Primeiramente, os filhos ouvem a lei e depois aprendem "a temer o Senhor", seu "Deus" (Dt 31:13).
Aprender a lei pressupõe que o temor não seja um resultado natural de conhecer a lei.
O processo de temer a Deus deve ser aprendido. Moisés sugeriu que o conhecimento e o temor são um processo, não uma relação imediata de causa e efeito.
Além disso, o que significa "temer a Deus" quando também foi dito ao povo: "amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força" (Dt 6:5)?
Talvez possamos comparar essa situação com a maneira pela qual um filho ama e teme um bom pai, que revela seu amor e cuidado falando a verdade e cumprindo o que diz.
Com um pai assim, se cometemos algum erro, de fato sofreremos as consequências da transgressão.
Podemos e devemos amar e temer a Deus ao mesmo tempo.
Essas não são ideias contraditórias. Quanto mais aprendemos sobre Deus, mais O amamos por Sua bondade, ao mesmo tempo, quanto mais conhecemos a Deus, mais O tememos, pois podemos ver a Sua grande justiça e santidade em contraste com nossa grande injustiça e pecaminosidade, e que somente pela graça, mérito imerecido, não somos destruídos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário