segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Comunhão em Cristo.

A união entre Cristo e o Seu povo deve ser viva, verdadeira, infalível, assemelhando-se à união que existe entre o Pai e o Filho.

Esta união é o fruto da permanência interior do Espírito Santo. Todos os verdadeiros  filhos de Deus revelarão ao mundo sua união com Cristo e com seus irmãos.

Aqueles em cujo coração Cristo habita, produzirão os frutos do amor fraternal. 

Compreenderão que, como membros da família de Deus, acham-se comprometidos a cultivar, nutrir e perpetuar o amor e o companheirismo cristãos em espírito, palavras e ações.

Ser filhos de Deus, membros da família real, significa mais do que muitos supõem. Os que são considerados por Deus como Seus filhos revelarão uns pelos outros amor idêntico ao de Cristo.

Viverão e trabalharão por um único objetivo - a devida apresentação de Cristo perante o mundo. Por Seu amor e unidade, mostrarão ao mundo que apresentam as credenciais divinas.

Pela nobreza do amor e da abnegação, mostrarão aos que os rodeiam que são verdadeiros seguidores do Salvador.

"Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13:35).

TOME POSSE DA PALAVRA DIVINA E SIGA EM FRENTE!

DEUS SEJA CONTIGO, HOJE E SEMPRE.


domingo, 6 de janeiro de 2019

E os seus relacionamentos, como estão?

Deus é glorificado por hinos de louvor, provindos de um coração puro e pleno de amor e devoção a Ele

Quando cristãos consagrados se reúnem, sua conversação não será sobre as imperfeições dos outros nem trará vestígios de murmuração e queixumes. Caridade, ou amor, o vínculo da perfeição, os circundará.

O amor a Deus e a seus irmãos flui naturalmente em palavras de afeição, simpatia e estima por seus irmãos. A paz de Deus reina nos corações deles. suas palavras não são fúteis, vazias nem frívolas, mas para o conforto e deificação de uns para com os outros.

Senhor Jesus age pelo Espírito Santo, pois Ele é Seu Representante. Por Seu intermédio, Ele infunde vida espiritual na pessoa, avivando-lhe as energias para o bem, purificando-a de contaminação moral, e tornando-a apta para Seu reino.

Jesus tem grandes bençãos a conceder, ricos dons a distribuir entre os homens. Ele é o Conselheiro maravilhoso, infinito em sabedoria e força; e se reconhecermos o poder do Espírito Santo, e nos entregarmos para ser moldados por Ele, ficaremos completos Nele.

Que pensamento este! Em Cristo "habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E estais perfeitos Nele (Cl 2:9,10).

TOME POSSE DA PALAVRA DIVINA E SIGA EM FRENTE!

DEUS SEJA CONTIGO, HOJE E SEMPRE.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Derrubando Paredes.

EFÉSIOS 2
11 Lembrem que vocês, os não-judeus, eram chamados de incircuncidados pelos judeus, que chamam a si mesmos de circuncidados por praticar a circuncisão. Lembrem do que vocês eram no passado.

O Apóstolo Paulo convocou os efésios a lembrar como era a vida deles antes de receber a graça de Deus em Cristo. As diferenças étnicas, culturais e religiosas criaram inimizades e conflitos enter grupos de pessoas.

Mas a boa notícia é que, em Cristo, somos todos um só povo, com um Salvador e Senhor em comum. Todos pertencemos ao povo de Deus. "Mas, agora, em Cristo Jesus, vós que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo" (Ef 2:13).

O antigo templo de Jerusalém tinha uma parede para separar as partes do templo acessíveis apenas aos de etnia judaica. Nessa parede havia uma inscrição proibindo os estrangeiros de a ultrapassar, sob pena de morte.

O Apóstolo Paulo foi acusado de transgredir esse regulamento, quando entrou no templo após suas viagens missionárias. Ao ser preso, Paulo foi acusado de trazer para a parte judaica do templo um efésio chamado Trófimo (At 21:29). Nessa epístola, Paulo argumentou que Cristo "é a nossa paz, o qual de ambos [dois grupos étnicos] fez um, tendo derribado a parede da separação que estava no meio"(Ef 2:14).

Em Cristo, os cristãos são descendentes de Abraão e recebem a circuncisão do coração. A circuncisão física dada por Deus ao patriarca apontava para a circuncisão espiritual que os cristãos receberiam de Cristo (Dt 10:16).

"Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo" (Cl 2:11).

TOME POSSE DA PALAVRA DIVINA E SIGA EM FRENTE.

DEUS SEJA CONTIGO, HOJE E SEMPRE.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Jesus (A Mensagem).

LUCAS 24
44 Depois disse: – Enquanto ainda estava com vocês, eu disse que tinha de acontecer tudo o que estava escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos livros dos Profetas e nos Salmos.

ATOS 1
1 Prezado Teófilo, No primeiro livro que escrevi, contei tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo do seu trabalho
2 até o dia em que ele foi levado para o céu. Antes de ir para o céu, ele deu ordens, pelo poder do Espírito Santo, aos homens que ele havia escolhido como apóstolos.
3 Depois da sua morte, Jesus apareceu a eles de muitas maneiras, durante quarenta dias, provando, sem deixar dúvida nenhuma, que estava vivo. Os apóstolos viram Jesus, e ele conversava com eles a respeito do Reino de Deus.

 "Jesus retorna ao pai, mas permanece conosco":

A história, por assim dizer, chegou ao fim. Os discípulos se encontraram com Jesus, seguiram-No, testemunharam suas curas milagrosas, viram seus embates com os fariseus e mestres da Lei, ouviram seus ensinamentos.

Em diversas ocasiões eles foram incapazes de compreender, ao menos em toda a profundidade, o que Jesus estava dizendo. Sabiam que Jesus os amava – e também eles, no seu jeito humilde, O amavam. Então veio o caos: traição, abandono, um julgamento e uma sentença de morte entre dois malfeitores, o silêncio. 

De repente, tudo mudou novamente: Jesus estava vivo, dividiu uma refeição com eles, eles reconheceram Sua maneira de compartilhar o pão, identificaram Sua voz. Teria o reino de Deus finalmente chegado? Não houve resposta para essa pergunta dormente, mas eles tinham à sua frente um novo tempo, uma missão a cumprir.

Não era uma tarefa semelhante à que realizaram quando foram enviados por Jesus, em pares, para anunciar o reino, curar doenças e expulsar demônios (Lc 9:1-19). Ele os estava deixando (sozinhos, pelo menos à primeira vista) com uma missão mais complicada. Não estaria mais por perto para responder perguntas ou oferecer ajuda. 

Mas estamos indo rápido demais. Em primeiro lugar, Jesus tinha de abrir a mente dos discípulos e mostrar que tudo o que havia acontecido não tinha sido ilusão ou produto dos sonhos de um sacerdote comum. Eles precisavam compreender que “tudo o que estava escrito sobre ele” nas Escrituras teria de ser cumprido – e fora cumprido! Tinha de explicar o significado de todos os acontecimentos que eles haviam testemunhado, mesmo sem compreender totalmente: Jesus, o Messias anunciado pelos profetas, teve de passar pelas provações que aceitou espontaneamente. E tinha de explicar que sua história, e Ele mesmo, eram o caminho para se reconciliar com Deus. 

Em seguida, eles tinham de compreender que não eram meros observadores de todos esses acontecimentos. Na condição de testemunhas privilegiadas dessa história – uma história de salvação e misericórdia –, cabia a eles proclamar Jesus como Senhor e pregar arrependimento, sem condenar o mundo, mas sim guiando o povo rumo ao perdão para seus pecados. Além disso, eles não poderiam limitar a missão à cidade de Jerusalém, e teriam de levar a mensagem a todas as nações.

É claro que eram muitos assuntos para uma única mensagem, uma tarefa colossal demais para ser realizada por um punhado de homens e mulheres, convocados entre os mais humildes de Israel. 

Mas há um detalhe final e reconfortante: eles teriam de aguardar o envio da “promessa de seu Pai [de Jesus]”, o Espírito Santo, que viria vestida com o poder mais alto. Isso ocorrerá no Pentecostes, quando uma nova era – a era da Igreja – começará... E isso pertence ao futuro – ao nosso presente. 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Jesus (Os Sinais)...

LUCAS 24
13 Naquele mesmo dia, dois dos seguidores de Jesus estavam indo para um povoado chamado Emaús, que fica a mais ou menos dez quilômetros de Jerusalém.

 "Dois discípulos na estrada":

Ver e acreditar são dois verbos que aparecem juntos em todos os relatos da ressurreição do Senhor. Mas temos de reconhecer que nem sempre a antiga expressão “ver para crer” ocorre de forma tão simples, como seria de esperar. O texto do Evangelho de Lucas que estamos lendo nesta reflexão é um exemplo da relação peculiar que pode haver entre visão e audição.

A história é simples. No meio de uma conversa durante a qual eles exprimem sua decepção com os acontecimentos que testemunharam em Jerusalém, dois discípulos ganham a companhia de Jesus. Seus olhos não o reconhecem, e seus ouvidos tampouco compreendem as explicações que ele oferece para revelar o significado oculto de sua morte na cruz. 

Mais tarde, eles se lembrariam que seus corações queimaram naquele momento. Durante o percurso, porém, nem mesmo as palavras de Jesus são capazes de fazê-los entender e enxergar a realidade sob a luz da fé. Só quando eles se sentam à mesa para a ceia, e Jesus “age”, todas as peças espalhadas de seu discurso se encaixam e “os olhos deles foram abertos” (Lc 24:31)

Só então eles compreendem o significado dos acontecimentos – e, finalmente, reconhecem o Senhor ressurrecto ao seu lado. As palavras usadas por Lucas para descrever as ações de Jesustomar, pão, dar graças, partilhar, dar (Lc 24:30) – são as mesmas que encontramos na multiplicação do pão, dos peixes (Lc 9:16) e na Última Ceia (Lc 22:19)

Teriam os dois discípulos reconhecido Jesus porque estiveram também presentes a algum desses dois eventos? Estaria Lucas fazendo uma referência proposital aos sinais usados nas celebrações eucarísticas de seu tempo? É impossível saber. Na verdade, à semelhança dos dois acontecimentos anteriores (ver Lc 9:11 e 22:21-38), as palavras e ações de Jesus caminham juntas. Palavras e sinais, para torná-lo presente entre seus discípulos, naquele momento e também agora.

Tomé queria ver; nós queremos ver, precisamos ver. 

Mas nenhuma das palavras de Jesus (pronunciadas pessoalmente por Ele ou transmitidas a nós por testemunhas) será suficiente para descobri-lo. As únicas palavras capazes de fazer Jesus aparecer diante de nossos olhos são as palavras vivas, que transformam nossa realidade comum no pão da comunhão.

A história termina onde começou: em Jerusalém. Eles haviam deixado a cidade pesarosos; agora, retornavam com uma mensagem de alegria. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Jesus (As Horas Finais)...

LUCAS 23
26 Então os soldados levaram Jesus. No caminho, eles encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, que vinha do campo. Agarraram Simão e o obrigaram a carregar a cruz, seguindo atrás de Jesus.

 "Um rei na cruz, dois criminosos ao seu lado":

Finalmente, aquilo que Jesus havia anunciado acontece. As horas finais da história da paixão são um resumo não apenas dos acontecimentos que ele previu e comunicou aos discípulos (Lc 9:21-27, 43-45; 18:31-34 e textos paralelos), mas também de Seu estilo de vida. 

Jesus fora criticado por andar com pecadores e excluídos, e agora se via diante da morte, ao lado de dois criminosos. Talvez, ao Vê-lo ali com os dois outros, João e Tiago tenham refletido sobre suas exigências e lembrado da pergunta de Jesus sobre serem batizados com o batismo Dele e sobre beber de Seu cálice de sofrimento (Mc 10:38-40).

Lucas, porém, incluiu mais detalhes em seu relato da Paixão. Logo depois que Jesus partiu rumo ao lugar chamado Caveira, Simão de Cirene realizou a ação que Jesus havia dito aos discípulos que aceitassem, caso estivessem prontos para segui-Lo: “... e lhe colocaram a cruz às costas, fazendo-o carregá-la atrás de Jesus” (Lc 23:26; ver 9:23:27; 14:25-27)

Suas palavras para as mulheres que lamentavam e choravam por Ele nos lembram de Seu próprio lamento ao entrar em Jerusalém (Lc 19:41-44; 23:28-31). Todo o interrogatório antes que seja dada a sentença gira em torno da acusação feita contra Ele pelos fariseus, pelos mestres da Lei e pelos sacerdotes, quando Ele afirmava ser o Rei de Israel. No final, a sentença é uma declaração da realeza de Jesus, e fica pregada sobre Sua cabeça (Lc 23:36).

Os últimos momentos antes da morte de Jesus são as novas “tentações” que Ele tem de enfrentar. Assim como Satanás O havia provocado, duvidando de Sua situação de Filho de Deus para fazer com que Ele evitasse a fome ou ganhasse poder e notoriedade, agora Ele escuta as mesmas palavras: “se você é o Rei dos Judeus, salve-se a si mesmo!” (Lc 23:35, 36, 39).

Um dos criminosos crucificados com Ele proclama a inocências dos dois – “Este homem não cometeu nenhum mal” (Lc 23:41) – e anuncia sua confiança na realeza de Jesus: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino” (Lc 23:42). Jesus promete: “Hoje você estará comigo no Paraíso” (Lc 23:43)

Essa promessa nos remete à presença salvadora de Jesus em outros momentos de sua vida: no nascimento, “Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador” (Lc 2:11); na sinagoga de Nazaré, “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir” (Lc 4:21); e na casa de Zaqueu, “Hoje houve salvação nesta casa” (Lc 19:9)

Finalmente, suas palavras de graça e obediência salvadoras foram cumpridas, e foi feito não o desejo de Jesus, mas sim o de Seu Pai (Lc 22:42).

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Jesus (O Anunciado)...

LUCAS 9
18 Certa vez Jesus estava sozinho, orando, e os discípulos chegaram perto dele. Então ele perguntou: – Quem o povo diz que eu sou?

 "Um messias anunciado, rejeitado e exaltado":

Contamos com um rastro de vinte séculos de história cristã, e por isso estamos numa situação privilegiada em comparação aos primeiros discípulos. Sabemos que Jesus se ergueu dos mortos; as formulações teológicas dos primeiros Conselhos Ecumênicos oferecem uma clara visão de quem e o quê Jesus foi – e é. 

Se quisermos compreender os sentimentos, as dúvidas e as expectativas vivenciadas por Pedro e pelos demais, será preciso fazer um esforço para nos colocarmos no lugar deles. Tiago e João vieram de uma família de pescadores, com empregados contratados. Sobre Simão e André, sabemos que também eram pescadores. Sabemos ainda que Simão era casado; Levi era um cobrador de impostos, etc. Então, de repente, eles ouvem o chamado de um sacerdote comum, na rua (seria Jesus um rabino “certificado”?), pedindo que abandonem tudo e sigam-no (Lc 18:28). 

Por quê? Temos de contar com o fator da fé, mas não devemos ignorar uma certa expectativa por papéis pessoais no reino que Jesus anunciava. As palavras de Pedro e as exigências impostas por João e Tiago, que pediram um assento na glória de Jesus (Mc 10:35-45), bem como a reação dos demais, indicam os mal-entendidos ocultos a esses seguidores de Jesus.

Provavelmente Pedro não entendeu que tinha toda razão quando afirmou que Jesus era o “Messias de Deus” (Lc 9:20), e que estava muito distante do conteúdo dessa declaração na mente de Jesus. Por isso fica desconcertado quando é advertido para que não conte a ninguém. Mais desconcertado ainda ele deve ter ficado quando Jesus explicou o caminho que iria seguir: não rumo à glória aspirada por Tiago e João, e sim para um percurso que conduzia à traição, ao abandono, ao sofrimento e à morte. 

Todos devem ter achado que Jesus tinha perdido o juízo – e podem ter pensado que as condições impostas para que aceitassem ser seus discípulos estavam fora do alcance de humildes e pecadores como eles. Pelo menos assim pensou Pedro sobre a própria situação (Lc 5:8).

Oito dias após esse acontecimento, Jesus reúne seus três discípulos mais próximos – aqueles que estarão presentes à casa de Jairo, que o acompanharão e adormecerão (!) enquanto ele ora antes de ser preso. 

Ele os leva para o Monte da Transfiguração. Talvez um pequeno relance de sua glória, ainda que seja uma visão obscura, reforce a confiança dos três e permita que eles transmitam essa segurança aos demais. Teria sido em vão? Embora tenham visto Moisés e Elias com Jesus e ouvido uma voz a voz do céu (“Este é o meu Filho, o Escolhido, ouçam-no!”), os discípulos continuaram com a mente no escuro – e só compreenderiam Jesus, seus caminhos e planos no momento da ressurreição.