quinta-feira, 7 de julho de 2016

Quem dera se eu fosse rico!!!

DEUTERONÔMIO 29
5 “Durante os quarenta anos em que os conduzi pelo deserto”, disse ele, “nem as suas roupas, nem as sandálias dos seus pés se gastaram.

Quem dera se eu fosse rico!!!

Com certeza você já teve o devaneio de ser podre de rico antes, certo? Talvez já ouviu falar sobre a mais recente tecnologia bilionária que transformou um app em ouro ao vendê-lo para o Facebook ou para o Google. Ou talvez de loterias com seus prêmios acumulados em centenas de milhões ou o cara que fez um pequeno investimento na companhia certa na hora certa. Você ouviu falar sobre isso e pensou: “Quem dera se eu fosse rico. Eu sei o que faria com esse dinheiro”.
Se você teve esse devaneio, sem dúvidas você ponderou o que um cristão generoso poderia fazer com centenas de milhões de reais/ dólares/euros. Pense nos empreendimentos que ele poderia apoiar, nas igrejas que poderia construir, nos missionários que poderia sustentar. Dê asas à sua imaginação por alguns minutos e você poderia elaborar um plano para gastar cada cédula e cada centavo para o bem do Reino. E você o faria, certo?

Com toda probabilidade, você nunca será rico. Nunca terá centenas de milhões de reais/dólares/euros para alocar em um ministério ou outro. Nunca será alguém dividindo os seus bilhões antes de morrer. 

Mas você não precisa de um milhão ou um bilhão para saber o que faria com tanto dinheiro. Você pode simplesmente olhar para os seus atuais padrões e projetos daqui. Se você não está sendo dispendiosamente generoso com o pouco que tem agora, o que faz você pensar que ter mais faria toda a diferença assim, de uma hora para outra? 

Generosidade não diz respeito a quanto você tem, mas o que você faz com o pouco que tem. Não ao que você faria com mais, mas o que você realmente faz com o que possui.

Como você está usando a riqueza que Deus já lhe deu? Você é cuidadoso? Criativo? Generoso? Dá o suficiente para que faça a diferença para você e sua família (a tal ponto que você tenha menos do que teria de outra forma) e para as vidas ou ministérios de outros (a tal ponto que tenham mais do que teriam de outra forma)? Se você não está sendo generoso hoje com uma riqueza modesta, não há razão para pensar que seria generoso amanhã com uma riqueza abundante.

É impressionante que na parábola de Jesus dos talentos (Mateus 25) as questões e expectativas sejam as mesmas para todos os três servos, quer lhes tenha sido dado cinco talentos ou um. A característica da mordomia fiel era proporcional ao que lhes havia sido confiado por seu senhor. O que havia recebido cinco devolveu dez, o que dois, quatro; não havia nenhuma comparação ou competição entre eles, pois cada um havia sido igualmente fiel com os seus diferentes dotes. 

É bem provável que Deus nunca chame você para ser aquele servo dos cinco talentos, a quem havia sido dada riqueza exorbitante. Mas se ele vos dá um ou dois, a expectativa é a mesma – que você o administrará com alegria e generosidade para executar a obra de Deus na terra.

Você já tem dinheiro suficiente – o bastante para fazer o que Deus quer que você faça, o bastante para provar a sua lealdade a ele e sua deslealdade ao dinheiro. Você já tem o suficiente para fazer a diferença em vidas e ministérios; para ser como o generoso ou como o mesquinho que você seria com bilhões. 

Em vez de gastar seus dias sonhando com o que seria se tivesse mais, gaste-os trabalhando duro para ganhar a vida e dar com alegre generosidade (ver Ef 4.28; 1Ts 4.11). 

Quando chegar o dia em que Deus pedir uma prestação de contas por tudo o que ele lhe confiou, suspeito que você ficará contente por ele não ter lhe confiado ainda mais. Suspeito que concordará com sua sabedoria em lhe dar apenas dois talentos ou um.

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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Jesus, a plenitude.

CÂNTICOS DOS CÂNTICOS 1

13 O meu amado é para mim um saquitel de mirra.

A mirra pode muito bem ter sido escolhida como uma figura do Senhor Jesus por causa de sua preciosidade, seu perfume, sua agradabilidade, suas capacidades de cura, preservação e desinfecção, bem como sua ligação com os sacrifícios. 

Então, por que o Senhor Jesus é comparado a um “saquitel” de mirra? Primeiramente, por causa da plenitude. O Senhor Jesus não é uma pequena quantidade de mirra; é uma arca repleta desse tesouro. Ele não é um ramo ou uma flor de mirra, e sim todo um feixe de mirra. 

Em Cristo, existe o suficiente para todas as minhas necessidades; que eu não seja lento para valer-me dele. Nosso amado é comparado a um feixe, também por conta de sua variedade: pois em Cristo há não somente uma coisa necessária, mas “Nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2.9)

Tudo o que é necessário se encontra em Jesus. Considere os diferentes aspectos do caráter de Jesus e você perceberá uma diversidade maravilhosa – Profeta, Sacerdote, Rei, Esposo, Amigo, Pastor

Considere a vida dele, sua morte, ressurreição, ascensão e segundo advento. Veja-O em suas virtudesgentileza, coragem, renúncia, amor, fidelidade, verdade, justiça. Tudo isso é saquitel de mirra.

O Senhor Jesus também é “um saquitel de mirra” por causa da preservação. Ele não é mirra desperdiçada, esparramada pelo chão, para ser pisoteada; é mirra atada em feixes, para ser guardada em uma arca de tesouro. 

Temos de valorizar o Senhor Jesus como o nosso melhor tesouro. Devemos manter os pensamentos sobre Ele e o conhecimento dele guardados “a sete chaves” para que o diabo não nos roube.

Além disso, o Senhor Jesus é um saquitel de mirra por causa da especialidade. A figura da mirra sugere uma graça que discrimina e distingue. Desde antes da fundação do mundo, o Senhor Jesus foi separado para seu povo. Exala o seu perfume somente para aqueles que sabem como ter comunhão com Ele e desfrutar de um relacionamento íntimo com Ele. 

Feliz é aquele que pode dizer: “O meu amado é para mim um saquitel de mirra”.

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terça-feira, 5 de julho de 2016

O Teu Livro (Parte 2).

DEUTERONÔMIO 7
9 Saibam, portanto, que o Senhor, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos.

10 coisas para lembrar quando ler a Bíblia.
(Continuação...)
6. A Bíblia é teor referente.
Ela não apenas tem Deus como o seu autor, mas em um sentido fundamental ela fala sobre Deus como o seu assunto principal. Ela faz isso até mesmo nas passagens históricas que não mencionam Deus diretamente, pois a história que ela narra é a história governada por Deus.

7. A Bíblia é cristocêntrica.
Os pactos mediam a presença de Deus para nós, e no coração deles está Cristo, que é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5). Cristo, como o servo vindo do Senhor, é virtualmente identificado com o pacto em Isaías 42.6 e 49.8. Em Lucas 24, Jesus ensina aos apóstolos que todas as Escrituras do Antigo Testamento são acerca dele e sua obra (Lc 24.-25-27, 44-49).
Entender como o Antigo Testamento fala acerca de Cristo é desafiador, mas em virtude do ensino de Jesus isso não pode ser evitado. Felizmente, temos o Novo Testamento para nos socorrer. Ele contém não apenas os ensinos que nos ajudam a entender o Antigo Testamento como um todo, mas muitas citações do Antigo Testamento que ilustram as reivindicações de Jesus em Lucas 24.

8. A Bíblia é orientada para a história da redenção.
Deus determinou os livros da Bíblia a serem escritos ao longo de séculos. A linguagem posterior de Deus baseia-se na sua linguagem anterior, e mais adiante revela o significado do seu plano para a história. A redenção de Deus assume lugar na história. O cristianismo não é meramente uma filosofia religiosa, um conjunto de verdades gerais sobre Deus e sobre o mundo. Em seu coração está o evangelho, as boas-novas de que Cristo veio, viveu, morreu e ressurgiu da morte, e agora vive a interceder por nós. Deus executou a nossa salvação ao vir na pessoa de Cristo e ao agir no tempo e no espaço. A mensagem do que ele fez agora segue para as nações (Mt 28.18-20; At 1.8).

9. A primeira e segunda vindas de Cristo são centrais à história.
A obra da redenção de Deus chegou ao clímax na obra de Cristo na terra, especialmente em sua crucificação, morte, ressurreição e ascensão. Cristo agora reina à mão direita do Pai (Ef 1.20-21). Ansiamos pela consumação futura da redenção, quando Cristo retornar.

10. A obra divina da redenção entrelaça palavra e ato.
Vemos isso se entrelaçando até mesmo durante a sua obra da criação:
Palavra: Deus diz, “haja luz”.
Ato: e houve luz.
Palavra: E viu Deus que a luz era boa (Gn 1.3-4).
Palavra: “Façamos o homem à nossa imagem”.
Ato: então criou Deus o homem à sua própria imagem.
Palavra: e disse-lhes Deus: “Sede fecundos e multiplicai-vos” (Gn 1.26-28).

Da mesma forma, as palavras de Jesus interpretam seus atos, e vice-versa:
Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai (Jo 10.37-38).

No livro de Atos, os milagres e crescimento da igreja ajudaram os incrédulos a compreender as implicações do ensino apostólico, e vice-versa:

Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados (At 8.5-7).

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

O Teu Livro.

JEREMIAS 17
10 “Eu sou o Senhor que sonda o coração e examina a mente, para recompensar a cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com as suas obras.”

10 coisas para lembrar quando ler a Bíblia
(As primeiros 5 Coisas).

1. A Bíblia é a própria palavra de Deus.
Isso significa que o que a Bíblia diz, Deus diz.

2. Deus governa o mundo inteiro através de sua palavra divina, que define e controla tudo o que acontece.
A Bíblia sugere que Deus governa o mundo por meio de sua fala, mas não ouvimos esse discurso; vemos tão somente os seus efeitos (por exemplo, Sl 33.6, 9; 147.15-18). A Bíblia, ao contrário, é a palavra de Deus, projetada por ele para falar especificamente a nós como seres humanos. Todo pronunciamento divino, quer seja feito para governar o mundo em geral ou a nós como seres humanos, possui um caráter divino. Em especial, ele manifesta o senhorio de Deus em autoridade, controle e presença.

3. Deus nos declara a sua palavra em pactos (Gn 9.9; 15.18; 17.7; Êx 19.5 etc.).
Um “pacto” é um acordo solene, com vinculação jurídica entre duas partes. Neste caso, as duas partes são Deus e os seres humanos. No Antigo Testamento, os pactos de Deus com os seres humanos apresentam algumas afinidades com os tratados de suserania do antigo Oriente Próximo. Esses tratados apresentam cinco elementos, que também aparecem explicitamente ou por implicação nos pactos de Deus no AT: identificação do suserano (Êx 20.2); prólogo histórico (Êx 20.2); estipulações (Êx 20.3-17); sanções (i.e., bênçãos e maldições – Êx 20.7; ver também v. 12); registro e transmissão (Êx 31.18; Dt 31).
A identificação de Deus proclama a sua autoridade transcendente, e as estipulações como normas implicam a sua autoridade sobre o povo. O prólogo histórico mostra como ele exerceu seu controle no passado histórico. As bênçãos e maldições indicam como ele exercerá o seu controle no futuro. Sua identificação também proclama a sua presença, e o registro e transmissão das palavras do pacto implicam sua presença contínua com o povo.

4. Toda a Bíblia é a palavra pactual de Deus.
Ou seja, a ideia de pacto nos oferece uma perspectiva sobre a Bíblia. O Novo Testamento proclama o evangelho no que diz respeito à morte, ressurreição e ascensão de Cristo. O apóstolo Paulo caracteriza todo o seu ministério como um ministério do “novo pacto” (2Co 3.6). Assim, todos os escritos de Paulo são, em um sentido amplo, palavras pactuais. Na Última Ceia, Jesus inaugurou o “novo pacto” (Lc 22.20; 1Co 11.25). Os demais apóstolos e autores do Novo Testamento atuam para transmitir as palavras do novo pacto para nós.
Quando a Bíblia usa a palavra novo para descrever o novo pacto, ela claramente pressupõe um mais antigo. O novo pacto satisfaz o pacto abraâmico (Gl 3.7-14) e o davídico (AT 20.30-36), mas é o mosaico que está principalmente em perspectiva quando o Novo Testamento insinua um pacto que é “antigo” (Hb 8.8-13). O pacto mosaico também contém, em Deuteronômio 31, instruções explícitas para preservar os documentos canônicos pactuais e também sobre os futuros profetas (Dt 18.18-22). A totalidade do Antigo Testamento consiste em adições divinamente autorizadas ao penhor mosaico inicial, de modo que ele se encaixa na estrutura pactual inaugurada com Moisés. O Antigo Testamento inteiro é pactual em seu caráter.
Sendo assim, ambos os Testamentos podem ser vistos como pactuais em um sentido amplo. De fato, os nomes tradicionais por que são chamados — “Testamentos” — denotam o seu caráter pactual (“testamento” é um sinônimo aproximado para “pacto” no uso teológico posterior, que se baseia em Hebreus 9.15-16).

5. A Bíblia é um livro só, com Deus como seu autor.
É claro que ela tem múltiplos autores humanos. Mas sua unidade de acordo com o autor divino implica que devemos vê-la como uma só mensagem unificada, e usar cada passagem e cada livro para entender os outros. Porque Deus é fiel a seu próprio caráter, ele é consistente consigo mesmo. Devemos, portanto, interpretar cada passagem da Bíblia em harmonia com o restante dela.


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domingo, 3 de julho de 2016

O espírito firme!

PROVÉRBIOS 18
14 O espírito do homem o sustenta na doença, mas o espírito deprimido, quem o levantará?
15 O coração do que tem discernimento adquire conhecimento; os ouvidos dos sábios saem à sua procura.

Nosso bendito Senhor experimentou um terrível abatimento de alma. 

“O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar?”

Profunda depressão de espírito é a mais grave de todas as provações, todo o resto é como nada. 

Bem poderia, em seu sofrimento, ter clamado o Salvador a Deus: “Não te ausentes de mim” (Salmos 71.12), pois, mais que em qualquer outra época um homem precisa de seu Deus quando seu coração se derrete por conta do peso que leva.


Cristão, adore com humildade o Rei da Glória como Aquele que sofreu mais agonias interiores e aflições em sua mente do que qualquer outra pessoa que já viveu entre nós. Na qualidade de nosso Sumo Sacerdote fiel, o Senhor Jesus pode se comover de nossas fraquezas (Hebreus 4.15). 

Em especial, aqueles que dentre nós passam por tristezas vindas diretamente da falta de senso da presença do Pai, esses devem buscar a comunhão mais íntima e mais achegada a Jesus. 

Nossa alma pode, às vezes, anelar, sentir fome e sede de contemplar a luz da face de Jesus e, em tais épocas, confortemo-nos com a doce simpatia de nosso Grande Sumo Sacerdote. Nossas gotas de sofrimento podem ser esquecidas no oceano da dor dele, mas quão longe nosso amor deveria ir! 

Ó profundo e vigoroso amor de Jesus, tal como o oceano nas marés da primavera, vem e remove os meus pecados, repele todas as minhas inquietações, ergue minha alma presa às coisas desta vida, lançando-a imediatamente aos pés de meu Senhor.

Devo permanecer ali, uma concha quebrada, sem virtudes e completamente indigno, lavado pelo amor dele; arriscando-me apenas a sussurrar-Lhe que, se colocar seus ouvidos perto de mim, ouvirá do profundo de meu coração ecos frágeis provenientes das imensas ondas do amor dele mesmo, que me comprou; e ali, aos pés dele, me deleito em permanecer, para sempre.

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sábado, 2 de julho de 2016

O Sofrimento de Cristo.

SALMOS 22
14 Como água me derramei, e todos os meus ossos estão desconjuntados. Meu coração se tornou como cera; derreteu-se no meu íntimo.

A terra e o céu já contemplaram um espetáculo mais deplorável do que este? Tanto na alma como no corpo, nosso Senhor se sentiu tão fraco como a água derramada no solo. 

O ato de colocar a cruz no buraco sacudiu a Jesus com grande violência, retesou-Lhe todos os ligamentos, causou-Lhe dores em cada nervo e deslocou parte de seus ossos. Sobrecarregado com o seu próprio peso, o Sofredor sentiu o esgotamento crescendo a cada momento daquelas seis longas horas. 

O sentimento de debilidade e fraqueza geral se mostrou excessivamente poderoso, enquanto aos seus próprios olhos Ele se tornava nada mais do que um corpo de miséria e de enfermidade crescente. 

Quando Daniel teve a grande visão, assim ele descreveu sua sensação: “Não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma” (Daniel 10.8).

Quão desanimado Ele deve ter ficado quando contemplou a terrível visão da ira de Deus, sentindo-a em sua própria alma!


Sensações como as que nosso Senhor suportou teriam sido insuportáveis para nós; e a perda de consciência nos teria sobrevindo para nos livrar de tais sensações. 

Mas, no caso de nosso Senhor, Ele foi ferido e sentiu a espada. Ele esvaziou todo o cálice, sorvendo cada gota. Quando nos prostramos diante do trono de nosso Senhor exaltado, devemos recordar bem o caminho por intermédio do qual Ele preparou-nos um trono de graça. 

Em espírito, devemos beber do cálice de nosso Senhor, para sermos fortalecidos na hora de nossa aflição, sempre que ela nos encontra. 

Em seu corpo cada membro sofreu e assim deve ser no espírito. Entretanto, assim como seu corpo ressurgiu sem dor e aflição, ileso em glória e poder, assim seu corpo espiritual ressurgirá da fornalha com nada mais que cheiro de fogo.

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sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Calvário...

LUCAS 23
33 Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali o crucificaram com os criminosos, um à sua direita e o outro à sua esquerda.

O monte da consolação é o Calvário. A casa da consolação está construída com a madeira da cruz do Calvário. Nenhuma outra cena na História ilumina tanto a alma como a tragédia do Calvário. 

A luz brota da escuridão do meio-dia no Gólgota, e todas as ervas do campo florescem alegremente debaixo da sombra daquela madeira que antes era maldita. Naquele lugar de sede, a graça cavou uma fonte que jorra água pura como o cristal, e cada gota é capaz de aliviar as misérias da humanidade.

Você que tem passado por tempos de conflito confessará que não foi no monte das Oliveiras onde encontrou consolação, nem no Tabor, nem no Sinai; dirá que o Getsêmani, o Gabatá e o Gólgota foram os meios pelos quais você obteve consolação. As ervas amargas do Getsêmani têm frequentemente removido as amarguras de sua vida; o açoite do Gabatá, banido as suas inquietações; e os gemidos do Calvário, repelido todos os outros gemidos.

Não é estranho que a hora mais negra 
Que já despontou na terra pecaminosa 
Tocasse o coração com poder e luz, 
dando mais consolo do que a alegria de um anjo? 
Para que os olhos do lamentador se volvam à cruz
Mais rapidamente do que para Belém, onde nasceu Jesus?


Portanto, o Calvário nos proporciona consolações raras e preciosas. Jamais teríamos conhecido o amor de Cristo em toda a sua profundidade e amplitude, se Ele não tivesse morrido. 

Não poderíamos imaginar a profunda afeição do Pai, se Ele não tivesse entregue o seu Filho à morte. As misericórdias comuns das quais desfrutamos, todas cantam sobre o amor, assim como as conchas, quando colocamo-nas aos ouvidos, sussurram sobre o profundo mar, de onde veio; mas se desejamos ouvir o próprio oceano, não devemos olhar as bênçãos cotidianas mas o que aconteceu na Crucificação. 

Aquele que deseja conhecer o amor retire-se ao Calvário e veja o Homem de Dores morrer.

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