Todos somos pessoas pecaminosas e disfuncionais que, em algum momento, nos mostraremos indignas da confiança que alguém depositou em nós. E quem já não foi vítima da traição de alguém em quem confiava? Por mais difícil que seja essa perda, é sempre muito pior quando essa situação envolve alguém da família.
Às vezes parece mais fácil fugir quando decidimos que o relacionamento não vale o esforço da reconstrução. Evidentemente, não é tão fácil quando a pessoa é um membro da família, como o cônjuge. Poderíamos dizer que um dos propósitos do casamento é nos ensinar a lição de reconstruir a confiança quando ela é quebrada.
Reconstruir a confiança quebrada é uma jornada; devemos dar um passo de cada vez. A jornada começa com um sincero reconhecimento da dor causada e a confissão da verdade não importa qual seja a ofensa nem quem seja o ofensor.
Quando o adultério é a causa do rompimento, a cura começa quando o traidor confessa. Como parte do processo de cura, a confissão deve acompanhar a completa transparência por parte do traidor. Nada deve permanecer oculto, ou então, quando for descoberto (e será descoberto), a confiança restabelecida será destruída. E quando a confiança é quebrada uma segunda vez, torna-se ainda mais difícil restaurá-la.
Reconstruir a confiança requer tempo e paciência. Quanto mais grave a ofensa, mais tempo levará para ser reparada. Devemos aceitar o fato de que, às vezes, parece que estamos dando dois passos para a frente e três para trás. Um dia parece que há esperança para o amanhã e, no dia seguinte, temos vontade de fugir.
No entanto, muitos conseguiram reconstruir seu relacionamento rompido e desenvolveram um casamento mais profundo, íntimo, satisfatório e feliz.
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