sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Jesus (A Mensagem).

LUCAS 24
44 Depois disse: – Enquanto ainda estava com vocês, eu disse que tinha de acontecer tudo o que estava escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos livros dos Profetas e nos Salmos.

ATOS 1
1 Prezado Teófilo, No primeiro livro que escrevi, contei tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo do seu trabalho
2 até o dia em que ele foi levado para o céu. Antes de ir para o céu, ele deu ordens, pelo poder do Espírito Santo, aos homens que ele havia escolhido como apóstolos.
3 Depois da sua morte, Jesus apareceu a eles de muitas maneiras, durante quarenta dias, provando, sem deixar dúvida nenhuma, que estava vivo. Os apóstolos viram Jesus, e ele conversava com eles a respeito do Reino de Deus.

 "Jesus retorna ao pai, mas permanece conosco":

A história, por assim dizer, chegou ao fim. Os discípulos se encontraram com Jesus, seguiram-No, testemunharam suas curas milagrosas, viram seus embates com os fariseus e mestres da Lei, ouviram seus ensinamentos.

Em diversas ocasiões eles foram incapazes de compreender, ao menos em toda a profundidade, o que Jesus estava dizendo. Sabiam que Jesus os amava – e também eles, no seu jeito humilde, O amavam. Então veio o caos: traição, abandono, um julgamento e uma sentença de morte entre dois malfeitores, o silêncio. 

De repente, tudo mudou novamente: Jesus estava vivo, dividiu uma refeição com eles, eles reconheceram Sua maneira de compartilhar o pão, identificaram Sua voz. Teria o reino de Deus finalmente chegado? Não houve resposta para essa pergunta dormente, mas eles tinham à sua frente um novo tempo, uma missão a cumprir.

Não era uma tarefa semelhante à que realizaram quando foram enviados por Jesus, em pares, para anunciar o reino, curar doenças e expulsar demônios (Lc 9:1-19). Ele os estava deixando (sozinhos, pelo menos à primeira vista) com uma missão mais complicada. Não estaria mais por perto para responder perguntas ou oferecer ajuda. 

Mas estamos indo rápido demais. Em primeiro lugar, Jesus tinha de abrir a mente dos discípulos e mostrar que tudo o que havia acontecido não tinha sido ilusão ou produto dos sonhos de um sacerdote comum. Eles precisavam compreender que “tudo o que estava escrito sobre ele” nas Escrituras teria de ser cumprido – e fora cumprido! Tinha de explicar o significado de todos os acontecimentos que eles haviam testemunhado, mesmo sem compreender totalmente: Jesus, o Messias anunciado pelos profetas, teve de passar pelas provações que aceitou espontaneamente. E tinha de explicar que sua história, e Ele mesmo, eram o caminho para se reconciliar com Deus. 

Em seguida, eles tinham de compreender que não eram meros observadores de todos esses acontecimentos. Na condição de testemunhas privilegiadas dessa história – uma história de salvação e misericórdia –, cabia a eles proclamar Jesus como Senhor e pregar arrependimento, sem condenar o mundo, mas sim guiando o povo rumo ao perdão para seus pecados. Além disso, eles não poderiam limitar a missão à cidade de Jerusalém, e teriam de levar a mensagem a todas as nações.

É claro que eram muitos assuntos para uma única mensagem, uma tarefa colossal demais para ser realizada por um punhado de homens e mulheres, convocados entre os mais humildes de Israel. 

Mas há um detalhe final e reconfortante: eles teriam de aguardar o envio da “promessa de seu Pai [de Jesus]”, o Espírito Santo, que viria vestida com o poder mais alto. Isso ocorrerá no Pentecostes, quando uma nova era – a era da Igreja – começará... E isso pertence ao futuro – ao nosso presente. 

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