quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Jesus (As Horas Finais)...

LUCAS 23
26 Então os soldados levaram Jesus. No caminho, eles encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, que vinha do campo. Agarraram Simão e o obrigaram a carregar a cruz, seguindo atrás de Jesus.

 "Um rei na cruz, dois criminosos ao seu lado":

Finalmente, aquilo que Jesus havia anunciado acontece. As horas finais da história da paixão são um resumo não apenas dos acontecimentos que ele previu e comunicou aos discípulos (Lc 9:21-27, 43-45; 18:31-34 e textos paralelos), mas também de Seu estilo de vida. 

Jesus fora criticado por andar com pecadores e excluídos, e agora se via diante da morte, ao lado de dois criminosos. Talvez, ao Vê-lo ali com os dois outros, João e Tiago tenham refletido sobre suas exigências e lembrado da pergunta de Jesus sobre serem batizados com o batismo Dele e sobre beber de Seu cálice de sofrimento (Mc 10:38-40).

Lucas, porém, incluiu mais detalhes em seu relato da Paixão. Logo depois que Jesus partiu rumo ao lugar chamado Caveira, Simão de Cirene realizou a ação que Jesus havia dito aos discípulos que aceitassem, caso estivessem prontos para segui-Lo: “... e lhe colocaram a cruz às costas, fazendo-o carregá-la atrás de Jesus” (Lc 23:26; ver 9:23:27; 14:25-27)

Suas palavras para as mulheres que lamentavam e choravam por Ele nos lembram de Seu próprio lamento ao entrar em Jerusalém (Lc 19:41-44; 23:28-31). Todo o interrogatório antes que seja dada a sentença gira em torno da acusação feita contra Ele pelos fariseus, pelos mestres da Lei e pelos sacerdotes, quando Ele afirmava ser o Rei de Israel. No final, a sentença é uma declaração da realeza de Jesus, e fica pregada sobre Sua cabeça (Lc 23:36).

Os últimos momentos antes da morte de Jesus são as novas “tentações” que Ele tem de enfrentar. Assim como Satanás O havia provocado, duvidando de Sua situação de Filho de Deus para fazer com que Ele evitasse a fome ou ganhasse poder e notoriedade, agora Ele escuta as mesmas palavras: “se você é o Rei dos Judeus, salve-se a si mesmo!” (Lc 23:35, 36, 39).

Um dos criminosos crucificados com Ele proclama a inocências dos dois – “Este homem não cometeu nenhum mal” (Lc 23:41) – e anuncia sua confiança na realeza de Jesus: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino” (Lc 23:42). Jesus promete: “Hoje você estará comigo no Paraíso” (Lc 23:43)

Essa promessa nos remete à presença salvadora de Jesus em outros momentos de sua vida: no nascimento, “Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador” (Lc 2:11); na sinagoga de Nazaré, “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir” (Lc 4:21); e na casa de Zaqueu, “Hoje houve salvação nesta casa” (Lc 19:9)

Finalmente, suas palavras de graça e obediência salvadoras foram cumpridas, e foi feito não o desejo de Jesus, mas sim o de Seu Pai (Lc 22:42).

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