terça-feira, 3 de maio de 2022

Esperança é não ser Ansioso...

 

Somos minimizados pela capacidade tecnológica e pelos avanços eletrônicos que parecem tomar a iniciativa em nossa própria vida.

Consequentemente, quando somos devorados pela ansiedade, quando a grandeza nos torna minúsculos e quando somos minimizados pela tecnologia, fazemos uns aos outros coisas estranhas, maldosas e destrutivas. É como se Deus tivesse nos inserido em um universo de loucura, e esse Deus chamou a igreja para ser uma presença não ansiosa no meio dessa sociedade.

Jesus interrompe os alarmistas e diz a seus discípulos: “Não fiquem ansiosos. Não temam”. Jesus convida seus ouvintes a entrarem em outro âmbito, não de mágica, superstição ou sobrenaturalismo, mas na realidade evangélica de que o mundo subsistirá. Não se desintegrará. Consequentemente, podemos parar de pensar em nós mesmos e viver em voluntária obediência radicada na gratidão.

LEIA:

Mt 6:25-34

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Esperança é Desapegar...


Nossa fé crê de modo profundo, central e não negociável que Deus formará uma nova comunidade humana. Não sabemos como. Em nossa situação, como em toda situação assustadora, é mais fácil imaginar que essas promessas de novidade são apenas velhas promessas tradicionais, agora ultrapassadas em nossa capacidade tecnológica de destruição. 

É tentador imaginar que a perda talvez seja verdadeira, mas que as promessas não estejam em vigor. É mais fácil concluir que não haverá um porvir jubiloso, nem a voz da noiva e do noivo. 

Nos lábios de Jesus, contudo, estão as palavras: “Vocês se encherão de riso”, pois a vontade de Deus opera para formar uma comunidade humana, sem que saibamos como isso acontece. Ele combateu a dúvida ao dizer sucintamente: “Se vocês rirem agora, acabarão por chorar”

Se celebrarmos o que é, não receberemos o que será. Se estivermos profundamente comprometidos com o velho mundo que está chegando ao fim, não estaremos presentes nem disponíveis para o novo mundo que Deus colocará no vazio da criação.

LEIA:

Sl 126

domingo, 1 de maio de 2022

Esperança é Lembrar...


Quero que você pense no que acontece quando esquecemos, o que acontece quando abrimos mão da história e imaginamos que somos sofisticados demais, quando praticamos a amnésia. Eu lhe digo o que acontece. Abrimos mão da maravilha da fartura. Desconsideramos o milagre de generosidade de Deus. Começamos a imaginar que há escassez de alimento, de amor, de vida.

E, impelidos pela escassez, esforçamo-nos para conseguir o que é nosso, e para ter cada vez mais, pisoteando e esmagando nosso próximo, passando por cima dele. A economia ocidental é radicada na ideia de escassez e, portanto, vamos à luta. Os pobres se viram com roubo, violência e ameaça. Os poderosos se viram com investimentos, incentivos fiscais, crédito e exploração. E, juntos, ricos e pobres criam uma selva de ansiedade, brutalidade e violência. 

É isso que o esquecimento produz. 

Mas nós lembramos. E, por isso, sabemos que a vida e a economia impelidas pela escassez são uma fraude. Lembramo-nos de nos desvencilhar da fraude da escassez. Lembramo-nos do evangelho de que há suficiente, o alimento é concedido, Deus é generoso. A tarefa de lembrar consiste em nos desvencilhar das amarras da escassez que nos escraviza.

LEIA:

Dt 8:12-18

sábado, 30 de abril de 2022

Transmitindo a Notícia...

 Leia em sua Bíblia Lucas 24.36-49

“Os que ainda não nasceram ouvirão falar do que ele fez: ‘Deus salvou o seu povo!’” (Sl 22.31)

Quando Jesus ressuscitou dos mortos, ele apareceu aos Doze e a muitos outros discípulos. Lucas nos conta, que “depois da sua morte, Jesus apareceu a eles de muitas maneiras, durante quarenta dias, provando, sem deixar dúvida nenhuma, que estava vivo. Os apóstolos viram Jesus, e ele conversava com eles a respeito do Reino de Deus” (At 1.3). Estes apóstolos compartilharam audaciosamente as coisas que tinham ouvido e visto, e a igreja cresceu enormemente sob o poder e bênção do Espírito Santo.

Os apóstolos, sob a inspiração e orientação do Espírito, registraram as palavras e ações de Jesus em quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) e em várias cartas e escritos do Novo Testamento. Através dessas palavras eles continuaram falando de tudo o que Jesus Cristo realizou por nós. Eles queriam ter certeza de que as futuras gerações conhecessem a verdade sobre a grande missão de salvação de Jesus.

Você e eu estamos entre as pessoas que ainda não haviam nascido quando estes grandes eventos aconteceram por nós. Mas, mesmo assim, a Palavra de Deus veio até nós, proclamando a justiça de Deus, e assegurando-nos que o nosso Senhor Jesus Cristo fez tudo o que era necessário para a nossa salvação. Consolados, fortalecidos e em paz com Deus através desta boa notícia, não podemos deixar de ir e proclamar o plano de Deus a toda a terra.

A menos que Jesus volte antes, você e eu, um dia, também deitaremos no pó da morte, esperando a ressurreição dos mortos conquistada por Jesus Cristo, nosso Senhor. Que Deus aja em nós para irmos pelo mundo e, com fidelidade, compartilharmos o Evangelho. Façamos isso para que as futuras gerações, ainda não nascidas, possam colocar sua confiança em Jesus Cristo e passem adiante a salvação em Jesus, até o dia em que o nosso Senhor, o Cristo, retornar com todos os seus anjos.


sexta-feira, 29 de abril de 2022

Tempo de Espalhar Boas Notícias...

 Leia em sua Bíblia Mateus 28.1-20

“As pessoas dos tempos futuros o servirão e falarão às gerações seguintes a respeito de Deus, o Senhor.” (Sl 22.30)

Hoje comemoramos a incontestável, segura e certa prova da vitória de Jesus sobre todos os nossos inimigos: sua gloriosa ressurreição dos mortos. Se havia alguma dúvida de que Deus aceitara seu sangrento sacrifício na cruz, o túmulo vazio a silenciou completamente. Todos aqueles que o desprezaram, zombaram dele, e o desanimaram devem agora calar suas bocas e reconhecer que Jesus era e é o poderoso Filho de Deus.

Dois mil anos se passaram e as gerações ainda o servem. Todos os crentes que receberam a maravilhosa mensagem da salvação, creem nele por meio do Espírito Santo. Eles o glorificam e passam adiante a mensagem da sua grande vitória para seus próprios descendentes e para seus vizinhos, amigos e companheiros de trabalho.

A cada período de Quaresma e Páscoa relembramos e passamos adiante o que nós aprendemos: o grande sacrifício, a morte humilhante, e a gloriosa ressurreição de Jesus Cristo, que nos libertou do pecado, da morte e do inferno. Nós celebramos a vitória que ele conquistou para nós e a vida que é nossa, tanto agora como eternamente. 

E nós sabemos que a ressurreição do Senhor é a garantia da nossa própria ressurreição. Com alegria, esperança e confiança, nós aguardamos ansiosamente o dia em que ele retornará para ressuscitar a nós e a todos os crentes em Cristo para a vida eterna. Nós viveremos no novo céu e nova terra em perfeita paz, alegria e felicidade eterna.


quinta-feira, 28 de abril de 2022

Vivos ou Mortos...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 23

“Todos os orgulhosos se curvarão na sua presença, e o adorarão todos os mortais, todos os que um dia vão morrer.” (Sl 22.29)

Esta passagem do Salmo 22 fala de todos os que se curvam diante de Jesus, nosso vitorioso Rei e Senhor, e o adoram. Todos os crentes prosperam sob suas ricas bênçãos, entre as quais está o participar na Comunhão do seu corpo e sangue, bem como adorá-lo, louvando e glorificando a quem fez tantas grandes coisas por nós. 

Neste dia, após o sofrimento e a morte de Jesus na cruz, relembramos como seu corpo descansou em um túmulo emprestado. A vitória de Cristo nos dá esperança de que, quando nós estivermos descendo ao pó, o nosso sono na morte seja curto, assim como o foi para ele, enquanto aguardamos a ressurreição dos nossos corpos. “Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte, não terei medo de nada. Pois tu, ó Senhor Deus, estás comigo; tu me proteges e me diriges” (Sl 23.4).

Mas este não é apenas um dia para os vivos ou para os mortos. Mesmo aqueles que não permaneceram vivos, os crentes que morreram e cujos corpos agora repousam na sepultura, seus espíritos também se curvam diante dele e o adoram em sua presença. Eles também esperam o dia da ressurreição dos seus corpos, mas eles habitam na presença de Deus, nosso Pai, e do Cordeiro, Jesus Cristo. “Elas nunca mais terão fome nem sede. Nem o sol nem qualquer outro calor forte as castigará. Pois o Cordeiro, que está no meio do trono, será o pastor dessas pessoas e as guiará para as fontes das águas da vida. E Deus enxugará todas as lágrimas dos olhos delas” (Ap 7.16-17).

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Guerreiro e Vitorioso...

 Leia em sua Bíblia o Salmo 2

“Pois o Senhor é Rei e governa as nações.” (Sl 22.28)

Hoje, ao lembrarmos a morte de Jesus na cruz, normalmente pensamos nele como a vítima. Pensamos em sua dor e agonia, nos inimigos que o desprezaram, zombaram dele e o ridicularizaram, bem como no seu amargo sofrimento e morte por nossos pecados.

Mas existe uma outra maneira de olhar para a Sexta-feira Santa: vendo Cristo como o grande vencedor. Jesus é comparado ao jovem Davi, que, carregando apenas uma funda (atiradeira) e algumas pedras lisas, entra na batalha de morte contra um gigante Golias revestido por uma pesada armadura, protegido por seu escudo, e que balança sua lança e espada com arrogância.

Hoje, o nosso Rei Jesus vai totalmente sozinho para a batalha de morte com o gigante Satanás, chacoalhando suas armas do pecado, da morte e do inferno. Jesus vem como o Rei e Defensor de todas as nações. Ele tropeça ao longo do caminho, espancado e maltratado. Ele não carrega arma alguma, nenhum escudo, apenas o rude pedaço da cruz.

O nosso Herói parece fraco, perdido e derrotado facilmente quando ele cai de joelhos repetidas vezes. Mas em seu sofrimento e morte ele esmaga a cabeça da serpente. Ele nos liberta da ira de Deus, da terrível punição na terra e no inferno.

No final da batalha, ele está sozinho. Satanás, pecado, morte e inferno, todos caem, vencidos, esmagados, derrotados. Em três dias ele sairá da sepultura em majestade e poder, com a vitória completa e total. Não pode existir dúvida alguma: ele é verdadeiramente o Rei dos Reis, e Soberano sobre todas as nações.