sábado, 23 de maio de 2020

Na sala de espera com um Deus silencioso.

Salmos 88
1 Ó SENHOR, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti.
2 Chegue à tua presença a minha oração, inclina os ouvidos ao meu clamor.
É muito difícil quando, sob pressão ou no meio de uma catástrofe, corremos para o Senhor e nos sentimos desconectados Dele, abandonados. Clamamos na expectativa de que Ele responda, mas tudo o que ouvimos é o silêncio. No entanto, a misericórdia, a graça e o amor fazem parte do caráter de Deus, assim como sua fidelidade. E, justamente por conhecê-Lo, não podemos jamais interpretar seu silêncio como inatividade, mas em vez disso precisamos descansar e esperar. 
É nesse tempo de aparente silêncio que Deus intervém em nossa caminhada. Deus trabalha no silêncio, porque é no silêncio que ele transforma ansiedade e desespero em uma experiência de graça. Ele não despreza nossas emoções, mas nem sempre responde às orações como desejamos ou de modo compreensível. O Senhor apenas quer que confiemos nele, que dependamos dele e que estejamos preparados para, no tempo dele, alcançar algo além do que podemos supor.

Não podemos esquecer que Deus é santo e seus planos são perfeitos. Fomos chamados para confiar nele e obedecer-lhe, mesmo em situações desesperadoras. Embora o Senhor não mude seus planos nem adiante seu relógio, não significa que ele seja surdo ou nos ignore. Podemos e devemos derramar o coração diante dele, como fizeram Habacuque, o salmista e tantos outros personagens das Escrituras. 
Nas salas de espera, sofremos, sim, de impotência e abandono. A solidão se torna nossa companheira, mas são nessas circunstâncias tão difíceis que descobrimos que, apesar de tudo, vivemos um momento importante, profundo e singular, em que podemos estar a sós com Cristo, que sofreu dores inimagináveis por nós.

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