LUCAS 23
26 Então os soldados levaram Jesus. No caminho, eles encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, que vinha do campo. Agarraram Simão e o obrigaram a carregar a cruz, seguindo atrás de Jesus.
"Um rei na cruz, dois criminosos ao seu lado":
26 Então os soldados levaram Jesus. No caminho, eles encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, que vinha do campo. Agarraram Simão e o obrigaram a carregar a cruz, seguindo atrás de Jesus.
"Um rei na cruz, dois criminosos ao seu lado":
Finalmente, aquilo que Jesus havia anunciado acontece. As horas finais da história da paixão são um resumo não apenas dos acontecimentos que ele previu e comunicou aos discípulos (Lc 9:21-27, 43-45; 18:31-34 e textos paralelos), mas também de Seu estilo de vida.
Jesus fora criticado por andar com pecadores e excluídos, e agora se via diante da morte, ao lado de dois criminosos. Talvez, ao Vê-lo ali com os dois outros, João e Tiago tenham refletido sobre suas exigências e lembrado da pergunta de Jesus sobre serem batizados com o batismo Dele e sobre beber de Seu cálice de sofrimento (Mc 10:38-40).
Lucas, porém, incluiu mais detalhes em seu relato da Paixão. Logo depois que Jesus partiu rumo ao lugar chamado Caveira, Simão de Cirene realizou a ação que Jesus havia dito aos discípulos que aceitassem, caso estivessem prontos para segui-Lo: “... e lhe colocaram a cruz às costas, fazendo-o carregá-la atrás de Jesus” (Lc 23:26; ver 9:23:27; 14:25-27).
Suas palavras para as mulheres que lamentavam e choravam por Ele nos lembram de Seu próprio lamento ao entrar em Jerusalém (Lc 19:41-44; 23:28-31). Todo o interrogatório antes que seja dada a sentença gira em torno da acusação feita contra Ele pelos fariseus, pelos mestres da Lei e pelos sacerdotes, quando Ele afirmava ser o Rei de Israel. No final, a sentença é uma declaração da realeza de Jesus, e fica pregada sobre Sua cabeça (Lc 23:36).
Os últimos momentos antes da morte de Jesus são as novas “tentações” que Ele tem de enfrentar. Assim como Satanás O havia provocado, duvidando de Sua situação de Filho de Deus para fazer com que Ele evitasse a fome ou ganhasse poder e notoriedade, agora Ele escuta as mesmas palavras: “se você é o Rei dos Judeus, salve-se a si mesmo!” (Lc 23:35, 36, 39).
Um dos criminosos crucificados com Ele proclama a inocências dos dois – “Este homem não cometeu nenhum mal” (Lc 23:41) – e anuncia sua confiança na realeza de Jesus: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino” (Lc 23:42). Jesus promete: “Hoje você estará comigo no Paraíso” (Lc 23:43).
Essa promessa nos remete à presença salvadora de Jesus em outros momentos de sua vida: no nascimento, “Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador” (Lc 2:11); na sinagoga de Nazaré, “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir” (Lc 4:21); e na casa de Zaqueu, “Hoje houve salvação nesta casa” (Lc 19:9).
Finalmente, suas palavras de graça e obediência salvadoras foram cumpridas, e foi feito não o desejo de Jesus, mas sim o de Seu Pai (Lc 22:42).
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