Você já se sentiu assim?
Todo relacionamento humano exige, de nós, estender ou receber perdão ao longo do caminho.
Não é diferente com nossos pais terrenos. A questão do perdão é que podemos escolher – ou não – perdoar.
Pode parecer tentador reter perdão daqueles que nos feriram. O inimigo faz com que acreditemos que ao não perdoarmos alguém, detemos algum tipo de poder sobre eles, mas, na verdade, ao nos recusarmos a perdoar, continuamos a dar ao passado – os erros cometidos contra nós e as pessoas que os cometeram – poder sobre nós.
Veja dessa forma: toda vez que você diz: "Eu nunca irei perdoá-lo por ______", você está revivendo o momento da dor e reforçando seu lugar de destaque em sua memória. Jesus não morreu para que vivêssemos escravizados pelos erros do passado; Ele suportou todo mal feito contra e por nós para que pudéssemos viver abundante e livremente.
O segredo para sermos capazes de perdoar aqueles que agiram de forma errada contra nós, incluindo nossos pais, é olhar para a cruz. Com a cruz em mente, reconhecemos quão grande é o nosso pecado e o quanto custou à Deus – a vida do seu Filho! – para nos perdoar. Quando reconhecemos a abundância desse perdão imerecido que recebemos, começamos a ver que podemos estender perdão àqueles que erraram contra nós, incluindo os nossos pais.
Não me entenda mal. Perdoar não significa nos colocar em situações que nos farão mal por ignorarmos ou negarmos um comportamento abusivo e também não significa fecharmos os olhos para o pecado. Deus não fez isso por nós. Ao invés disso, Ele nivelou a justiça, por todos os nossos erros, com o seu Filho inocente.
Toda a ira por todo mal que o seu pai possa ter causado a você foi derramada sobre Jesus na cruz.
Quando aceitamos isso, tornamo-nos livres para perdoar nossos pais. E, ao estendermos o perdão a eles, temos, na verdade, a oportunidade de abençoarmos a nossa descendência como nunca fomos abençoados através dos nossos pais. Assim, podemos viver o Evangelho ao estendermos graça àqueles que não merecem.
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