sábado, 7 de maio de 2022

Esperança é ser Transformado...

 

Pode ser uma tentação desejar ser transformado segundo as imagens dominantes de nossa sociedade e pensar que é o evangelho — mais cativante, inteligente, competente, ambicioso, seguro. Com esforço, você pode realizar seu desejo, afinal, todos aqui são realizadores bem-sucedidos. Em última análise, porém, a transformação de nada adiantará, pois, na realidade, essa não é a razão de nossa vida. A transformação que conta consiste em aceitar nossa singularidade como criaturas de Deus.

Talvez a tentação com respeito à transformação seja a de imaginar que estou completamente sozinho e que, se é para acontecer uma transformação, terei de trabalhar nela; entram em cena dez ações para ter um corpo saudável, seis passos para sexo prazeroso e quatro disciplinas para prosperidade. Em oposição a toda essa autoajuda, estamos sendo transformados, até apesar de nós mesmos, porque Deus não desiste de nós.

Ou as tentações podem ser de desesperança, saber que em nossos lugares mais recônditos resistimos a mudanças, não queremos mudar, nunca mudaremos. 

A notícia é que estamos sendo transformados pelo poder de Deus, conquistados para o propósito de Deus por um poder ao qual nem nossa desesperança mais profunda é capaz de resistir.

LEIA:

1Pe 3:13-17


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Esperança é Praticar a Justiça...

 

A igreja é profundamente comprometida com a prática da justiça para com o próximo, que sabe que Deus tem amor especial pelo desvalorizado, pelo marginal, pelo improdutivo. Esse talvez seja o ensinamento mais radical na Bíblia, o de que os providos têm uma responsabilidade social para com os desprovidos. Claro que isso é caridade, e todos nós cremos em caridade. No entanto, Deuteronômio é lei, e isso é política social. É o programa assistencial que redistribui recursos com parcimônia para que todos possam viver. 

Claro que o mundo não tem a mínima preocupação com estrangeiros, viúvas e órfãos que constituem um risco social e uma inconveniência pública, ou com os refugiados, as mães que dependem de assistência do governo, os sem-terra e os vulneráveis. No entanto, a história da Bíblia foi escrita para que o cuidado de Deus por aqueles que não têm voz nem vez constitua o tema principal, tema que geralmente costuma ser deixado de fora por aqueles que falam um bocado sobre autoridade bíblica. 

É como se Jesus começasse cada reunião com a pergunta: “Há alguém aqui com mãos deformadas, alguma viúva, algum órfão, estrangeiro, leproso, cego, pobre, sem-teto? Venham à frente e receberão atenção restauradora”.

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Dt 15:4-6

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Esperança é Andar com Jesus...


Jesus vira tudo de cabeça para baixo. Coisas são ocultadas daqueles que deveriam saber, exigem saber e fingem saber. E a verdade de Deus é dada desimpedidamente àqueles que não se esforçam para juntar todos os segredos. Portanto, diz Jesus, se você deseja conhecer os mistérios, está procurando no lugar errado, pois são os pequeninos que os conhecem.

Em meio à nossa busca por ortodoxia para nos certificar de que as pessoas creiam corretamente, ou por moralidade para nos certificar de que as pessoas ajam corretamente, ou por piedade para nos certificar de que as pessoas orem corretamente, os pequeninos sabem que esse Jesus é suficiente. É suficiente conhecer Jesus, pois nele entendemos como Deus é e como ele age. 

Para esse Jesus, a questão se resume a atos e cuidados em favor do próximo. Foi o que Jesus fez. Se você voltar o foco para ele, conhecerá o mistério do funcionamento da vida. Ele lhe será revelado, e você terá o suficiente para viver bem, com liberdade e responsabilidade. 

Portanto, a primeira conversa de Jesus, a conversa com Deus, é uma declaração a respeito de onde a fé deve ser radicada. Estar com Deus significa permanecer bem próximo dos caminhos simples, atenciosos e exigentes de Jesus.

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Mt 11:25-30

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Esperança é Ter Fé...


Fé não é terna autogratificação cheia de mimos, que nos leva a colar a resposta para as perguntas difíceis. Antes, a fé proporciona um conjunto de convicções que nos ajuda a ver com clareza. 

A verdade não consiste em adotar uma porção de fatos ou teorias em nome de uma pretensa objetividade. Antes, a verdade é a forma genuína da realidade, antes de ser distorcida por nosso preconceito ou apreendida por nossa preocupação interesseira. De longa data, a igreja afirma que sua fé é um convite para ver o mundo de modo claro, completo e honesto.

Quando os discípulos pedem mais fé, ele responde que é preciso fé apenas do tamanho de um grão de mostarda. É preciso apenas um pouco: um pouco de fé, de confiança em Deus, de certeza da bondade de Deus, um pouco de disposição de permanecer em gratidão, e você exercerá impacto enorme sobre o mundo, rompendo os ciclos de destruição. 

Jesus falou de mover uma árvore, algo que nos parece imóvel, uma imensa árvore de ódio, uma montanha de raiva, um oceano de maus comportamentos, pois o poder da generosidade e da reconciliação é uma força moral surpreendente no mundo, um inesperado arroubo de encanto, e quebra as cadeias da mortalidade.

LEIA:

Mt 17:14-20

terça-feira, 3 de maio de 2022

Esperança é não ser Ansioso...

 

Somos minimizados pela capacidade tecnológica e pelos avanços eletrônicos que parecem tomar a iniciativa em nossa própria vida.

Consequentemente, quando somos devorados pela ansiedade, quando a grandeza nos torna minúsculos e quando somos minimizados pela tecnologia, fazemos uns aos outros coisas estranhas, maldosas e destrutivas. É como se Deus tivesse nos inserido em um universo de loucura, e esse Deus chamou a igreja para ser uma presença não ansiosa no meio dessa sociedade.

Jesus interrompe os alarmistas e diz a seus discípulos: “Não fiquem ansiosos. Não temam”. Jesus convida seus ouvintes a entrarem em outro âmbito, não de mágica, superstição ou sobrenaturalismo, mas na realidade evangélica de que o mundo subsistirá. Não se desintegrará. Consequentemente, podemos parar de pensar em nós mesmos e viver em voluntária obediência radicada na gratidão.

LEIA:

Mt 6:25-34

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Esperança é Desapegar...


Nossa fé crê de modo profundo, central e não negociável que Deus formará uma nova comunidade humana. Não sabemos como. Em nossa situação, como em toda situação assustadora, é mais fácil imaginar que essas promessas de novidade são apenas velhas promessas tradicionais, agora ultrapassadas em nossa capacidade tecnológica de destruição. 

É tentador imaginar que a perda talvez seja verdadeira, mas que as promessas não estejam em vigor. É mais fácil concluir que não haverá um porvir jubiloso, nem a voz da noiva e do noivo. 

Nos lábios de Jesus, contudo, estão as palavras: “Vocês se encherão de riso”, pois a vontade de Deus opera para formar uma comunidade humana, sem que saibamos como isso acontece. Ele combateu a dúvida ao dizer sucintamente: “Se vocês rirem agora, acabarão por chorar”

Se celebrarmos o que é, não receberemos o que será. Se estivermos profundamente comprometidos com o velho mundo que está chegando ao fim, não estaremos presentes nem disponíveis para o novo mundo que Deus colocará no vazio da criação.

LEIA:

Sl 126

domingo, 1 de maio de 2022

Esperança é Lembrar...


Quero que você pense no que acontece quando esquecemos, o que acontece quando abrimos mão da história e imaginamos que somos sofisticados demais, quando praticamos a amnésia. Eu lhe digo o que acontece. Abrimos mão da maravilha da fartura. Desconsideramos o milagre de generosidade de Deus. Começamos a imaginar que há escassez de alimento, de amor, de vida.

E, impelidos pela escassez, esforçamo-nos para conseguir o que é nosso, e para ter cada vez mais, pisoteando e esmagando nosso próximo, passando por cima dele. A economia ocidental é radicada na ideia de escassez e, portanto, vamos à luta. Os pobres se viram com roubo, violência e ameaça. Os poderosos se viram com investimentos, incentivos fiscais, crédito e exploração. E, juntos, ricos e pobres criam uma selva de ansiedade, brutalidade e violência. 

É isso que o esquecimento produz. 

Mas nós lembramos. E, por isso, sabemos que a vida e a economia impelidas pela escassez são uma fraude. Lembramo-nos de nos desvencilhar da fraude da escassez. Lembramo-nos do evangelho de que há suficiente, o alimento é concedido, Deus é generoso. A tarefa de lembrar consiste em nos desvencilhar das amarras da escassez que nos escraviza.

LEIA:

Dt 8:12-18