunidade, não podemos ir embora quando as coisas ficarem desconfortáveis ou inconvenientes. Por que irá chegar a isso em algum ponto. Uma comunidade atravessa as adversidades e dificuldades. Uma comunidade se mantém no caminho e acredita no melhor.


Nós não podemos apenas visitar um pequeno grupo que não parece adequado e presumir que comunidade é algo que não está ao nosso alcance. Pois está! Nós apenas temos de continuar tentando encontrar pessoas com as quais queremos viver. As pessoas que queremos conosco através dos diferentes terrenos que a vida põe em nosso caminho — e as pessoas com as quais queremos caminhar nos seus altos e baixos.


Uma comunidade pode ser tão rica e profunda quanto nós a fizermos. Se nós desejamos isto, devemos fazer o esforço para ter. Relacionamentos piedosos, centrados em Cristo são confusos porque as pessoas são uma bagunça. Comunidades como esta levam tempo para serem cultivadas.

LEIA:

At 2:42-47


segunda-feira, 30 de maio de 2022

Procure a unidade.

 

Os crentes nunca são instruídos a se tornar um; nós já somos um e devemos agir assim. — Joni Eareckson Tada 


Como seguidores de Cristo, a unidade é importante porque o objetivo dela é a glória de Deus. Para ter uma "mentalidade semelhante", nossa comunidade deve ter o mesmo manual pelo qual vivemos: a Bíblia. Quando a Bíblia é o modelo para nossas vidas, podemos viver em união com outros crentes.


Mas nem sempre é fácil. Existem muitos grupos na comunidade cristã que pensam que o jeito deles e a interpretação deles é o único caminho. Nos incomodamos com a menor das coisas e depois nos incomodamos ainda mais quando outros não sentem o mesmo sobre essas pequenas coisas. Para encontrar um terreno comum como seguidores de Cristo, aqui estão algumas maneiras de buscar a unidade:


Comece por você mesmo.  

O pastor Craig Groeschel diz: "Julgamos os outros por suas ações, enquanto nos julgamos por nossas intenções." É tão natural concentrar-se nas deficiências de outras pessoas enquanto negligenciamos nossas próprias deficiências. Por causa disso, a desunião está acesa em nossos corações. Se passássemos mais tempo mostrando a mesma graça para os outros que mostramos a nós mesmos, experimentaríamos mais unidade com aqueles com quem não concordamos totalmente.


Ame acima de tudo. 

Quando questionado sobre o mandamento mais importante, Jesus respondeu que existem dois: ame ao Senhor e ame o próximo. Nos dias em que nos sentimos aborrecidos e sentindo qualquer outra coisa, menos amor, por um companheiro seguidor de Cristo, devemos sempre voltar a amar. Temos que lembrar que não somos inimigos uns dos outros. 


Conecte-se, não entre em conflito. 

Sempre podemos encontrar alguém com quem não concordamos. O que é mais desafiador é focar no que concordamos. A mensagem do Evangelho é simples: Deus enviou Seu filho à Terra para morrer em uma cruz para cobrir nossos pecados. Quando aceitamos esse dom gratuito da salvação, podemos passar a eternidade com Deus. Que ponto de unidade! Se nos encontrarmos discutindo sobre doutrinas menores, entregamos a Satanás uma medalha de ouro. 


A unidade é fundamental para a comunidade de ideias semelhantes com outros seguidores de Cristo. Não precisamos concordar em tudo, mas devemos nos esforçar para conectar e amar acima de tudo. Se todos nós fixarmos nossos olhos em Jesus, permitirmos que Ele nos guie completamente e recebermos a convicção de Seu Espírito de bom grado, a unidade estará ao nosso alcance.

LEIA:

Mt 22:37-39 / Rm 12:18 / 1Pe 3:8


domingo, 29 de maio de 2022

Por que precisamos de comunidade?

 E se nós nos relacionássemos melhor? — Andy Stanley 


Desde o inicio da criação, estar sozinho nunca foi o plano. Então, Deus fez algo a respeito criando a amizade para os humanos.  

É ai que a comunidade entra.

Então, o que é comunidade? Como seguidores de Cristo, comunidade é ter relacionamentos significativos onde nós vivemos juntos, compartilhando, encorajando, servindo, perdoando e seguindo fielmente a Deus.


Comunidade é onde nós podemos ser nós mesmos com outros. É nosso lugar seguro; o lugar onde podemos compartilhar nossas maiores conquistas e alegrias como também nossos momentos sombrios e nossas falhas. É onde aparecemos nas vidas uns dos outros para o magnifico e para o banal. É conhecer e ser conhecido profundamente. É buscar a Deus e crescer na nossa melhor versão para Sua glória. É lutar a boa luta e ajudar aqueles ao nosso redor à lutar também.


A Bíblia é clara em tantas coisas, e uma delas é que devemos amar uns aos outros. Existem 59 versículos no Novo Testamento que nos falam como tratar o próximo. Aqui estão vários dos aos outros para os quais somos chamados:


  • Servir uns aos outros (Gálatas 5:13)

  • Honrar uns aos outros (Filipenses 2:3)

  • Encorajar uns aos outros (Hebreus 3:13)

  • Orar uns pelos outros (Tiago 5:16)

  • Instruir uns aos outros (Romanos 15:14)

  • Perdoar uns aos outros (Efésios 4:32)

Não podemos fazer nada uns aos outros se estivermos vivendo em solidão. Não apenas isso, mas nós iremos sentir a dor do vazio que só relacionamentos divinos preenchem. Quando escolhemos nos alienar dos outros, relacionar-se uns com os outros está fora de alcance. Nós vamos perder a riqueza que um relacionamento profundo pode oferecer aos outros e a nós.


Nos próximos seis dias deste plano de leitura, vamos nos debruçar sobre o que é uma comunidade e como implementá-las enriquece nossos relacionamentos.

LEIA:

Gn 2:18 / Jo 13:34-35 / 1Jo 3:23 / Gn 1:1-12

sábado, 28 de maio de 2022

A vida do homem do reino.

 

Se você for um homem problemático, contribuirá para que sua família também o seja. Se sua igreja for problemática, contribuirá para que sua comunidade também o seja. Se seu país for problemático, contribuirá para que o mundo também o seja. Logo, a única maneira de ter um mundo melhor é se tornando um homem melhor. 

Você se torna um homem melhor quando se alinha sob o pleno governo de Deus em todas as áreas de sua vida. Isso é feito por meio da escolha de não ser um mero homem, mas, sim, um homem do reino. Trata-se de escolher ser o homem que Davi descreveu em uma passagem que, para mim, constitui o marco da masculinidade, o salmo 128

Nesse salmo, Davi explica como é a vida do homem do reino. Começa com a vida pessoal do homem que teme ao Senhor: “Como é feliz aquele que teme o Senhor, que anda em seus caminhos! Você desfrutará o fruto de seu trabalho; será feliz e próspero” e prossegue para a vida familiar do homem do reino: “Sua esposa será como videira frutífera que floresce em seu lar. Seus filhos serão como brotos de oliveiras ao redor de sua mesa”.

Em seguida, Davi fala sobre o homem do reino em relação à igreja: “Que o Senhor o abençoe desde Sião” e, por fim, conclui com o homem do reino e sua comunidade, incluindo seu legado e também a sociedade em termos mais gerais: “Que você veja a prosperidade de Jerusalém enquanto viver. Que você viva para ver seus netos. Que Israel tenha paz!” (128.1-3, 5-6).

Nessa passagem compacta, porém abrangente, Davi abarca todos os componentes de um homem do reino. 

O Rei recompensa aqueles que o temem. Garanto que o temor a Deus o levará ao local onde você desfrutará a bênção da vida plena que Cristo lhe prometeu. Ali seu destino se cumprirá plenamente.

LEIA:

Sl 128:1-6


sexta-feira, 27 de maio de 2022

O que realmente significa ser o cabeça.

 

Paulo escreveu em 1Coríntios 11.3: “Quero que saibam de uma coisa: o cabeça de todo homem é Cristo, o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus” . Não dá para ser mais básico que isso. Cristo é o cabeça de todo homem. O homem é o cabeça de uma mulher. E Deus é o cabeça de Cristo.

O conceito de “cabeça” vai muito além de meramente delinear uma autoridade. A ideia de ser cabeça inclui provisão, proteção e responsabilidade. Homem, quando você lidera bem, não é necessário pressionar, exigir ou repreender para que a mulher cumpra o papel dela dentro da família. Quando a mulher se sente segura por saber que pode ter você como o cabeça, ela responde a você.

O problema nos casamentos atuais não é a falta de mulheres que queiram ser submissas. O problema é que temos homens demais que não querem ser submissos a Jesus Cristo. Não se surpreenda se sua mulher não estiver seguindo sua liderança, caso você não esteja seguindo a liderança de Cristo. Se você não se submete aberta e ativamente à liderança de Cristo, não pode reclamar que sua mulher se comporta de modo idêntico em relação a você.

Quando você é um homem do reino submisso à liderança de Jesus Cristo, recebe os benefícios de tê-lo como representante perante Deus no céu. Você obtém o que ele recebe por “procuração”, e os que estão sob sua liderança recebem essas coisas também.

LEIA:

Ef 5:25-33 / 


quinta-feira, 26 de maio de 2022

Prepare-se para o impacto.


Muitos homens não estão alinhados com Deus porque derivam sua definição de masculinidade de fontes inadequadas, incluindo a mídia, homens influentes em sua vida e o lar no qual cresceram. Mas há muito mais em ser homem do que essas fontes afirmam. 

Homem, nós servimos a um reino. Deus é nosso Rei. Cristo é nosso cabeça, nosso líder. E ele nos pediu que permaneçamos firmes em nossos postos. Ele nos pediu que prestemos lealdade completa à ordem de Cristo por meio de sua liderança em nossa vida, seja qual for o custo. É nossa responsabilidade garantir que os que estão sob os nossos cuidados – os que dependem de nós dentro de nossa esfera de influência – tenham todas as oportunidades de receber proteção, provisão e segurança. 

Você, homem do reino, não é desta terra. As Escrituras deixam claro que você se sentou com Cristo “nos domínios celestiais” (Ef 2.6, NVT). E, por causa disso, opera de acordo com um conjunto de regras sustentado pela autoridade de um reino que, usada da maneira correta, tem poder para transformar sua existência comum em uma vida extraordinária.

Ser um homem do reino é mais que ser um ótimo jogador de futebol, um líder comunitário de sucesso ou um empresário rico. Ser um homem do reino é alinhar-se sob a liderança e o senhorio de Jesus para ter total acesso ao poder e à autoridade do próprio Cristo, impactando e influenciando positivamente tudo e todos dentro de sua esfera.

LEIA:

Is 3:12-15 / Ef  2:4-7

quarta-feira, 25 de maio de 2022

O poder de um homem de verdade.

 

Certo homem do Antigo Testamento acreditava em seu destino de grandeza, apesar das circunstâncias parecerem voltar-se todas contra ele. O livro de Juízes diz: “Depois de Eúde, Sangar, filho de Anate, libertou Israel” (Jz 3.31).

Sangar não era militar, nem político. Contudo, o mais importante que temos a aprender com a vida desse homem é que ele não esperou as coisas ficarem “fáceis” para fazer algo em prol de sua nação. Ele não esperou se tornar grande para fazer algo grande. 

A primeira lição sobre o poder de um homem de verdade é parar de dar desculpas. Em vez de reclamar que ainda não foi promovido ou que não tem todos os recursos que sente necessitar, descubra o que pode fazer agora mesmo e faça. 

Há outra lição que podemos extrair da vida de Sangar. Ele era conhecido como filho de Anate, ou seja, a etimologia da família estava relacionada à deusa cananeia da guerra. Contudo, embora Sangar não viesse da linhagem certa, ele agiu como juiz hebreu antes de ser instituído nessa posição. E você deve fazer o mesmo. Não importa de onde você vem, as limitações que enfrenta ou as pessoas em meio às quais nasceu – Deus pode torná-lo grande.

Homem, para que avancemos dentro do lar, da igreja, da comunidade e da nação, não podemos ser fracos de coração. É preciso que sejamos homens de coragem.

LEIA:

Jz 3:31 / Jz 5:6 / Jz 21:25


terça-feira, 24 de maio de 2022

O chamado do homem para a grandeza.

 Os homens querem ser grandes. Eu admito isso. E aposto que você também quer ser.

O que pode surpreendê-lo é que, ao contrário do que ouvimos com frequência nos ensinos bíblicos sobre humildade e serviço, Deus não só quer que você seja grande no reino dele, como também o destinou para isso.

A grandeza é a maximização do seu potencial para a glória de Deus e para o bem dos outros. O apóstolo Paulo incentivou as pessoas que estavam sob sua influência quando orientou a igreja de Tessalônica a fim de que fizesse “ainda mais” (1Ts 4.1). Insistiu que os cristãos de Corinto sempre trabalhassem para o Senhor “com entusiasmo” (1Co 15.58) e buscassem a grandeza em tudo o que fizessem, uma vez que todas as suas obras eram “para a glória de Deus” (10.31).

Homem, meu desejo é que você experimente essa verdade. Jesus não diminuiu a necessidade do homem por grandeza; apenas definiu como obtê-la, a saber, pelo serviço: “Entre vocês, porém, será diferente” (Mt 20.26-27). A verdadeira grandeza tem foco externo e é voltada para os outros. Não se trata de dominação, mas de domínio que beneficia as pessoas ao redor.

Jesus disse que, se você crer nele, fará obras maiores que as dele. Não afirmou que talvez você possa fazê-las. Também não alegou que você seria capaz disso. Ele disse que, se você crer, as fará. Pode ter certeza.

LEIA:

Mt 20:20-28


segunda-feira, 23 de maio de 2022

O conceito de homem do reino.

 


A pergunta em pauta ao começarmos a jornada para tornar-nos homens do reino é: “Como viemos parar aqui?”. Como é que acabamos nos afogando em um mar de tantos homens irresponsáveis?

Qualquer discussão sobre o papel, o propósito e a liderança de um homem deve começar com Adão. A teologia da responsabilidade masculina baseada na ordem da criação e na responsabilidade que Deus conferiu ao homem é levada do Antigo para o Novo Testamento e até para a era da igreja. O motivo de não conseguirmos encontrar homens em seu posto hoje é o mesmo de quando Deus caminhou pelo jardim muito tempo atrás, dizendo a Adão: “Onde você está?” (Gn 3.9).

Eis o motivo: os homens têm interpretado erroneamente seu papel de governar e dirigir como homens do reino.

O conceito bíblico de domínio ou governo não é uma ditadura, nem uma postura de dominação. Em vez disso, implica exercer autoridade legítima sob o senhorio de Jesus Cristo. O reino de Deus corresponde a seu pleno governo sobre toda a criação. O propósito do Senhor é promover o reino e, ao fazê-lo, revelar sua glória. Os súditos de Deus foram colocados aqui na terra para cumprir seu objetivo. 

Logo, o homem do reino pode ser definido como aquele que se posiciona e atua de acordo com o pleno domínio de Deus sobre cada área de sua vida.  

LEIA:

Gn 1:26-31


domingo, 22 de maio de 2022

O clamor por homens do reino.

 

Se você ouvir com cuidado, pode ser que escute o clamor por homens do reino. É possível ouvi-lo no caos da cultura, levantando-se nos lares, nas escolas, nos bairros, nas comunidades e até mesmo em cada alma abalada e afetada pela ausência de homens do reino. Nunca nossa nação e nosso mundo estiveram tão próximos do precipício da adversidade, em necessidade tão tremenda de homens que respondam ao chamado para governar bem.

Ouça.

Está por toda parte. Ecoa alto. A cada batida do coração de crianças que nascem ou crescem sem pai, a cada sonho feminino afogado por um homem irresponsável ou negligente, a cada esperança que evapora por circunstâncias confusas, a cada alma solitária de mulher solteira em busca de um homem digno com quem possa se casar, e a cada templo e comunidade desprovidos de contribuições masculinas significativas.

É um clamor por homens do reino.

Por ser um homem do reino, você foi chamado pelo céu para representar o Rei. E, como representante do Rei, seu propósito é muito mais elevado do que meramente o pessoal e impacta uma esfera bem mais ampla do que qualquer outra que possa conhecer.

O Rei deu a você um livro de regras pelo qual se pautar. Quando você lidera de acordo com aquilo que o Senhor diz em sua Palavra, o próprio Deus o apoiará com a autoridade de que você necessita para colocá-la em prática. 

Quando Deus busca um homem para fazer seu reino avançar, ele chama seu nome?

LEIA:

Mt 13:44-51

sábado, 21 de maio de 2022

Sobre Segundas Chances (IV).

 Lembra-se o que Pedro fazia antes de seguir a Jesus? Ela era pescador… e após todos estes acontecimento, onde o encontramos? Veja:


"Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado “o Gêmeo”; Natanael, que era de Caná da Galileia; os filhos de Zebedeu... Simão Pedro disse aos outros: — Eu vou pescar. — Nós também vamos pescar com você! — disseram eles..." (Jo 21.2-3)


Pedro volta a pescar! Obviamente não há mal algum nisso, mas é interessante como Pedro age após o fracasso: volta à antiga vida! Tenha em mente que Jesus já havia ressuscitado e aparecido a eles, mas de algum modo, isso parece não motivar a Pedro a perseverar e a pregar a ressurreição do Mestre. Observe como o fracasso tem o poder de, mesmo presenciando um milagre, nos deixar abatidos e derrotados. É impressionante como ficamos insensíveis às Boas Novas quando estamos assim…


Então a intervenção divina acontece… quando algumas das mulheres que haviam se tornado discípulas de Jesus vão ao sepulcro, encontram dois anjos que, proclamando a ressurreição de Jesus, mandam um recado aos discípulos:


"Agora vão e deem este recado a Pedro e aos outros discípulos: “Ele vai adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês vão vê-lo, como ele mesmo disse.”" (Mc 16.7)


Viu a ênfase ali? Havia um recado especial a ele, e o milagre estava prestes a acontecer.


Deixe agora que o texto fale por si… acompanhe:


"Então Jesus perguntou: — Moços, vocês pescaram alguma coisa? — Nada! — responderam eles. — Joguem a rede do lado direito do barco, que vocês acharão peixe! — disse Jesus. Eles jogaram a rede e logo depois já não conseguiam puxá-la para dentro do barco, por causa da grande quantidade de peixes que havia nela. Aí o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: — É o Senhor Jesus! Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a capa, pois havia tirado a roupa, e se jogou na água. Os outros discípulos foram no barco, puxando a rede com os peixes, pois estavam somente a uns cem metros da praia. Quando saíram do barco, viram ali uma pequena fogueira, com alguns peixes em cima das brasas. E também havia pão." (Jo 21.5-9)


Impressionante! Os mesmos elementos encontrados na ocasião da negação de Pedro: uma fogueira, uma roda de pessoas… e Jesus! Agora Ele estava ali… e o final do diálogo com Pedro é segue-me (v.19).


Uma segunda chance.


Não é todo dia que você ganha uma segunda chance, e Pedro sabia disso. Quando soube que era Jesus, mergulhou nas águas frias do Tiberíades e não apenas nadou até a praia, mas entregou-se de tal maneira que marchou valentemente até Roma, pregando o Evangelho e morrendo crucificado de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer como o Mestre.


Uma segunda chance.


Não é todo dia que você encontra alguém que lhe dê uma segunda chance. Muito menos alguém que faça isso todos os dias…


…mas em Cristo encontramos ambas as pessoas!

  LEIA:

1 Jo 1:9 / 2 Pe 3:9  

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Sobre Segundas Chances (III).

 Em seguida, com Jesus já preso, encontramos Pedro ao lado de João dentro do pátio da casa de Caifás:

"Quando acenderam uma fogueira no meio do pátio, Pedro foi e sentou-se com os que estavam em volta do fogo." (Lc 22.55)

Os acontecimentos então se desenrolam de uma forma dramática. Por três vezes as pessoas ali presentes apontam para Pedro, dizendo que ele era um dos discípulos. E em todas elas, Pedro nega a afirmação, chegando mesmo a amaldiçoar-se!

"Juro que não conheço esse homem de quem vocês estão falando! Que Deus me castigue se não estou dizendo a verdade!" (Mc 14.71).

O golpe final veio quando, após negar ser um dos discípulos pela terceira vez, seus olhos encontram os de Jesus:


"Então o Senhor virou-se e olhou firme para Pedro, e ele lembrou das palavras que o Senhor lhe tinha dito: “Hoje, antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.” Então Pedro saiu dali e chorou amargamente." (Lc 22.61-62).


O texto grego aqui usa a expressão pikros (πικρός) que traz a ideia de uma dor aguda, dura e fatal. O que você sentiria no lugar de Pedro? Talvez você não se veja desta forma, mas quantas vezes fracassamos naquilo que garganteamos como vitória? Como Pedro, batemos no peito e dizemos: “pode deixar comigo. Eu nunca vou fazer isso… ou voltar àquele lugar… ou falhar com você novamente… foi a última vez…”  e os discursos são os mais variados, porém a tônica é a mesma. Somos confrontados com nossas próprias palavras, e a realidade às vezes é dura demais.


Tão dura que nos faz querer voltar atrás… desistir de tudo e aceitar a derrota. É interessante analisar as derrotas que sofremos. Somos derrotados pelo tempo, por pessoas, situações… mas a pior de todas é quando o inimigo somos nós. Aqui a força de muitos desaba, e com Pedro foi assim.


Como você está hoje? Há algum obstáculo que o impede de acessar a graça de Deus?

LEIA:

Jonas 2:1-3 / Lm 3:21-23

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Sobre Segundas Chances (II).


 Um dos apóstolos de Jesus, Pedro, sabe muito bem o que é ter uma segunda chance. Seu temperamento impetuoso o tornou um dos principais apóstolos, fazendo parte do círculo mais íntimo de Cristo. Momentos antes de Sua prisão, Jesus revela a seus discípulos que eles iriam o abandonar e mais tarde, após a ressurreição, os encontraria. E quem toma a palavra? Pedro, que afirma:

"...eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem!" (Mc 14.29)

Podemos imaginar Pedro batendo no peito afirmando estas palavras: “Jesus, eu não sei dos outros, mas pode contar comigo! Eu nunca vou te deixar…”.


Fazemos isso, não? Com mais frequência do que gostaríamos de reconhecer. Julgamos os outros a partir de um ponto de vista (nosso ou externo) e, comparando-nos com os outros, dizemos: “Eu não seria capaz de fazer isso, ou falar aquilo, ou agir assim… sou bom demais, Jesus! Eu tenho a força e a vontade para me manter firme. Nunca vou vacilar…”.  

Afinal de contas, sempre há alguém pior do que nós…

Você já se sentiu assim? Blindado contra o fracasso, autoconfiante - certo de sua capacidade?

Então acontece o tropeço. Falhamos miseravelmente em nossa atitude. 

Tropeçamos em nossa própria bravata.

LEIA:

Ec 3:1 / 1 Tm 1:15-17

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Sobre Segundas Chances (I).

 

Não existem muitas segundas chances por aí. No mundo atual, impera a necessidade do “hoje” e do “agora” característicos da geração fast-food. As pessoas não tem mais paciência, e a arte de esperar há muito parece ter sido esquecida.

Quantas vezes passamos por isso? Quando fomos deixados de lado na escolha do time da escola, quando fomos trocados por alguém mais novo, mais forte, mais rápido… ou talvez por motivos que nos são desconhecidos. O fato é que enfrentamos situações assim: toda nossa esperança parece se esvair pelos nosso dedos. Não há luz no fim do túnel e nenhuma opção parece ser viável.

O que fazer? Existe algo em que possamos depositar nosso coração?

Existe a possibilidade de recomeçar?

Dentre tantas preciosidades existentes nas Escrituras, há uma que deve sempre estar diante de nós:

“…Agora faço novas todas as coisas!…”  (Ap 21.5)

Isso não é reconfortante? Saber que nossos fracassos não são fatais, e que onde há ruínas uma nova vida pode brotar?

Quais são as segundas chances que você precisa hoje?

LEIA:

Mt 18:21-22 / Ap 21:5

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Mude a Narrativa.

 

Falando de forma genérica, cristãos tendem a ser melhores protetores do que propagadores do Evangelho. Levantamos muros cada vez mais altos para defender nossa fé, em vez de melhorar nossas habilidades com as escrituras, escolhemos ficar provando e argumentando para proteger a nossa fé, em vez de sermos defensores da liberdade. Infelizmente, nossas atitudes tem feito as pessoas arregalarem seus olhos assustadas, em vez de despertar a curiosidade, fazendo com que sejamos rotulados como hipócritas, segregadores e famintos por poder. Mas as coisas não precisam continuar assim; cada um de nós tem a habilidade de ser um representante de Jesus, expressando para as pessoas ao nosso redor a verdadeira mensagem da liberdade!

Quando a mensagem de Jesus continuamente mostra quem você é, sua vida se torna uma narrativa inspirada na graça, apontando as pessoas para Cristo. Narrativa é uma coisa poderosa. Ela ajuda as pessoas a terem noção de suas vidas e do mundo ao seu redor. Ela tem uma forma de fazer com que as pessoas encontrem significado.

Você pode usar a narrativa para compartilhar a sua fé e ajudar as pessoas a experimentarem a liberdade. Você é uma pessoa perdoada vivendo num mundo quebrado, cheio de narrativas distorcidas e tudo o que você precisa fazer é mudar a narrativa.

Aqui vão 3 narrativas que vale a pena viver, inspiradas por Rick McKinley em seu livro "Fé para Este Momento" (Faith For This Moment)...

1. A Narrativa do Descanso — A ideia de um descanso sabático vai contra o ritmo da sociedade. O descanso é algo que faz parte do ritmo de Deus, da graça que nos reorienta para o que é verdadeiramente importante. Em um mundo que está rapidamente entrando numa espiral fora de controle, podemos poderosamente mostrar como o descanso é um presente que Deus nos deu para manter nossas vidas nos eixos.

2. A Narrativa da Hospitalidade — Hospitalidade é o centro do Evangelho. Ela desafia a construção social porque não tem laços econômicos ou sociais. Ela diz que cada pessoa importa e que todos merecem um assento na mesa de Deus. Ela reconhece as duras realidades da vida, dando aquele passo além e se coloca no meio de toda a bagunça, com os braços abertos de amor. Quando praticamos a verdadeira hospitalidade, somos transformados por ela.

3. A Narrativa da Generosidade — As pessoas são movidas por generosidade. A sociedade não consegue entender isso. O dinheiro é um ídolo, então a generosidade é algo contra intuitivo para nossos valores culturais. A generosidade radical em uma cultura consumista é anormal, o que significa que a maioria das pessoas não estão fazendo isso. Quando Jesus muda nossos corações sobre os conceitos de dinheiro, tempo e recursos, não podemos fazer nada além de viver a narrativa da generosidade.

O próximo passo de Deus não será um movimento dentro da igreja. Será um movimento da igreja para a sociedade; reescrevendo as histórias da educação, saúde, negócios e vida. É hora de compartilhar com o mundo uma história melhor. Coletivamente, se nós podemos resgatar as narrativas da sociedade, podemos redimir a sociedade.

LEIA:

Mt 5:17/ Jo 8:31-36


quarta-feira, 11 de maio de 2022

Seus amigos enxergam a liberdade em você?

 

O que permeia as discussões e conversas da nossa geração é a liberdade de escolha. Seja por meio de protestos, redes sociais ou documentários na Netflix, as pessoas estão se posicionando a respeito de questões que elas acreditam e repensando crenças tradicionais. Como cristão, pode ser difícil saber quando e como participar dessas conversas. Enquanto alguns movimentos sociais valem à pena ser apoiados, outros são mais difíceis de se posicionar, deixando a maioria dos cristãos confusos e calados.

Uma vez que as emoções e identidades estão centradas em alguns dos debates sobre liberdade de escolha, se posicionar cuidadosamente é a chave para agir corretamente. Levantar argumentos agressivos, pode levar à relacionamentos machucados. Viver e amar de uma forma que demonstre a liberdade que você encontrou em Jesus faz com que as pessoas na sua vida, que estão procurando pela verdadeira liberdade, fiquem curiosas. Isso leva à oportunidades únicas para compartilhar a verdadeira razão por trás da sua esperança e paz.

Em Jesus, você é livre. Você não é mais escravo do pecado, do medo ou do mundo. Sua identidade é inabalável nEle. Você tem paz, alegria e esperança. Se isso não é "liberdade", então o que é?! Para quem vê de fora, a religião pode parecer um estilo de vida amarrado por regras. Mas apenas quando você tem um relacionamento com Jesus que você compreende que não é verdade. Jesus é a liberdade que a nossa geração está buscando.

Você foi restaurado com um propósito! Você foi restaurado para viver de forma que convide outras pessoas a conhecerem essa liberdade que você encontrou por meio de Jesus. A pergunta para você hoje é: como você está vivendo essa verdade? Seus amigos olham para você e conseguem ver a liberdade? Eles estão intrigados sobre a fonte dessa liberdade? Se não, o que você talvez precise mudar?

Peça ao Espírito Santo para te lembrar da verdadeira alegria da sua salvação hoje, porque se você acredita em seu coração que você é livre, você pode viver essa liberdade. Por meio da sua liberdade, Jesus pode trazer o amor para outras pessoas que ainda estão buscando.

LEIA:

Gl 5:1-15

terça-feira, 10 de maio de 2022

Restaurados com um Propósito...

 

O Evangelho é a mensagem sobre liberdade. Sabemos disso em primeira mão porque fomos libertos. Experimentamos a alegria da libertação. Estávamos mortos, mas agora estamos vivos. Estávamos perdidos, mas agora fomos encontrados.

Recebemos o presente da liberdade com o propósito de garantir que as outras pessoas também pudessem encontrar a liberdade. Se a missão de Deus é libertar o mundo, essa também deve ser a nossa missão. Nós também precisamos dar dignidade e lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Nós também devemos apresentar um novo estilo de vida livre da condenação do pecado. Nós também precisamos declarar as boas novas apresentando a cura para aqueles com os corações entristecidos e confortando os que estão cheios de dor. Fomos chamados para viver em liberdade e sermos defensores da liberdade.

Verdadeiros defensores não são revolucionários sem causa que lideram rebeliões em seu próprio nome. Em vez disso, são seguidores valentes, íntimos e fiéis de Jesus que estão lutando na autoridade do Espírito Santo. Eles têm confiança no seu chamado porque conhecem a liberdade que vem por meio da obediência a Deus.

Você foi restaurado para um propósito. Você foi restaurado para lutar pela liberdade e a pergunta é: você é um seguidor valente, íntimo e fiel de Jesus? Você conhece e usa a autoridade que você tem no Espírito Santo?

O avivamento não é apenas um instante num momento passageiro, mas um desejo avivado por uma verdadeira restauração. Você foi restaurado para declarar liberdade, para compartilhar um novo estilo de vida, para lutar pelo que você acredita, para trazer mudança e viver em missão, no nome de Jesus.

LEIA:

Ef 2:1-10  / 2Co 3:17

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Jesus, o maior defensor da Liberdade...

 

Você não pode negar que Jesus era marginalizado (calma, segue o meu raciocínio) – Ele nasceu no gueto e seu círculo próximo de amigos era formado por pessoas socialmente rejeitadas.

Um dos seus momentos mais brilhantes foi em Lucas 4:16-21, quando Ele casualmente anunciou num domingo, na igreja, que Ele era o cumprimento das profecias, quando foi ler os pergaminhos, Ele leu a seção de Isaías 61, e logo em seguida parou, entregou o pergaminho e anunciou com confiança: "Vocês acabaram de ouvir as Escrituras cumprindo a história. Elas acabaram de se tornar verdade nesse lugar.”

Tudo o que Jesus fazia era contra os maiorais da sociedade. Ele era um rei, mas mesmo assim se cercava de pessoas comuns. Ele falava sobre encontrar vida ao morrer para si mesmo e que para as pessoas se tornarem ricas, era necessário que elas doassem tudo o que tinham. Ele se posicionava a favor do que importava e a favor daqueles que não importavam para a sociedade. Ele fez o possível para quebrar as regras da religião, defendendo com vigor os valores e a dignidade das mulheres e crianças. Ele de fato lutou pela liberdade.

Suas ações e posicionamentos são desafiadores ainda hoje. Eles vão contra a natureza de cada um de nós, o que nos mantêm passivos e confortáveis. A verdadeira liberdade é encontrada quando vivemos livres do egoísmo – quando vivemos como Jesus viveu. A verdadeira liberdade só pode ser encontrada em Jesus.

LEIA:

Lc 4:16-21 / Is 61:1-11

domingo, 8 de maio de 2022

A Liberdade é para Todos...

 

Liberdade – todos são obcecados por ela. Você ouve sobre liberdade nas músicas, nos filmes e nas propagandas que te vendem a ideia de que você tem liberdade para comprar tudo o que quiser. Mas você realmente conhece a verdadeira liberdade?

Quando Jesus diz: "Conhecereis a verdade, e a verdade os libertará," em João 8:32, isso faz o seu coração bater mais forte? Você acredita nisso? Você vive essa liberdade? Para compreender a profundidade dessa declaração, você precisa entender a cultura, o tempo e o lugar em que Jesus estava quando Ele disse isso.

Naquele tempo, a religião judaica tinha mais de 600 regras e regulamentos que precisavam ser seguidos. E se essas regras fossem quebradas, tinham consequências. O povo judeu entendia que se uma regra fosse quebrada, era necessária uma punição e o sacrifício de um animal. Como judeu, Jesus nunca quebrou nenhuma dessas 600 regras e regulamentos! E isso fez com que Ele se tornasse a única pessoa que não precisou ser punida. Mesmo assim, Ele fez o maior sacrifício e suportou a pior punição: a morte.

Quando Jesus disse em Mateus 5:17, "Não pensem que eu vim para abolir a Lei ou os Profetas, Eu não vim para aboli-los, mas para cumpri-los," Ele está dizendo: "Eu vou cumprir a lei, me tornando o maior sacrifício para que ninguém mais faça o sacrifício de animais". Ele se tornou o cordeiro que foi sacrificado por nós. Para aquela época, essa era uma ação revolucionária e continua sendo até hoje.

Além disso, essa liberdade não é para um grupo selecionado de pessoas, é para toda a humanidade. É para você, para o seu vizinho e para o seu inimigo. É para qualquer pessoa que escolhe aceita-la.

A liberdade que você tem, não tem nada a ver com o que você fez para merecê-la, mas tem a ver com o que Jesus fez no seu lugar. Ele te deu a liberdade eterna e isso lhe custou a Sua própria vida. Ser realmente livre não significa apenas saber que Jesus te libertou, mas sim ter um relacionamento com Ele. Sua vida tem significado e propósito por causa de Jesus.

LEIA:

Mt 5:17 / Jo 8:31-36

sábado, 7 de maio de 2022

Esperança é ser Transformado...

 

Pode ser uma tentação desejar ser transformado segundo as imagens dominantes de nossa sociedade e pensar que é o evangelho — mais cativante, inteligente, competente, ambicioso, seguro. Com esforço, você pode realizar seu desejo, afinal, todos aqui são realizadores bem-sucedidos. Em última análise, porém, a transformação de nada adiantará, pois, na realidade, essa não é a razão de nossa vida. A transformação que conta consiste em aceitar nossa singularidade como criaturas de Deus.

Talvez a tentação com respeito à transformação seja a de imaginar que estou completamente sozinho e que, se é para acontecer uma transformação, terei de trabalhar nela; entram em cena dez ações para ter um corpo saudável, seis passos para sexo prazeroso e quatro disciplinas para prosperidade. Em oposição a toda essa autoajuda, estamos sendo transformados, até apesar de nós mesmos, porque Deus não desiste de nós.

Ou as tentações podem ser de desesperança, saber que em nossos lugares mais recônditos resistimos a mudanças, não queremos mudar, nunca mudaremos. 

A notícia é que estamos sendo transformados pelo poder de Deus, conquistados para o propósito de Deus por um poder ao qual nem nossa desesperança mais profunda é capaz de resistir.

LEIA:

1Pe 3:13-17


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Esperança é Praticar a Justiça...

 

A igreja é profundamente comprometida com a prática da justiça para com o próximo, que sabe que Deus tem amor especial pelo desvalorizado, pelo marginal, pelo improdutivo. Esse talvez seja o ensinamento mais radical na Bíblia, o de que os providos têm uma responsabilidade social para com os desprovidos. Claro que isso é caridade, e todos nós cremos em caridade. No entanto, Deuteronômio é lei, e isso é política social. É o programa assistencial que redistribui recursos com parcimônia para que todos possam viver. 

Claro que o mundo não tem a mínima preocupação com estrangeiros, viúvas e órfãos que constituem um risco social e uma inconveniência pública, ou com os refugiados, as mães que dependem de assistência do governo, os sem-terra e os vulneráveis. No entanto, a história da Bíblia foi escrita para que o cuidado de Deus por aqueles que não têm voz nem vez constitua o tema principal, tema que geralmente costuma ser deixado de fora por aqueles que falam um bocado sobre autoridade bíblica. 

É como se Jesus começasse cada reunião com a pergunta: “Há alguém aqui com mãos deformadas, alguma viúva, algum órfão, estrangeiro, leproso, cego, pobre, sem-teto? Venham à frente e receberão atenção restauradora”.

LEIA:

Dt 15:4-6

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Esperança é Andar com Jesus...


Jesus vira tudo de cabeça para baixo. Coisas são ocultadas daqueles que deveriam saber, exigem saber e fingem saber. E a verdade de Deus é dada desimpedidamente àqueles que não se esforçam para juntar todos os segredos. Portanto, diz Jesus, se você deseja conhecer os mistérios, está procurando no lugar errado, pois são os pequeninos que os conhecem.

Em meio à nossa busca por ortodoxia para nos certificar de que as pessoas creiam corretamente, ou por moralidade para nos certificar de que as pessoas ajam corretamente, ou por piedade para nos certificar de que as pessoas orem corretamente, os pequeninos sabem que esse Jesus é suficiente. É suficiente conhecer Jesus, pois nele entendemos como Deus é e como ele age. 

Para esse Jesus, a questão se resume a atos e cuidados em favor do próximo. Foi o que Jesus fez. Se você voltar o foco para ele, conhecerá o mistério do funcionamento da vida. Ele lhe será revelado, e você terá o suficiente para viver bem, com liberdade e responsabilidade. 

Portanto, a primeira conversa de Jesus, a conversa com Deus, é uma declaração a respeito de onde a fé deve ser radicada. Estar com Deus significa permanecer bem próximo dos caminhos simples, atenciosos e exigentes de Jesus.

LEIA:

Mt 11:25-30

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Esperança é Ter Fé...


Fé não é terna autogratificação cheia de mimos, que nos leva a colar a resposta para as perguntas difíceis. Antes, a fé proporciona um conjunto de convicções que nos ajuda a ver com clareza. 

A verdade não consiste em adotar uma porção de fatos ou teorias em nome de uma pretensa objetividade. Antes, a verdade é a forma genuína da realidade, antes de ser distorcida por nosso preconceito ou apreendida por nossa preocupação interesseira. De longa data, a igreja afirma que sua fé é um convite para ver o mundo de modo claro, completo e honesto.

Quando os discípulos pedem mais fé, ele responde que é preciso fé apenas do tamanho de um grão de mostarda. É preciso apenas um pouco: um pouco de fé, de confiança em Deus, de certeza da bondade de Deus, um pouco de disposição de permanecer em gratidão, e você exercerá impacto enorme sobre o mundo, rompendo os ciclos de destruição. 

Jesus falou de mover uma árvore, algo que nos parece imóvel, uma imensa árvore de ódio, uma montanha de raiva, um oceano de maus comportamentos, pois o poder da generosidade e da reconciliação é uma força moral surpreendente no mundo, um inesperado arroubo de encanto, e quebra as cadeias da mortalidade.

LEIA:

Mt 17:14-20